Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


12/01/2013

Conhecimentos essenciais sobre comunicação e extensão florestal

Professor da Universidade Federal de Viçosa, Elias Silva escreve sobre o assunto.

Família de produtores rurais
Dentre as características humanas, destaca-se a capacidade de comunicação. Ela, na verdade, se confunde com o surgimento da nossa espécie no planeta, o que implica dizer que, nos primórdios da civilização, quando a intelectualidade era bem limitada, havia o uso de comunicações “rústicas”, com destaque para a feita com gestos, que, com o passar do tempo, se juntaram a  outras mais elaboradas, como a verbal e a escrita. Portanto, esse aperfeiçoamento da capacidade de se comunicar está associado à evolução da espécie, ou seja, envolve variáveis essencialmente genéticas, que somadas às interferências sociais, econômicas e culturais típicas da nossa sociedade moldam essa habilidade nata do ser humano. A Internet é um reflexo claro dessas interferências, pois traz novos ingredientes ao processo de comunicação, principalmente em termos de agilidade e de interação simultânea com vários agentes. 
            É interessante perceber que,  enquanto ser social,  os seres humanos necessitam se comunicar entre si e com outros organismos  dotados de algum grau de sensibilidade. O primeiro caso pode ser exemplificado pela conversa entre duas pessoas; a título de ilustração poder-se-ia pensar no diálogo entre um professor e um aluno, quando esse último lhe apresenta uma dúvida. Ora, nessa situação, o aluno deverá iniciar o processo de comunicação, colocando a sua dúvida, que poderá chegar ao professor nas formas verbal ou escrita.  Tomando contato com a dúvida do aluno, caberá ao professor dar prosseguimento a esse processo, na medida em que explicite considerações que façam com que o indagador entenda aquilo que não compreendia até então.  Para tanto, o professor poderá recorrer a vários métodos, como usar a lousa para explicar. Nessa situação, é razoável imaginar que se atinja o objetivo de remover a dúvida apresentada pelo aluno. O segundo caso, por sua vez, pode parecer bizarro a certas pessoas, uma vez que envolve a comunicação de um ser humano com outro tipo de organismo, caso de animais domesticados, por exemplo. Talvez, essas pessoas poderiam usar o argumento de que só há comunicação entre seres humanos, o que é discutível. No entanto, compreendida em seu sentido maior, é fácil perceber que a comunicação dá-se também entre seres irracionais, que se pautam pelo instinto. Se não fosse o caso, o que dizer do canto dos pássaros machos quando da corte à fêmea durante o período reprodutivo? Acaso não é uma forma de se comunicar? Certamente que sim! Isto significa dizer que, se entre seres irracionais há o processo de comunicação, por que não entre nós e os mesmos?  Posto isso, vamos admitir que exista essa forma de comunicação, a qual pode ser demonstrada quando nós repreendemos um cão que tenha feito suas necessidades fisiológicas no tapete da sala. Buscamos, com nossos gritos, que é uma forma de comunicação verbal, condicioná-lo a não mais proceder desse modo. Ele receberá essa informação, que poderá ser suficiente ou não para demovê-lo de atos futuros.
            Do explicitado resulta que, a comunicação se faz tendo sempre um interlocutor, ou seja, alguém com que se divide o processo de comunicação, seja um ser racional ou irracional. Dentro dessa ótica, é possível imaginar um processo de comunicação ímpar, em que o interlocutor fosse o próprio indivíduo. É o caso de “conversas” que temos conosco mesmo, mais comuns do que se imagina. Isso se constitui em um tipo de comunicação, pois num momento assumimos a função de indagador e em outro ponto a de respondente. Ou seja, somos o nosso próprio interlocutor. Poderíamos chamá-la de “comunicação interna”, uma vez que se dá no âmbito restrito de um ser, ainda que esse interaja permanentemente com o mundo exterior.
                Nesse estágio vale esclarecer que, a comunicação visa fundamentalmente o entendimento (ponto de equilíbrio) entre as partes envolvidas, seja o de uma criança que chora e passa para a mãe a sensação de que está com fome, ou de um subordinado que procura sensibilizar seu superior quanto à necessidade de receber aumento salarial. Todos estão buscando o entendimento. Cada um a seu modo.
            É nessa busca do entendimento que se pauta a comunicação entre o extensionista e seu público-alvo (interlocutor), numa relação dinâmica, em que todos saem ganhando. Via de regra, o extensionista inicia o processo de comunicação com o seu público-alvo, procurando perceber suas necessidades e dúvidas. Na medida em consegue obter os meios e as respostas para atender essas necessidades e dúvidas, cumpre a contento o seu papel. Para tanto, necessita eleger e utilizar formas (técnicas) e veículos adequados de comunicação, no sentido de ser compreendido por seu público-alvo.
Sendo assim, o profissional que pretende trabalhar como extensionista, aqui entendido para atuar na área florestal, precisa deter vários conhecimentos, que serão explicitados neste trabalho, constituindo-se em seu objetivo maior.
 
