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03/03/2016

Cerrados - Nova Fronteira para o Dendê

Fonte da foto: G1
     O famoso dendê - palma de óleo - mais conhecido pelo seu uso como tempero na culinária baiana é o fruto do dendezeiro, uma palmeira que pode chegar até 15 metros de altura e que na realidade serve para a produção de dois (2) tipos de óleo: o palmiste, extraído da amêndoa e o de palma, extraído da polpa. O primeiro serve de base para a produção de cosméticos, sabonetes, sabão em pó, detergentes e amaciantes biodegradáveis, lubrificantes, cosméticos, velas, produtos sanitários e farmacêuticos. Já o segundo é matéria-prima para fabricação de vários produtos do ramo alimentício, como margarinas, gorduras vegetais, pães, bolos, tortas, sorvetes, barras de chocolate, biscoitos finos e cremes, assim como óleos de cozinha.  

    A palma de óleo é um cultivo perene, com ciclo econômico de 25 a 30 anos, iniciando sua produção comercial a partir dos três anos após o plantio. Segundo Edson Barcelos, Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) a produção do óleo é distribuída ao longo do ano, entretanto, com piques de produção acentuados em determinadas épocas do ano, condição esta que praticamente se normaliza, quando é cultivado sob irrigação, além de apresentar excelente resposta, com o aumento da produtividade, com perspectivas de superar sete (7) toneladas de óleo/ha/ano, para os cerrados e perímetros irrigados brasileiros*. 
Os fatores climáticos de maior importância para o cultivo do dendezeiro são: chuva, horas de brilho solar e temperaturas máxima e mínima, o que excluía a plantação em áreas como o Cerrado, devido aos períodos de seca forte. Mas, na verdade, essa constatação pode ser revertida quando se pensa em irrigação.

  Criado pela Embrapa Cerrados o projeto "Fontes alternativas potenciais de matérias-primas para produção de agroenergia" mostra que em áreas de altitude elevada, temperatura e umidades baixas e sem condições hídricas é possível produzir dendê. Segundo o Pesquisador da Embrapa, Jorge Cézar dos Anjos Antonini, o clima do cerrado é na maior parte do ano favorável ao cultivo do dendê, já as condições hídricas não contribuem para o plantio**. Mas, tal obstáculo pode e vem sendo superado com a utilização da tecnologia de irrigação.

    Para conduzir o dendê no pobre solo do cerrado, além da irrigação, os pesquisadores fizeram a correção do solo com calcário e uma boa adubação, principalmente com fósforo. 

    Os impactos negativos do uso desenfreado de combustíveis fósseis motivaram pesquisas que buscassem a diversificação da matriz energética. Uma delas é o uso da biomassa para a produção de biocombustíveis, que podem ter suas matérias-primas extraídas de gorduras animais e óleo vegetal, sendo uma das alternativas o dendê. De acordo com Antonini, a palma de óleo se destaca pelo baixo custo de produção, pela alta produtividade de óleo e por ser excelente matéria-prima, tanto para a produção de alimento como de energia.

    Se a cultura do dendê abriu portas para a utilização de seu óleo para produção do biodiesel, muitos outros estudos e pesquisas precisam ser concluídos, já que o Brasil ainda continua sendo um país insuficiente na produção dos óleos. Ainda importamos tais óleos de países como Indonésia, Malásia, Colômbia e Equador. Segundo estatísticas do portal de dados Index Mundi, o Brasil importa cerca de 225.000 toneladas de óleo de palma e 185.000 toneladas de óleo de palmiste. Para que o país seja capaz de suprir a demanda necessária a fim de conquistar a autossuficiência seria preciso plantar, além das 212.000 hectares já existentes, cerca de 80.000 ha para a produção de óleo de palma e 540.000 ha para o óleo de palmiste.

     A insuficiência da produção prejudica setores como o econômico e o de geração de empregos. Se pensarmos em perdas de divisas, temos que a estimativa dos valores das importações dos óleos com custo no Brasil é de aproximadamente US$ 120 milhões para o óleo de palma e o de palmiste chegaria à casa de US$ 215 milhões, totalizando US$ 335 milhões gastos com importações. Inspecionando-se os dados da balança comercial de óleo de palma e palmiste, entre 2004 e 2011 verifica-se que o balanço apresenta sistematicamente um saldo negativo, representando uma evasão de divisas de US$ 635 milhões nesse período***. Levando em consideração o número de empregos gerados direta ou indiretamente para a produção do óleo de palma e palmiste temos um número de 63.400 empregos no setor. Com a expansão da área para se atingir a autossuficiência poderíamos chegar à faixa de 100 a 200 mil novos empregos, uma vez que empreendimentos modernos absorvem um emprego direto e dois indiretos a cada 10 hectares plantados. 

     Vale ressaltar que estas estimativas foram feitas apenas para a demanda atual, ou seja, para a produção de alimentos (90%) e cosméticos (10%). Para Antonini, a demanda é muito maior quando se considera a utilização dos óleos do dendê para a produção de biodiesel. “Estima-se que para 2020 a demanda por óleo vegetal necessária para cumprir a meta do B20 (mistura de 20% de biodiesel ao diesel fóssil) seja, de aproximadamente, 10.000.000 de toneladas”, afirma o pesquisador.
Assim, com irrigação, o Cerrado abre uma nova fronteira para o dendê e a agroindústria nacional.




* Artigo sobre a oficina 7 do XXV Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem (CONIRD): "Dendê/palma de óleo irrigada: alta produtividade e oferta regular de óleo para biodiesel próximo aos centros consumidores" publicado na revista Irrigação e Tecnologia Moderna (ITEM). Disponível em: http://www.abid.org.br/arquivo/revista/revista_pdf/item%20106.pdf

** Matéria do site O Popular: "Dendê tem alto desempenho no Cerrado". Disponível em: http://www.opopular.com.br/editorias/economia/dend%C3%AA-tem-alto-desempenho-no-cerrado-1.728354

*** Fonte Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), publicada na tese de doutorado de autoria de Alberto Arruda Villela: "Expansão da palma na Amazônia Oriental para fins energéticos". Disponível em: http://www.ppe.ufrj.br/ppe/production/tesis/alberto_villela_dout.pdf


Fonte: Mariana Barbosa e Sayonara Ribeiro - Polo de Excelência em Florestas



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