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22/12/2011

Cenibra pode deixar de investir US$ 2,5 bi em Minas por restrição à compra de terra

Restrições completaram um ano e quatro meses sob intenso lobby; segundo o presidente da empresa, projeto de construção de fábrica de celulose será descartado se não houver mudanças

SÃO PAULO - O investimento de cerca de US$ 2,5 bilhões da Cenibra para construir uma fábrica de celulose em Minas Gerais pode não sair do papel. O entrave é a restrição à compra de terras por estrangeiros, incluindo empresas brasileiras controladas por grupos estrangeiros, conforme parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) publicado no ‘Diário Oficial’, em agosto de 2010.

As restrições completaram um ano e quatro meses sob intenso lobby e sem nenhum resultado no aumento do controle sobre esse tipo de negócio. O desfecho da polêmica ficou para o ano que vem. "Caso não haja mudanças nesse parecer, o projeto está praticamente descartado", disse à Agência Estado o presidente da Cenibra, Paulo Eduardo Rocha Brant.

A Cenibra é controlada pela holding Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development (JBP), formada por várias empresas japonesas, entre elas a Oji Paper, a Itochu e a Nippon Paper, e tem planos de dobrar a atual capacidade do complexo em Belo Oriente (MG) para cerca de 2,6 milhões de toneladas anuais.

O projeto, entretanto, está na expectativa de que o governo estabeleça novas diretrizes para a compra de terras por estrangeiros. "Os japoneses não iniciarão nada até que essa questão se resolva, já que há uma insegurança jurídica enorme."

Somente após uma situação mais clara é que a direção da Cenibra e os grupos japoneses devem se debruçar sobre o projeto. Quando isso ocorrer, outra barreira precisará ser superada: o alto custo das atividades de colheita da Cenibra, empresa com faturamento anual de cerca de R$ 1,4 bilhão.

De acordo com Brandt, cerca de 40% da atividade é manual, já que parte das florestas da Cenibra está em áreas de maior inclinação. Esse porcentual, anteriormente administrável, reduziu a competitividade da Cenibra por causa da alta do salário mínimo e, consequentemente, dos custos com o trabalhador do campo. "Temos cerca de 6.500 trabalhadores nas florestas, e esse modelo de produção passou a ser inviável. Por isso, precisamos trabalhar nesse desafio."

Para viabilizar uma nova fábrica, a terceira da Cenibra em Belo Oriente, a participação da colheita mecanizada precisará ser ampliada dos atuais 60%. Para isso, a companhia terá de investir em equipamentos e tecnologias, o que elevaria o investimento em US$ 500 milhões - os US$ 2 bilhões restantes serão destinados à área industrial. A empresa também poderá recorrer a uma maior fatia de terras de terceiros, atualmente de apenas 10%.

Além do desejo da Cenibra de viabilizar a unidade, outro aspecto favorável é a existência de terras na região. Segundo Brant, a companhia tem de 20 mil a 25 mil hectares de florestas não utilizadas nas atuais operações.

Com essa reserva, e diante da possibilidade de comprar madeira de terceiros, a Cenibra teria condições de iniciar as operações da nova unidade entre 2015 e 2016, caso o parecer da AGU seja revisto no curto prazo. / COLABOROU MARTA SALOMON


Fonte: André Magnabosco, de O Estado de S. Paulo



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Comentário(s) (2)


Nelson de Paula Gusmao disse:

06/01/2012 às 18:38

Para viabilizar este projeto, a grande estrategia da CENIBRA seria implantar esta fábrica aqui em minha cidade, Itamarandiba MG capital brasileira do Eucalipto, pois grande parte da expansão de plantios de novas florestas da Cenibra está vindo no Rio Doce em direção ao Jequitinhonha e nesta porção de Minas, a empresa encontraria já uma grande concentração de fazendeiros florestais, terras mais aptas à mecanização e ficaria mais próxima destes novos plantios, além do que, por beneficiar uma região de uma pequena concentração industrial, o governo mineiro daria grandes incentivos pra essa instalação, além de viabilizar a aquisição destas terras por capital estrangeiro e talvez em parceria, a Cenibra, poderia fazer uma acordo com os fazendeiros florestais, sem a necessidade de aquisição destas terras. Só o fato de beneficiar uma região como o Jequitinhonha, já daria margem à suspensão de impedimentos legais pra aquisição de terras .

Alberto Linhares disse:

02/01/2012 às 14:33

A combinação de esquerdistas e nacionalistas xenófabos contribuindo para o atraso do Brasil.
Mais uma contribuição do desgoverno Lula. Deixa o capital entrar, seja qual for a bandeira, este negócio de segurança nacional é balela. Deveriam vigiar melhor as nossas fronteiras e deixar o capital externo entrar para gera emprego e progresso.

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