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21/07/2009

Certificação Incentiva Investimento em Biodiversidade

Nova metodologia lançada pelo Instituto LIFE pretende atender a um mercado ávido por mensurações de iniciativas ligadas a preservação da diversidade biológica e, ainda, impulsionar mais recursos que previnam a perda de serviços ambientais

Lançamento do Instituto e da Certificação

Em qual tipo e tamanho de projeto de conservação da biodiversidade uma fábrica de papel, com 1,5 mil funcionários e situada no interior de Minas Gerais deve investir para compensar seu impacto ambiental?

Em um projeto audacioso, a Certificação LIFE, lançada nesta sexta-feira (17) em Curitiba, pretende responder a este tipo de pergunta, avaliando, qualificando e agregando valor a empresas que desenvolvem ações de conservação.

“Estamos ousando dar valores para diferentes ações, propondo e fazendo uma provocação às empresas para que isso seja medido”, afirma o presidente do conselho do Instituto LIFE, Clóvis Ricardo Borges, que é diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).

As empresas são analisadas em três etapas. A primeira é de reconhecimento das ações que já desenvolvem com relação ao cumprimento legal e se possuem outras certificações, como o ISO 14001.

Na segunda fase, é feita uma avaliação da gestão ambiental para verificar a evolução da empresa com relação a políticas externas de conservação que vão além do que é exigido por lei, como por exemplo, um Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa ou um plano de manejo em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

Na última fase, são apresentadas propostas de ações extras em prol da biodiversidade, com base no estudo feito para os cinco biomas brasileiros, que cruza informações dos impactos causados por diferentes setores empresariais e por empresas de portes diferenciados.

 “A Certificação nada mais é do que um estímulo para o setor privado agregar esforços com relação à biodiversidade, que é algo intrínseco aos negócios”, afirma Borges.

Borges explica que as certificações ambientais existentes estão ligadas ao cumprimento da lei e nenhuma delas está preocupada exclusivamente com a biodiversidade. “A Certificação LIFE não avaliza sustentabilidade. Ou seja, se a empresa investir em um projeto de reflorestamento de espécies nativas, mas não tiver uma política de descarte de resíduos, desde que não seja uma criminosa, isto não vai impedir que ela receba nossa certificação”.

Serviços ambientais

A perda da biodiversidade representa uma diminuição de 7% do produto bruto mundial ao ano, até 2050, segundo um estudo da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB) . A preservação de ecossistemas é essencial para garantir a prestação de serviços ambientais, como o seqüestro de carbono através da fotossíntese, a regulação das funções hídricas e a polinização.

O setor empresarial já percebe, ressalta Borges, que este dano leva a indisponibilidade de serviços ambientais que são essenciais para a continuidade dos negócios. “Mesmo que não seja responsável, (a empresa) sabe que isto afeta seu negócio”, comenta.

A Certificação Life, que significa Lasting Initiative For Earth (Iniciativa Duradoura pela Terra), tem a chancela do Ministério do Meio Ambiente e o endosso da CDB; e, inicialmente, será aplicado em apenas três empresas: O Boticário, MPX Energia e Posigraf.  “Estas empresas estão abrindo as portas para validarmos e lapidarmos a metodologia”, diz Borges.

A Certificação é gerenciada pelo Instituto LIFE, que define os padrões, critérios e a metodologia. O processo de avaliação das empresas é feito por auditoras credenciadas ao Instituto , uma parceria da Fundação Avina, Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, Prefeitura de Curitiba, Grupo Positivo e da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).  Segundo Borges, a Certificação deve chegar ao mercado em 2010.

O Instituto LIFE planeja implementar a Certificação internacionalmente e, por isso, planeja levar alguns exemplos de empresas certificadas para a COP10 da CDB no Japão, no ano que vem.


Fonte: Carbono Brasil. Por Paula Scheidt



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