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04/05/2015

Banco de sementes do solo em áreas de mineração e do entorno

Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Campus de Botucatu, de autoria de Vitor Oliveira Maia, relata sobre o Banco de sementes do solo em áreas de mineração e do entorno.

Foto ilustrativa da dissertação
A mineração é um dos setores básicos da economia do país, sendo o Brasil um dos maiores exportadores mundiais de minério. A conciliação da atividade econômica da mineração e a conservação ambiental é um pressuposto da gestão ambiental pois a vegetação nativa vem sofrendo constantes pressões pela ação antrópica, o que faz com que estudos que visem aperfeiçoar as técnicas de conservação e a restauração ambiental sejam requeridos.

Desta forma torna-se importante o estudo do banco de sementes do solo de áreas mineradas, para possibilitar maior compreensão da composição do solo, seu potencial para a regeneração natural, sucessão ecológica e possível impacto da atividade sobre o solo. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo conhecer a composição florística do banco de sementes do solo (na serrapilheira e a cinco cm de profundidade) de uma área minerada (região coberta por Capim Gordura) e de seu entorno (Mata Atlântica, Cerrado, Canga e populações de Eucalipto) e avaliar a contribuição em sementes do entorno na área minerada pela companhia Vale no município de Sabará, Minas Gerais, Brasil.

A amostragem dos pontos foi efetuada de forma Aleatória e Sistemática (AAS), ou seja, delineou-se a área de estudo e então sorteou-se os pontos aleatoriamente. Foram amostrados 4 pontos por composição vegetal, totalizando 20 pontos.  Em cada ponto de coleta foram realizadas duas repetições igualmente espaçadas a 20 metros, sempre no sentido Leste-Oeste. Em cada repetição foi coletado a serrapilheira e o solo com o uso de um gabarito vazado de 25cm x 25cm x 5cm. Todas as amostras coletadas foram armazenadas em sacos plásticos de 100 litros e identificadas. Após a coleta as amostras foram mantidas em salas climatizadas a 20°C e, em seguida, transferidas para vasilhas plásticas e mantidas em viveiro. A análise do banco de sementes foi realizada através do monitoramento da emergência das plântulas e identificação das espécies. A contagem das plântulas ocorreu de 15 em 15 dias.

Após a identificação das espécies amostradas, calculou-se a porcentagem total de plantas por categoria sucessional, e o resultado foi 885 plântulas emergidas, distribuídas em 55 espécies e 22 famílias, com predominância de plantas daninhas e espécies herbáceas. As cinco espécies mais abundantes foram Melinis minutiflora P. Beauv. da família Poaceae (52,54%), Panicum maximum Jacq. CV. Colonião da família Poaceae (8,70%), Sida rhombifolia L. da família Malvaceae (3,84%), Eragrostis pilosa (L.) P. Beauv. da família Poaceae (3,16%) e Spermacoce latifolia Aubl. da família Rubiaceae (2,49%). As espécies não lenhosas representaram 92,09% e a lenhosas 7.91% do banco de sementes, sendo observado que as composições de entorno não contribuíram na composição do banco de sementes da área minerada.


Fonte: Biblioteca Florestal



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24/04/2018 às 19:54

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