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19/01/2016

Avaliação do tratamento preservativo de moirões de eucalipto em diferentes soluções pelo método de substituição de seiva

Monografia apresentada à Universidade Federal, de Viçosa de autoria de Diego Mariano Vieira, relata sobre a Avaliação do tratamento preservativo de moirões de eucalipto em diferentes soluções pelo método de substituição de seiva

Foto ilustrativa - Google
Espécies de rápido crescimento como do gênero Eucalyptus, provenientes de reflorestamentos, tem sido uma boa opção para o uso em moirões. Todavia, grande parte da madeira proveniente deste gênero tem apresentado resistência moderada a organismos xilófagos, principalmente a cupins e fungos, em situações onde existe contato direto da madeira com o solo e a água, havendo assim a necessidade de preservá-las para aumentar sua vida útil (CSIRO, 1997).

Para impedir ou retardar a deterioração da madeira, diversas técnicas de preservação foram desenvolvidas ao longo dos tempos. Atualmente, são utilizados de forma frequente, produtos químicos hidrossolúveis que se fixam na madeira e a tornam mais resistentes à ação dos organismos xilófagos.

Dentre os métodos não-industriais de preservação da madeira, o de substituição da seiva destaca-se pela facilidade e simplicidade operacional, pelo baixo custo das instalações e pela possibilidade de ser realizado nas pequenas propriedades rurais (LEPAGE, 1986; PAES et al., 2005; RAMOS et al., 2006).

O método de substituição de seiva consiste em tratar peças roliças de madeira recém-abatida, com elevado teor de umidade e boa proporção de alburno. O método dispõe as toras descascadas verticalmente, com a base submersa em um tambor com preservativo hidrossolúvel (HUNT & GARRATT, 1967; MODESET et al., 2011)  e se vale do fenômeno da difusão e da capilaridade para promover a substituição da seiva presente na árvore pela solução que irá conferir proteção.

Quanto aos produtos hidrossolúveis, o borato de cobre cromatado (CCB) destaca-se no tratamento de madeira sem o uso de pressão, geralmente com a concentração em torno de 2,0% de ingrediente ativo/m3 (PAES et al., 2005; RAMOS et al., 2006; PAES et al., 2007; PAES et al., 2008 ; TORRES et al., 2011 ). É importante destacar que, além de características relacionadas à madeira e ao método de tratamento utilizado, a concentração de ingredientes ativos da solução influência na eficiência do tratamento preservativo, que é determinada principalmente pelos parâmetros penetração e retenção (PAES, 1991). Desta forma, a quantidade de produtos retidos na madeira depende diretamente da concentração da solução.

Diante deste contexto, ressalta-se a importância em testar concentrações distintas de produto preservativo para encontrar a quantidade que satisfaça as exigências asseguradas pela norma e, desta forma, reduzir os custos com a quantidade de reagentes que serão usados.

Neste trabalho, as árvores foram coletadas no município de Viçosa – MG e, produzidos a partir destas, moirões com comprimento de 2,2 metros, e com classe diamétrica variando entre 8 e 12 cm. Os moirões foram tratados por capilaridade e expostos às concentrações de 2, 3 e 4% de ingredientes ativos do produto CCB, durante 10 dias. Foram analisadas as penetrações e a retenção do produto em quatro posições na madeira tratada. As peças submetidas aos tratamentos obtiveram camadas de penetração satisfatórias, porém, os valores de retenção foram insuficientes para atender o exigido pela norma, inviabilizando assim o uso dos moirões tratados em situações onde ocorra contato com o solo, em todas as concentrações testadas.

Esse e outros estudos podem ser acessados no site da Biblioteca Digital Florestal.
Trabalho na integra disponível no link: 
http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br:80/handle/123456789/14947

 


Fonte: Milton Ribas da Silva Junior - Bolsista Bic: Biblioteca Florestal Digital



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CIFlorestas disse:

23/06/2017 às 23:03

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