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09/09/2015

Crescimento inicial de um clone de Eucalyptus grandis em diferentes arranjos de plantio no sistema de curta rotação

Dissertação apresentada à Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", de autoria de Felipe de Córdova Machado, relata sobre o Crescimento inicial de um clone de Eucalyptus grandis em diferentes arranjos de plantio no sistema de curta rotação.

Foto - Gardens Online
A matriz energética mundial baseada no consumo de combustíveis fósseis vem apresentando problemas de ordem ambiental e econômica. Com a diminuição da oferta deste material e aumento da demanda energética faz-se necessário que as fontes alternativas de energia tenham a capacidade de suprir o deficit energético. As nações desenvolvidas estão comprometidas em modificar sua matriz energética buscando soluções de energias limpas e renováveis. 

Segundo a ABRAF (2013), o Brasil no ano de 2012, tinha 5.102.030 de hectares de florestas de eucalipto, ainda segundo esta mesma associação, 7% da energia elétrica gerada no ano de 2012 foi derivada de biomassa.

O principal objetivo das florestas com fins energéticos é suprir uma parcela da demanda energética gerada no país. Devido à grande representatividade que este setor tem em relação às áreas plantadas, vem se buscando alternativas e métodos silviculturais que melhor se adaptem para a produção de madeira para este determinado fim. É possível que com alteração de manejo, sejam encontrados valores de incremento por área, maiores que os usuais. Os povoamentos podem ser manejados com o uso de um maior número de plantas por área. Para tanto são utilizados espaçamentos menores do que os convencionais, de 2 a 3 metros entre plantas na linha, para espaçamentos de 0,5 a 1,5 metros entre plantas na linha ou uso de linhas duplas.

Diante deste contexto, o objetivo deste trabalho foi identificar a influência do arranjo de plantio de um clone de Eucalyptus grandis sobre a densidade básica da madeira e crescimento da espécie. O ensaio foi composto por quatro espaçamentos de plantio: 3,0 m x 1,0m (linha simples), 3,0m x 1,0m x 2,0m (linha dupla), 3,0 m x 1,0m x 1,0m (linha dupla) e 3,0m x 0,5m (linha simples), sendo que cada parcela era de 20m x 90m. As mudas de Eucalyptus grandis, clone G-21, foram plantadas em Junho de 2011, tendo sido realizadas duas avaliações, a primeira aos 12 meses e a segunda aos 24 meses após o plantio. As variáveis analisadas foram: diâmetro, área basal, volume, densidade básica da madeira e biomassa seca.

Dentre as variáveis analisadas o diâmetro sofreu influência positiva do espaçamento, os espaçamentos mais amplos apresentaram maior diâmetro. Para área basal, volume, densidade básica e biomassa, pela análise de variância foram detectadas diferenças significativas para as fontes de variação: espaçamento e idade. A maior diferença para a área basal foi encontrada aos 24 meses, onde os espaçamentos mais adensados apresentaram maior área basal. Para todos os espaçamentos houve aumento significativo da área basal, indicando que não houve estagnação do crescimento. O volume apresentou diferença significativa somente aos 24 meses, onde o espaçamento 3x1x2 foi o que apresentou o menor valor, para todos os espaçamentos houve aumento significativo do volume entre as duas idades analisadas. Os menores valores de densidade foram encontrados nos espaçamentos mais adensados. Os maiores valores de biomassa foram encontrados nos espaçamentos 3x1 e 3x1x1. Para a alocação de biomassa nos diferentes compartimentos foi encontrada a sequência tronco>galhos>folhas, houve em todos os tratamentos um decréscimo da porcentagem de folhas entre os 12 e 24 meses, sendo este compensado pelo aumento de biomassa no tronco e nos galhos.


Fonte: Biblioteca Florestal, UFV



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