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10/11/2014

Avaliação do passivo ambiental lixão desativado do município de Lages - SC

Dissertação de Mestrado defendida na Universidade do Estado de Santa Catarina por Caroline Linke Moraes aborda sobre a Avaliação do passivo ambiental lixão desativado do município de Lages - SC.

Foto retirada do trabalho
           A poluição do solo e das águas superficiais e subterrâneas, provocada por resíduos sólidos urbanos passou a ser motivo de estudos em todo o mundo, dado ao reconhecido potencial poluidor dos passivos ambientais e o grande volume de resíduos gerado diariamente. A possibilidade de contaminação ambiental, associada à necessidade de grandes áreas para a disposição e tratamento, transformou a solução para o problema dos resíduos sólidos urbanos em um dos mais sérios desafios para as administrações públicas municipais.
            O presente trabalho, realizado pela Universidade do Estado de Santa Catarina, visa fazer uma avaliação do passivo ambiental “lixão” desativado do município de Lages-SC. O local em questão está localizado na margem esquerda da BR-282 sentido Lages/Florianópolis-SC, entre as coordenadas 27o46’15,38” S e 50o15’10,92” W em uma área de 48.000 m2. O uso de tal área para depósito de resíduos ocorreu entre os anos de 1987 e 2005, quando o mesmo foi desativado.
            Foram realizadas coletas de chorume, água, macroinvertebrados bentônicos e gás metano para que uma análise qualitativa e quantitativa fosse realizada. A metodologia utilizada nas amostragens de água e chorume seguiu as orientações estabelecidas no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater (APHA, 1999). Quanto aos macroinvertebrados bentônicos seguiu-se o Comunicado Técnico No19 da Embrapa; o gás metano foi medido a 1 m acima da superfície do solo a 40 cm abaixo da superfície do solo. Utilizou-se a Resolução N° 357/05 do CONAMA como referência para avaliar os parâmetros físico-químicos obtidos para as amostras de água, bem como calculou-se o IQA. Além disso, o índice BMWP’ foi utilizado para análise dos macroinvertebrados bentônicos. Para avaliar os valores dos parâmetros físico-químicos do chorume a Resolução N° 430/11 do CONAMA foi utilizada, quando não existia valor de referência na mesma utilizou-se a N° 357/05. Também analisou- se a fase de decomposição em que se encontra o aterro e para análise do metano utilizou-se o anexo 11 da Norma Regulamentadora 15 como norteador.
            Utilizando como referência a Resolução N° 357/05 do CONAMA, se levarmos em consideração a situação atual, o córrego influenciado pelo lixão seria enquadrado como de Classe 4, assim como 92,85 % dos pontos coletados no entorno. De acordo com o IQA, o córrego analisado, em média, foi classificado como aceitável; ressaltando-se que no mesmo cinco pontos amostrados foram classificados como ruins e apenas um como bom. Conforme o índice BMWP’, o córrego analisado apresenta águas críticas como predominantes, sendo considerado com água muito poluída.
            Tomando-se como referência a Resolução N° 430/11 do CONAMA, 43,33 % dos pontos de chorume não atendem a mesma e portanto não poderiam estar sendo lançados no ambiente. No que se refere a fase de decomposição o lixão estaria predominantemente na fase metanogênica. A concentração de gás metano coletado a 1 m de altura a partir da superfície de solo, tanto encima das células de lixo quanto do contorno, atendem os limites do anexo 11 da Norma Regulamentadora 15; o mesmo não ocorre com os pontos amostrados a 40 cm abaixo da superfície do solo, que não atendem ao limite do oxigênio e, ao considerar o limite inferior de inflamabilidade do metano 44 % atingem este valor.

O trabalho completo pode ser lido no link da Biblioteca Digital Florestal:
http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/9649



Fonte: Marina Lotti e Ana Teresa Leite - BIC: Biblioteca Digital Florestal



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