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12/11/2014

Cogeração proveniente da carbonização traz ganhos ambientais e energéticos

Tecnologia francesa é aplicada em planta piloto na cidade mineira de Sete Lagoas Flávia Waltrick

A tecnologia aplicada pela empresa francesa Carbonex foi o tema da palestra “Cogeração na Produção de Carvão Vegetal”, ministrada pelo fundador e sócio-proprietário da companhia, Pierre Soler-My, como parte da programação do painel “Avanços tecnológicos da produção de carvão vegetal” do III Fórum Nacional de Carvão Vegetal.
 
De uma empresa familiar criada para abastecer o mercado europeu de carvão vegetal para churrasco, a Carbonex tornou-se uma indústria de energia renovável, competitiva tanto no setor de carvão quanto no de energia elétrica.
 
A transformação aconteceu a fim de conseguir um produto final mais competitivo, com rendimento gravimétrico maior e produzido sem poluir o meio ambiente. “Do problema surgiu uma oportunidade. Passamos a produzir energia elétrica a partir da queima dos gases da carbonização. Deixamos de emitir poluentes na atmosfera, aproveitamos os gases na planta de cogeração e ainda vendemos o excedente de energia elétrica resultante do processo”, explica Pierre.
 
Na França, a usina está em atividade desde 2012 na cidade de Gyé-sur-Seine, a 200 quilômetros da capital Paris. Na unidade francesa de cogeração foi possível gerar 3,3 megawatt elétrico (MWe) por hora com 12 toneladas de carvão vegetal/ano.
 
No Brasil, a Carbonex financiou uma planta protótipo para apresentar às empresas interessadas no processo de inversão de energia elétrica. A usina funciona há seis anos na cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais, e também já registrou resultados positivos. O carvão vegetal foi testado e aprovado pela siderurgia brasileira, apresentando uniformidade nos parâmetros físicos e químicos. A capacidade anual da planta é de 60 mil toneladas e tem alto grau de automação com 42 empregados.
 
“No conceito Carbonex, para cada hectare de eucalipto temos 8,2 toneladas de carvão vegetal por ano e rendimento gravimétrico de 40%; enquanto nos fornos convencionais para a mesma quantidade de madeira tem-se 6,5 toneladas de produto por ano e rendimento gravimétrico é de 32%”, esclarece o palestrante.
 
Agregado a isso, soma-se o ganho com energia elétrica gerada no processo, que é de 11,1 MWe por hectare, e a venda da energia excedente. “Na planta da França, este excedente equivale ao consumo de 30 mil pessoas”.
 
Para disponibilizar a tecnologia no Brasil, a Carbonex associou-se a empresas nacionais e, juntas, fundaram a Wood Bio Energia, que atua desde o plantio, passando pela colheita até o processo de carbonização. A partir dessa união foi verificado também o aproveitamento total da floresta, com aumento de 27% na utilização da biomassa gerada por hectare; melhorias no sistema de secagem integrado e contínuo, eliminando madeira e capital em estoque; e redução no prazo entre a colheita e a expedição do carvão em função do sistema Full Tree com picagem no campo.
 
Impacto ambiental
Para o resfriamento do carvão não há gasto com água, já que o procedimento é feito com ar. No quesito sustentabilidade, o sistema é considerado sem impacto ambiental porque não emite gases na atmosfera. “Todos os gases são monitorados continuamente e a fumaça gerada é limpa e está abaixo dos padrões aceitáveis tanto no Brasil quanto na Europa”.
 
Acessibilidade
Segundo Pierre, atualmente o sistema é viável apenas para produtores em grande escala, já que o investimento para montar e manter a planta ainda é alto em função da tecnologia aplicada.
 
“Para os pequenos produtores daria para desenvolver um sistema ou organização diferente. Neste caso, a proposta é trabalhar com prestação de serviço. Ele entrega a lenha dele, nós produzimos o carvão limpo e devolvemos para o pequeno produtor que irá traçar a venda para o seu cliente”.
 
Diante de um cenário em que o Brasil tem recursos de energia renovável, com as mais eficientes florestas plantadas do mundo, e necessita aumentar a sua produção energética para atender as atuais demandas do país, Pierre espera que a modernização do setor de carvão vegetal aconteça a fim de gerar mais competitividade e melhorar a rota econômica e ambiental.
 
“O Brasil tem capacidade de se modernizar, oferecer empregos qualificados com salários maiores e aproveitar mais sua matéria-prima sem prejudicar o meio ambiente. A globalização impõe uma competitividade mundial que se você não tem tecnologia, a sua empresa pára. Isso vai acontecer rapidamente. Na França, todas as empresas que não se modernizaram, acabaram desaparecendo”.

Confira mais do que aconteceu no evento através do link:
http://www.sif.org.br/evento/forum-nacional-sobre-carvao-vegetal


Fonte: Polo de Excelência em Florestas/ Interface



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