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13/01/2014

Começa desocupação das terras dos índios Awá, no Maranhão

Operação Hiléia Pátria, do Ibama, desativou 27 serrarias clandestinas na região em setembro de 2013. Foto: Badaró Ferrari/Ibama.

O Exército já está no território indígena Awá-Guajá, no Maranhão, dando início a operação de retirada de não índios da área. A primeira parte da operação consiste em notificar os moradores, que terão 40 dias a partir daí para sair voluntariamente da reserva. Em dezembro, a Justiça Federal determinou a desocupação da área, que já foi homologada como Terra Indígena há 9 anos.

Atualmente, vivem ilegalmente na reserva cerca de 1.200 não índios. Nenhum deles tem a posse da terra e por isso não terão direito a indenização. Durante o prazo de 40 dias, eles poderão levar os pertences, os animais que criam e desmontar suas casas. Após o prazo, moradores que se recusarem a sair serão removidos à força.

De acordo com a Funai, os invasores enquadrados na categoria de pequenos produtores serão realocados para assentamentos, conforme o plano de reforma agrária do INCRA.

A Reserva Awá-Guajá tem 116 mil hectares e está localizada no noroeste do Maranhão e preserva um dos últimos remanescentes da Floresta Amazônica do estado. É terra dos Awá-Guajá. Fica localizada entre os municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Newton Bello, São João do Caru e Zé Doca.

Parte do povo Awá-Guajá vive isolada. São 400 índios presentes em quatro terras indígenas - TI Caru, TI Awá e TI Alto Turiaçu e TI Araribóia. Falam guará - tronco linguístico do tupi - e lutam contra a destruição de sua terra, que já perdeu 30% de seu território pela ação de madeireiros.

Em 1992, o Governo Federal conferir a posse permanente do território aos Awá-Guajá. O decreto oficial que homologou a área veio em 2005. Mesmo assim, ela continuou alvo de invasões de madeireiros e grileiros.

As terras indígenas Caru e Alto Turiaçú estão conectadas com a área da Reserva Biológica de Gurupi, criada em 1988 e administrada pelo Instituto Chico Mendes. A Reserva também sofre com o desmatamento.


Fonte: Adaptado - O Eco



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Comentário(s) (1)


Laiz disse:

24/01/2014 às 13:46

São 1200 agricultores expulsos - sem terras definidas pelo INCRA ainda - para ampliar terras de 400 indígenas que já tem terras. Estes indígenas, legitimamente, pedem por escolas, postos de saúde, recebem bolsa auxílio e querem empregos para seus jovens. Recebem mais terras. Não tem algo mal contado nesta história não? É uma guerra de pobres contra pobres, só crível porque somos um povo que não se importa de ser enganado por notícias pela metade. E também porque no fundo não nos importamos com coisa alguma, nem em gerir nosso próprio território: incompetentes oficiais, instituições paragovernamentais e estrangeiras fazem isso por nós. Com persistência e muita publicidade, souberam aproveitar nosso rombo moral e nossa crise geral de inteligência.

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