 Para ter acesso ao documento completo, basta clicar AQUI!




Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (5)


cGGNIJInPAHYAYnJm disse:

07/03/2013 às 19:16

Nem a Quarta Repfablica escapa e0 deiogagma populista e fe1cil...Completamente de acordo com o Henrique Pereira dos Santos. Acrescentaria ainda que o leite com chocolate e9 um produto residual na indfastria dos lacticednios, e como tal a subida do IVA tere1 implicae7f5es mednimas. O mesmo se passare1 em toda a fileira do sector, o qual, diga-se em abono da verdade, vive um dos seus piores momentos.Quanto ao vinho ele representa hoje um volume de exportae7f5es de larguedssimas dezenas de milhf5es de euros, e como tal qualquer aumento de fiscalidade no sector sere1 sempre contraproducente. Apesar das dificuldades da fileira vitedcola, o que e9 um facto e9 que a resposta em termos de exportae7f5es tem sido assinale1vel.A eterna aluse3o a uma muito citada frase de Salazar, demonstra bem a nossa pequenez e a nossa completa falta de bom senso. Temos de facto os poledticos que merecemos e que mais ne3o se3o do que o espelho da rasquice que abunda neste sedtio.

VGVkBSWlAxsZE disse:

05/03/2013 às 04:59

Caro Vitor Reis,As minhas decuslpas pela incorrece7e3o poledtica, mas do ponto de vista da geste3o das nossas paisagens e do ponto de vista da geste3o da nossa economia e do ponto de vista da sustentabilidade ambiental faz todo o sentido que o leite pague mais impostos que o vinho.Repare, o leite e9 um produto de baixo valor acrescentado em grande parte dependente da importae7e3o de bens (as rae7f5es se3o feitas com cereais produzidos ne3o se sabe onde, mas seguramente fora de Portugal na sua maioria) e pouco exporte1vel. Acresce que a sua produe7e3o, mesmo na parte que ne3o depende das rae7f5es importadas, e9 pouco adaptada e0s nossas condie7f5es naturais, sobrevivendo com fortes incorporae7f5es de energia importada (nos sistemas de rega e nos fertilizantes). A juzante da produe7e3o existe um problema gravedssimo de poluie7e3o por nitratos. O vinho, pelo contre1rio, e9 um produto muitedssimo bem adaptado e0s nossas condie7f5es naturais, muito menos dependente de importae7f5es, de elevado valor acrescentado e exporte1vel. Para ale9m disso corresponde a um instrumento muito relevante na geste3o das nossas paisagens. Resumindo, entre um pequeno almoe7o de produtos le1cteos (de leite de vaca), com cereias industriais ou um pequeno almoe7o constitueddo por um pe3o de cereais produzodos em portugal (trigo, milho e mais raramente centeio), uma talhada de queijo de ovelho e um copo de vinho tinto, ne3o tenho a menor dfavida de que este faltimo fare1 muito mais por Portugal.Dito isto, ne3o sei por que carga de e1gua o chocolate deve ser considerado essencial (se usar cevada no leite, que ne3o tem o problema da cafeedna para os mifados, mais uma vez este1 a ajudar mais Portugal).Bem sei que isto ne3o e9 preto e branco, bem sei que antes de beneficiar Portugal temos de pensar em beneficiar as criane7as (mais uma vez, a dar-lhes chocolate?) e tenho a absoluta certeza de que nada disto passou pela cabee7a do Governo no momento de tomar a decise3o.Mas achei por bem chamar a atene7e3o para a responsabilidade que nos cabe, a cada um de nf3s, por ope7f5es te3o comezinhas como pf4r manteiga no pe3o em vez de o molhar em azeite.henrique pereira dos santos

Elias Silva disse:

15/01/2013 às 21:33

Caros amigos Luiz (Mosquito) e Evandro:

Agradeço-lhes pelas manifestações. É gratificante saber que o nosso material tem utilidade.

Grande abraço e saudações florestais!

Elias

Luiz Alberto Batista de Morais disse:

15/01/2013 às 18:53

Mais uma vez, Elias nos contempla um excelente documento, o qual não é nenhuma novidade.
Abraços, Mosquito!

Evandro Barcellos Paixão disse:

15/01/2013 às 11:37

Professor Elias,
Agradeço à voce e a CIfloresta o envio do material.
Abraços

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

O que você acha da implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR)?

Trará benefícios aos produtores rurais
Trará benefícios ao meio ambiente
Trará benefícios apenas para o governo
Trará benefícios aos produtores rurais, ao meio ambiente e ao governo
Não muda a situação dos produtores rurais, nem do meio ambiente

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


3123 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey