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21/08/2020

CRESCE O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

O agronegócio está sendo tracionado pelos mercados, adoção de tecnologias nas culturas e criações, taxas de câmbio favoráveis, consumo interno estimulado pelo preventivo armazenamento doméstico de alimentos, e consequente também das ajudas financeiras bilionárias decididas pelo governo federal, beneficiando milhões de brasileiros no campo e nas cidades, apesar dessa pandemia, desafiadora!

CRESCE O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA (VBP)*

O auxílio emergencial, entre outras medidas governamentais, segundo pesquisa do Datafolha (13.08.20), revela como ele foi gasto; compra de alimento, 53%; pagar contas, 25%, que somam 78%, e outros gastos, 22%; assim, alimentos em 1º lugar.
Esse programa social atende, nos cenários de hoje, a 24 milhões de brasileiros, reduzindo também os índices de pobreza. Se for de R$ 600,00 per capita resulta num gasto de R$ 14,1 bilhões por mês ou algo perto de US$ 2,64 bilhões, tomado o dólar médio comercial de julho de 2020.
Logo, quem tem dinheiro no bolso se torna consumidor de produtos, tecnologias e serviços. Em Minas Gerais, as vendas do setor supermercadista cresceram 9,34% no 1º semetre de 2020 em comparação ao mesmo período de 2019 (Amis). Presumo que  50% a 55% das vendas são devidas aos alimentos in natura e processados; mas análises econômicas são para economistas e analistas!
O agro continua firme, apesar das turbulências de domínio público e das quedas vertiginosas e anunciadas dos PIBs mundiais nos cenários entre os países ricos e emergentes, complicando ainda mais as fragilizadas economias dos países mais pobres. Assim posto, noutros cenários, os Valores Brutos da Produção (VBPs) da agropecuária dimensionam apenas os preços computados dos produtos agropecuários em níveis de estabelecimentos rurais ou dentro da porteira da fazenda.
Porém, o agronegócio é um sistema agroalimentar que agrega valores aos produtos do campo à mesa do consumidor por vias internas, e através das exportações para 200 países, com uma pauta brasileira extremamente diversificada de produtos agrícolas, pecuários, hortícolas, frutícolas, florestais, in natura e processados. Móvel é a madeira processada pela indústria.
Em julho de 2020, as exportações do agronegócio somaram US$ 10 bilhões ou 51,2% das vendas externas totais do Brasil, com superávit de US$ 9 bilhões; mais exportados foram: soja em grão (+39,4%); açúcar (+92,3%); celulose (+35,1%); algodão (+64,4%); carne suína (+45%); e carne bovina (+20,9%).
Alinham-se também as vendas de energia limpa renovável, no caso do etanol de cana-de-açúcar e do milho, consideráveis fontes de energia renovável, produtos de base florestal;  cujas ofertas exigem a pactuação de práticas sustentáveis com quem planta e cria e acesso regular às tecnologias de ponta geradas pela pesquisa, assim como dependentes de mercados atraentes, e logísticas mais eficientes!
Avançando nessa abordagem resumida, segundo o Ministério da Agricultura, com base no mês de julho de 2020, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira está estimado em R$ 742,4 bilhões; e o de Minas Gerais, em R$ 78,53 bilhões, portanto, 10,6% do VBP nacional, a preços correntes. Em relação a 2019, o VBP brasileiro cresceu 10,1%; e de Minas Gerais, 10,6%,  acima da média nacional.
Minas Gerais - Nos cenários mineiros, diversos, o VBP estadual está avaliado em R$ 78,53 bilhões e se divide em agricultura com R$ 50,3 bilhões e pecuária com R$ 28,2 bilhões, a preços correntes, destacando-se, sem demérito de nenhum outro produto agropecuário os respectivos VBPs de café, R$ 17,6 bilhões; bovinos, R$ 9,53 bilhões; soja, R$ 9,4 bilhões; cana-de-açúcar, R$ 7,15 bilhões. 
E mais: milho, R$ 6 bilhões; frangos, R$ 4,98 bilhões; batata inglesa; R$ 2,5 bilhões; suínos, R$ 2,45 bilhões; feijão; R$ 2,3 bilhões; banana, R$ 1,65 bilhão; ovos, R$ 1,37 bilhão; algodão herbáceo; R$ 1,09 bilhão. Houve alguns poucos desempenhos negativos (VPB) em relação a 2019: batata, laranja e banana.
No caso do café, segundo o Cepea/USP, o preço da saca em julho de 2019 era de R$ 402,00; e julho de 2020, R$ 561,00, mais 39,5%. Contudo, a depender os ganhos de lucratividade dos custos operacionais embarcados por saca de café beneficiado e decorrentes dos respectivos sistemas de plantios adotados, tratos culturais, produtividades médias.
Minas Gerais é o maior produtor de café, com estimativa de colheita entre 30,7 milhões e 32 milhões de sacas beneficiadas no ano cafeeiro de 2020 (Conab) e o Brasil o maior produtor e exportador mundial. O estado reúne 137.539 cafeicultores dos quais 89,8% se enquadram no perfil familiar (Emater-MG).
Além de abastecer regularmente o mercado interno, mesmo em tempo de pandemia, gerando empregos, salários, tributos segurança alimentar e bem-estar social, as exportações do agronegócio mineiro tiveram um superávit de US$ 4,5 bilhões, entre janeiro e julho de 2020, sendo 10% maior que no mesmo período de 2019. E mais, 70% do arábica exportado são produzidos em Minas Gerais.
Noutra convergência importante e analítica, destaque-se a pesquisa desenvolvida pelo Cepea/USP/Seapa-MG (“Mercado de Trabalho do Agronegócio Mineiro/2015”), com 2,5 milhões de pessoas ocupadas e assim distribuídas nessa sinergia campo, cidades, abastecimento, exportações, e nos seguintes segmentos; Insumos, 23.693 pessoas (1%); Primário/fazenda; 1.166.621 pessoas (47%); Indústria, 437.626 pessoas (17%); e Serviços, 878.250 pessoas (35%).
No segmento “Insumos” a ocupação de pessoas era a seguinte: fertilizantes, 29%; defensivos, 4%; Rações, 51%; Medicamentos, 12% e Máquinas Agrícolas, 4%. No segmento “Primário” agrícola; Café, 49,83%; outras lavouras; 15,85%, Horticultura, 11,28%; e Produção florestal, 8,06%, entre outros percentuais. No segmento “PrimárioPecuária; bovinos, 87%; aves de corte e postura (6%); e suínos (2%).
No segmento “IndustrialPecuária e ocupação de pessoas: Abate de animais, 34%; Laticínios, 43%; e Couro e Calçados; 23%. No segmento Industrial Agrícola: Vestuário e acessórios, 21%; Móveis de madeira, 18,3%; Massas e outros, 15,1%; Produtos de madeira, 10,5%; Papel e celulose, 6,8%; entre dezenas de outros dados sobre ocupação de pessoas no agro!
Evidentemente que essa pesquisa é muito mais ampla, sistematizada e substantiva do que esse artigo resumido em poucas páginas, portanto, limitado. O agronegócio não deve ser uma visão apenas de produtos, mas de complexos sistemas agroalimentares e agroflorestais, respondendo por 22% do PIB brasileiro. Sistema é um conjunto sinérgico de elementos interdependentes de modo a formar um todo organizado!
Em 2019, o agronegócio mineiro exportou US$ 7,9 bilhões, destacando-se, entre outros: café com (44,7%); complexo soja (18,4%); carnes (13,4%); complexo sucroalcooleiro (9,8%); e produtos florestais (8,4%)(Seapa-MG). Em 2019, o PIB do agronegócio brasileiro foi de R$ 1,55 trilhão (MAPA). O Brasil colhe uma safra recorde de 253,7 milhões de toneladas de grãos em 2020; Minas Gerais também com 15,1 milhões toneladas; e cresce a liderança isolada de Mato Grosso, com 73,9 milhões de toneladas de grãos (29,1%) (Conab – 11º Levantamento).
Nesses cenários rurais, Minas Gerais e Brasil, se concentram a maior fábrica de alimentos do mundo movida pelos mercados, tecnologias, adoções de inovações nas culturas e criações, e alimentada igualmente pela energia solar, capturando o CO2; dependendo do regime de chuvas/irrigação; adotando boas práticas agropecuárias sustentáveis; preservando a natureza. O Censo Agropecuário 2017 aponta Minas Gerais com 11,18 milhões de hectares (29,5%) de matas naturais e plantadas nas fazendas,   representando 2,55 vezes a área total do Estado do Rio de Janeiro.
Entretanto, vale registrar ainda que, dos 5,073 milhões de estabelecimentos rurais pesquisados no Brasil (Censo 2017), apenas 1,014 milhão deles (20%) receberam orientação técnica à época dessa pesquisa. “A inovação existe se for adotada e houver lucratividade numa perspectiva de tempo, senão poderá ser reavaliada e até rejeitada; pesquisador Eliseu Alves/Embrapa.”
Entretanto, há algumas controvérsias com relação a esse percentual de como se definem assistência técnica versus orientação técnica! Assinale-se também que a idade dos produtores de 45 anos a mais de 65 anos, nível Brasil, somam 71% do total por faixas etárias.
Noutro cenário o êxodo rural também é um processo demográfico irreversível e acelerado no Brasil, já na década de 1950, embora complexo na essência, e resultando também nas crescentes taxas de urbanização. Juiz de Fora (MG), por exemplo, contém apenas 1,1% dos habitantes do município no campo (Google).
Nesse caminhar, emergem as múltiplas plataformas digitais voltadas para o agronegócio, que se revelam cada vez mais presentes e atuantes nas artes de plantar, criar, comprar, vender, abastecer, exportar, preservar e conservar; bem como continuam indispensáveis as contribuições das TVs e revistas, debates, seminários, capacitações da mão de obra, cursos, concursos, dias de campo, que abordam temas conectados às inovações, gestão para resultados, desempenhos, e ofertas do agronegócio.
Além disso, reafirme-se, quem adota e transforma a Ciência & Tecnologia geradas nos “Centros de Pesquisa” em produtos agropecuários e agroflorestais, bem como abastecem e exportam são os produtores e empresários rurais, no que lhes compete. *Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte- agosto 2020.
 


Fonte: O Autor



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