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18/02/2013

Celulose Riograndense quer ser empresa modelo do setor

O projeto de expansão da fábrica em Guaíba prevê que serão gerados cerca de 10 mil empregos diretos.

No final de janeiro deste ano, acionistas da produtora chilena CMPC aprovaram um aumento de capital de US$ 500 milhões para financiar parte da expansão da sua fábrica em Guaíba, no Rio Grande do Sul. A fábrica, que foi comprada da Fibria Celulose em 2009, hoje está representada pela Celulose Riograndense. Veja o que diz  que o diretor e presidente da empresa, Walter Lidio Nunes sobre o projeto.

CeluloseOnline – O que esse investimento representa para a Celulose Riograndense?
Walter Lidio Nunes -
O investimento está dentro da estratégia de crescimento do grupo CMPC, que identificou o Brasil como um país diferenciado em termos de potencial para investir e crescer no segmento de celulose. Além de ser uma aposta na prosperidade dos negócios brasileiros e nas condições econômicas e de logística do Rio Grande do Sul, deve-se levar em conta que, neste negócio, crescer é uma imposição do mercado.

CeluloseOnline – E quando a produtividade?
Walter Lidio Nunes -
Deve-se considerar que este empreendimento atual tem capacidade instalada de produção de 450 mil toneladas e  irá adicionar mais 1,75 milhão de toneladas por ano, um aumento aproximado de 300%.

CeluloseOnline – Como está o andamento?
Walter Lidio Nunes -
Os recursos já estão sendo investidos. Estamos aplicando mais R$ 44 milhões em obras viárias na cidade de Guaíba para facilitar a logística urbana e minimizar os impactos nas vizinhanças de Guaíba. Já foram adquiridos os turbo geradores e neste momento estamos negociando todos os demais pacotes que compõe o projeto. Estamos também investindo no envolvimento dos fornecedores locais e em treinamento de mão de obra local para a construção do empreendimento.

CeluloseOnline – O término da expansão está previsto para 2015. A Copa do Mundo de Futebol interfere nessa previsão?
Walter Lidio Nunes -
A copa do mundo de futebol não terá interferência direta no projeto fabril a ser realizado em Guaíba, Rio Grande do Sul. É provável que haja algum nível de interferência específica, como a concorrência pela mão de obra e, por isso, estamos investindo junto com o Pacto Gaúcho pela Educação na formação de 10 mil trabalhadores. A entrada em operação do projeto esta planejada para abril de 2015.

CeluloseOnline – Quantos empregos serão gerados?
Walter Lidio Nunes -
O projeto demandará sete mil empregos diretos e 21 mil indiretos na sua construção . Na operação futura serão 4,1 mil empregos diretos e 17,1 mil indiretos. Para dar conta dessa demanda, a empresa realiza, em parceria com os governos federal, estadual e municipais, um ambicioso programa de formação de mão de obra que objetiva capacitar seis mil trabalhadores da região metropolitana de Porto Alegre, onde será edificado o projeto.

CeluloseOnline – Existem outras parcerias?
Walter Lidio Nunes -
A empresa realiza também parceria com entidades da indústria, um programa de valorização e preferência a fornecedores locais. Estima-se compras locais durante a construção de R$ 540 milhões e geração de R$ 102 milhões de ICMS, além de uma geração anual de divisas, quando em operação, de R$ 1,4 bilhão. O projeto disponibilizará ainda ao mercado um excedente de energia elétrica superior a 30 megawatts.

CeluloseOnline – Qual o maior objetivo dessa expansão?
Walter Lidio Nunes -
 Colocar a Celulose Riograndense dentro dos parâmetros de produção e estatura de uma planta de celulose modelo. Ao mesmo tempo, dar condições às empresas CMPC de crescer no seu mercado de atuação. A implantação do investimento está baseada numa visão de cenário que contempla dois vetores principais: mercado e competitividade operacional da nova planta. Em termos de mercado, entendemos que haverá, nos próximos anos, a necessidade de um volume adicional de celulose. Entre as justificativas para tal aposta, está a correlação entre o crescimento do PIB mundial e o crescimento da demanda pela commodity. Outro fator que fortalece a demanda por celulose é o processo de fechamento de unidades fabris de celulose (integradas ou não), em outros países, especialmente no hemisfério Norte.

CeluloseOnline – O que o setor pode esperar dessa nova fábrica?
Walter Lidio Nunes -
O setor pode esperar uma fábrica modelo, competitiva, construída com a melhor tecnologia existente, com os melhores cuidados ambientais e concebida para obter o máximo de ganho social. O projeto estará sendo implantado utilizando as BAT e operada segundo as BAP utilizadas no setor. A celulose produzida terá certificação FSC além das demais certificações relacionadas à qualidade e ao meio ambiente. O empreendimento representa  o maior investimento privado que está sendo implantado no RS e com isso estará contribuindo para o crescimento do estado.


Fonte: Irving Malaguti - Portal CeluloseOnline



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