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17/07/2014

Competitividade do setor exportador brasileiro de castanha-do-brasil

Dissertação apresentada à Universidade Federal do Paraná de autoria de Giovanna Paiva Aguiar, relata sobre a Competitividade do setor exportador brasileiro de castanha-do-brasil.

Foto ilustrativa - Castanha do Brasil
            A castanha-do-brasil é uma importante fonte de renda para as comunidades pobres do norte do Brasil. Além disso, sua coleta é vista como uma atividade virtualmente sem impactos ambientais. O Brasil, que já foi o maior exportador do produto, se vê hoje em segundo lugar, tendo perdido espaço no mercado internacional para a Bolívia.
            Dada a importância ambiental, social e econômica da comercialização de castanha-do-brasil para o país e as mudanças ocorridas no cenário internacional deste mercado nos últimos anos, o objetivo deste trabalho foi avaliar a competitividade do setor exportador brasileiro e de seus principais concorrentes no mercado internacional de castanha-do-brasil.
            Os objetivos específicos foram identificar os principais concorrentes do Brasil neste mercado, descrever o mercado internacional do produto, medir a competitividade do Brasil e de seus concorrentes neste mercado e identificar fatores determinantes da competitividade do Brasil e de seus concorrentes na exportação de castanha-do-brasil. Dois métodos foram utilizados para medir a competitividade: o modelo de Constant Market Share e o market share de cada país. Já para identificar fatores determinantes da competitividade, um modelo econométrico foi ajustado pelo método dos Mínimos Quadrados Generalizados, tendo o market share como variável dependente e o preço da castanha, o câmbio do país e a presença de casca como variáveis independentes.
            Os resultados mostram que a Bolívia é a maior e mais competitiva exportadora de castanhas-do-brasil, seguida pelo Brasil e pelo Peru. Além disso, os preços da castanha sem casca, principalmente exportada pela Bolívia e pelo Peru, foram maiores que os da com casca, principalmente exportada pelo Brasil. As exportações dos três países foram consideradas altamente concentradas, e os EUA, o Reino Unido e a Holanda foram os principais destinos. O modelo de Constant Market Share mostrou que o Brasil teve competitividade negativa e a Bolívia positiva nos dois intervalos analisados, já o Peru teve competitividade positiva entre 1998-2000 e 2000-2004, e negativa entre 2004-2006 e 2010-2012.
            Finalmente, os modelos econométricos ajustados mostraram que para o market share em valor a variável preço influenciou a competitividade da Bolívia de forma positiva e a presença de casca de forma negativa. Já a competitividade do Peru foi afetada apenas pela presença de casca de forma negativa e para o Brasil o modelo não teve bom ajuste, não tendo nenhuma das variáveis testadas apresentado significância. Já para o market share em quantidade, a presença de casca teve influência positiva e o preço negativa na competitividade do Brasil. Por sua vez, para a Bolívia e o Peru apenas a presença de casca teve influência negativa na competitividade.
 
Mais desse e de outros trabalhos do link da Biblioteca Digital Florestal: http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/9448


Fonte: Marina Lotti e Josiane Almeida - BIC: Biblioteca Digital Florestal



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