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14/05/2014

Biodeterioração de produtos à base de madeira de cedro australiano (TOONA CILIATA M. ROEM. VAR. AUSTRALIS)

Corpos de prova
Diante da crescente demanda por madeira reflorestada e painéis reconstituídos, torna-se primordial a melhoria da qualidade desses produtos. Dentre as principais propriedades da madeira, pode-se listar a sua maior ou menor suscetibilidade em ser atacada por organismos xilófagos. 

Quando atacada, a madeira apresenta alterações em algumas de suas propriedades, tais como a composição química, cor natural, diminuição da resistência mecânica, densidade, capacidade acústica, além de sofrer aumento da permeabilidade e inflamabilidade. Deste modo, em alguns casos, sua utilização para fins tecnológicos é inviabilizada.

Sabe-se que a durabilidade da madeira depende das vias de acesso para os organismos se fixarem e da sua composição química. A distribuição e tamanho dos elementos celulares ou anatômicos da madeira tem grande influência. Além disso, elementos como tiloses, pontoações, gomas e resinas ou até mesmo os polímeros da parede celular podem servir como barreira a entrada.

Uma das madeiras que vem se destacando no Brasil em decorrência das altas taxas de crescimento e boa adaptabilidade às condições edafoclimáticas, é a do cedro australiano (Toona ciliata), que tem alto teor de extrativos, os quais podem auxiliar em sua durabilidade.

Há, portanto, grande interesse na escolha da madeira para seu uso, verificando que a mistura de espécies mais duráveis com as menos duráveis pode ser uma saída no quesito prolongar a vida útil de seus subprodutos, evitando o uso de preservantes químicos.
Com base nisto, o estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras teve como intuito, estudar a resistência da madeira e de painéis reconstituídos de Toona ciliata ao ataque de fungos xilófagos; caracterizar os componentes anatômicos da madeira; determinar os parâmetros colorimétricos das amostras antes e após o ataque dos fungos apodrecedores e quantificar os teores de lignina solúvel e insolúvel antes e após o ataque dos fungos.

Após todos os ensaios e levantamentos, concluiu-se que a espécie cedro australiano apresenta vasos com porosidade em anéis semi-porosos; pontuações intervasculares alternas; parênquima axial paratraqueal escasso; parênquima marginal terminal; fibras libriformes com pontuações muito pequenas.

A madeira foi caracterizada como moderadamente resistente e suas características anatômicas podem favorecer a biodeteriozação por fungos da madeira e dos painéis reconstituídos. Quanto à resistência a podridão branca, os painéis OSB e aglomerados foram classificados como resistentes e moderadamente resistentes. Já para podridão parda a classificação foi de altamente resistentes para os painéis OSB e para os tratamentos com cedro e cedro com eucalipto foram classificados como resistentes, e o tratamento com cedro e pinus foi classificado como não resistente.

A variação total de coloração tanto para a madeira maciça como para os painéis aglomerados e OSB, após o ataque dos fungos, é mais pronunciada para o fungo de podridão parda (Gloeophyllum trabeum). O padrão desta variação tem influência direta da perda de massa da madeira ou do painel.

Os teores de lignina insolúvel foram crescentes à medida que ocorreu a perda de massa provocada pelo ataque dos fungos, tanto para a madeira de cedro australiano como para os painéis e não foi observada relação entre a perda de massa, provocada pelo ataque dos fungos, com os teores de lignina solúvel.

 Mais informações podem ser encontradas em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-77602012000100003&script=sci_arttext
 
Natalia Amarante Almeida – Mestre em Ciência e Tecnologia da Madeira
Lourival Marin Mendes – Professor associado da Universidade Federal de Lavras
Rafael Farinassi Mendes – Doutor em Ciência e Tecnologia da Madeira
 


Fonte: Adriele Lima Felix Graduanda em Engenharia Florestal - UFLA Bolsista do Polo de Excelência em florestas/ SECTES/FAPEMIG



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