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23/02/2011

Cesan desenvolve adubo com resíduo de esgoto

Empresa de saneamento do Espírito Santo investiu R$ 2 milhões na construção da unidade de gerenciamento do lodo.

Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelas companhias de saneamento básico é definir a melhor forma de descartar os resíduos remanescentes do tratamento de esgoto.

A Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), por exemplo, deposita o lodo gerado nas estações de tratamento (ETE) em aterros sanitários. O problema aparece quando o local chega ao seu limite de capacidade, o que força a empresa a buscar lugares mais distantes e, consequentemente, mais caros.

Essa é uma das razões que justificam o interesse da Cesan em pesquisar as propriedades e os possíveis usos das 350 toneladas de lodo que são produzidas mensalmente, no Espírito Santo. Outro motivo é o aumento expressivo da produção de resíduos previsto para os próximos anos.

De acordo com projeções da própria companhia, em 2035, serão descartadas 4,8 mil toneladas do material por mês.

Segundo Maria de Fátima de Lima, analista de sistemas de saneamento da Cesan, os estudos, que custaram aos cofres da companhia e do Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) R$ 850 mil, apontaram o tratamento dos resíduos e a sua transformação em fertilizantes como a melhor solução para o problema. Para isso, foi criada a Unidade de Gerenciamento de Lodo (UGL), que custou à Cesan R$ 2 milhões.

Quando a UGL entrar em operação, em maio, o lodo será bombeado da ETE até uma máquina que fará a mistura dos resíduos com cal. "Assim que sai da estação, o lodo está contaminado por causa do esgoto. Mas, com a adição da cal, o material é neutralizado e se transforma em um biossólido, que é um composto rico em matéria orgânica", explica Maria de Fátima.

"Por isso, ele tem se mostrado um adubo até melhor do que diversos fertilizantes industrializados, no que diz respeito à produtividade", completa. De acordo com a analista, os testes foram feitos com plantações de frutas, como goiabeira e bananeira, e espécies florestais, como seringueira e eucalipto.

Para dar um empurrãozinho no novo produto, um dos incentivos é o preço - que deve ser até um terço mais baixo do que o de fertilizantes industrializados.

"Outro benefício é que o adubo fornece nutrientes para as plantas e corrige as condições do solo sem precisar retirar recursos da natureza, como o fósforo, que está cada vez mais escasso", afirma. Com a venda do produto, a expectativa da companhia é produzir uma receita de R$ 29 milhões, dentro dos próximos 20 a 25 anos.

Os sistemas de produção agrícola que utilizam biossólido apresentam, de quebra, mais um benefício para o meio ambiente. Em vez de o lodo ser depositado em aterros (podendo até contaminar o solo), ele ajuda no plantio de árvores, que absorvem gás carbônico durante o processo de fotossíntese, e consequentemente balanceiam a equação do efeito estufa gerado no planeta.

Mapa do plantio

Os testes com o biossólido foram feitos nas regiões Norte, Sul e serrana do estado para avaliar as reações do solo em cada uma dessas localidades. Apesar da boa receptividade, nem todos os locais poderão ser adubados com o material, devido a restrições ambientais.

"Mas elaboramos um banco de dados com as áreas potenciais, e vamos visitar todas elas."


Fonte: Brasil Econômico



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