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10/09/2008

Cenário internacional pode ser favorável para recuperação do setor florestal brasileiro

Política de exportação adotada na Rússia e recuperação do mercado imobiliário norte-americano indicam oportunidades para Brasil

Uma nova perspectiva bate à porta da indústria de madeira do Brasil. Mudanças na política de exportação da Rússia e a tendência de recuperação do mercado imobiliário norte-americano podem ser oportunidades para que o setor volte a ser um dos principais players no cenário internacional de produtos de madeira.

Com o objetivo de instalar indústrias que utilizem a madeira como matéria-prima, a Rússia aumentou os impostos de exportação das toras. Com isso, de acordo com análise do consultor de negócios da Finlândia, Hannu Valtonen, que vem ao Brasil para o IV Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Florestas Plantadas, enquanto os russos não estiverem exportando produtos acabados, países produtores de compensado, portas, pisos, que tenham matéria-prima, ganharão espaço. É o caso do Brasil, que além de possuir florestas, conta com indústrias capazes de atender essa demanda internacional por produtos de madeira. De acordo com o especialista, o aumento de impostos para a exportação da matéria-prima russa irá tornar a importação de toras inviável para países da Europa e, provavelmente, para a China, um dos principais concorrentes do Brasil, e o Japão. “Finlândia e Suécia, assim como Japão e China, poderão ser forçados a reduzir a produção de madeira serrada. Se esse for o caso, haverá a possibilidade para outros países produtores, como o Brasil, de expandirem os seus mercados”, avalia.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Antônio Rubens Camilotti, essa é uma boa oportunidade para que a indústria de madeira brasileira inicie uma recuperação. “Além da variedade de produtos oferecidos pelo país, há o diferencial da certificação de qualidade”, afirma Camilotti. Desde 2003, a Abimci desenvolve o Programa Nacional de Qualidade da Madeira – PNQM, que certifica o processo de produção. Atualmente, 36 empresas participam do Programa.

Recuperação norte-americana

Outro cenário internacional favorável ao Brasil nesse segmento está no principal comprador dos produtos de madeira sólida brasileiros: Estados Unidos. Com a crise imobiliária norte-americana e a valorização do Real frente ao dólar, a indústria madeireira foi afetada nos últimos três anos. De acordo com o presidente da Cambridge Forest Products Associates (EUA), especialista em previsões e análises de mercados internacionais de produtos florestais, Bernard Fuller, o mercado imobiliário nos Estados Unidos deve se recuperar a partir do segundo semestre de 2009. “Essa recuperação irá restabelecer a rentabilidade, assim várias novas produções e consumos recordes serão atingidos em 2010-11”, afirma. Mas para atender essa demanda, ele sugere à indústria brasileira agregar valor aos produtos para atender consumidores que prezam pela qualidade final. Fuller também participa do Congresso Internacional no Brasil, com a palestra “Crise Imobiliária Americana e o Impacto no Mercado Internacional de Produtos Florestais”.

Congresso Internacional

Durante três dias – 19, 20 e 21 de novembro de 2008 – o Brasil irá receber especialistas de todo o mundo para discutir os riscos globais e as oportunidades para a indústria de produtos de madeira sólida de florestas plantadas. O IV Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Florestas Plantadas, que acontece em Curitiba (PR), e será promovido pela Abimci, terá palestras com o consultor em investimentos florestais, dos Estados Unidos, Douglas Charles, que abordará os impactos globais dos fundos de investimento na expansão das plantações florestais na América Latina; com o representante do departamento florestal da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Olman Serrano; com o diretor da Suzano, João Comério; além de professores universitários, e representantes de organizações da Austrália, Suécia e Itália.


Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial



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