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07/04/2019

Assistência Técnica Versus Extensão Rural

Como a ciência vive também do controverso, pode-se admitir que assistência técnica, exclusivamente, é foco no produto agropecuário, mas assistência técnica e extensão rural, conjugadas, é um processo mais complexo que se enquadra num cenário de famílias, experiências vividas, valores culturais, propriedades rurais e bem-estar social, e a exigir muito mais conhecimentos, sinérgicos, do que as demandas tecnológicas numa reduzida visão pragmática de assistência técnica.

Assistência Técnica Versus Extensão Rural*
Há milhares, ou milhões de anos, precedentes ao aparecimento da espécie humana nesse planeta Terra, que os animais de pequeno e grande portes, os insetos na multiplicidade de suas respectivas espécies, entre os quais as abelhas e borboletas, bem como as baleias, orcas, os pássaros, peixes, golfinhos, pinguins, as cobras e lagartos, numa interminável lista de seres vivos que povoam os continentes, mares e oceanos, se valem de cores, códigos, movimentos, sinais e odores para comunicarem entre si, e através de num processo de interação complexo, dinâmico, e próprio do mundo natural, que ainda desafia os pesquisadores e cientistas a decifrá-los. Conversa entre bichos?
É presumível que muito antes da invenção da escrita, que deu lógica ao pensamento, registros e ordenamento de saberes e experiências humanas num vasto horizonte de tempo, que a espécie humana desenvolveu muitos talentos, inclusive a fala, lembrando-se igualmente das milenares pinturas rupestres e instrumentos rústicos, um dos sinais da cultura pré-histórica, nessa saga extraordinária da humanidade rumo ao futuro!
Assim posto, toda mudança, seja ela qual for, envolve um processo de comunicação no viger dos séculos, e troca de saberes na pesquisa, cultura, educação, sustentabilidade dos recursos naturais, nas artes, logísticas operacionais, nos projetos de governo, domínios do bem-estar social, na adoção boas práticas sustentáveis, campo e cidades, num vasto elenco de centenas de outras abordagens diversificadas indispensáveis e estratégicas ao desenvolvimento socioeconômico do Brasil.
Portanto, sem muitos detalhes adicionais, a comunicação ocorre em cenários indissociáveis nos eixos econômico, tecnológico, social e ambiental. No campo não seria diferente, embora com algumas singularidades na medida em que cabe aos produtores rurais, amparados por políticas públicas e atentos aos mercados interno e externo, ofertar regularmente alimentos, fibras, bioenergia à população definitivamente urbanizada, e onde os consumidores são soberanos em suas escolhas alimentares.  
Portanto, a esperada eficiência da comunicação nas paisagens rurais brasileiras se associa não apenas aos processos de mudanças nas artes de plantar, criar, abastecer, exportar, preservar e conservar, mas também no acesso às fontes de pesquisas, que resultem também em qualidade de vida para milhões de empreendedores rurais.
A comunicação não faz milagres, por si mesma, se as condicionantes são adversas e a rentabilidade da inovação não seguir à adoção em nível de campo. Outras teorias sobre ensino e aprendizagem abordam esses e outros temas relacionados, mas algumas desprezam o fato econômico, gerador de riquezas, principalmente na agricultura familiar.
Como a ciência vive também do controverso, pode-se admitir que assistência técnica, exclusivamente, é foco no produto agropecuário, mas assistência técnica e extensão rural, conjugadas, é um processo mais complexo que se enquadra num cenário de famílias, experiências vividas, valores culturais, propriedades rurais e bem-estar social, e a exigir muito mais conhecimentos, sinérgicos, do que as demandas tecnológicas numa reduzida visão pragmática de assistência técnica.
Por outro lado, numa ampla pesquisa havida pela Embrapa e segundo Eliseu Alves, um dos pesquisadores, os pobres e mais pobres na agricultura brasileira, presumivelmente familiares, com base no Censo Agropecuário de 2006, foram responsáveis apenas por 3,27% da renda bruta em 2,9 milhões de estabelecimentos, 66,01% do universo total recenseado, ou resumidamente; compram caro os insumos e vendem barato o que produzem.
Essa é uma lógica adversa que deriva das imperfeições de mercado, que os discrimina, portanto, não será apenas um problema de comunicação ou informação, mas de consideráveis conjunturas, estimulantes ou restritivas, na tomada de decisão dos produtores rurais numa perspectiva também econômica, enquanto agronegócio familiar.
Porém, a prática extensionista, enquanto processo de mudanças, agrega elementos de pedagogia adequados aos sistemas ensino-aprendizagem no campo, via extensão rural em milhões de estabelecimentos agropecuários no Brasil, sendo 607.488 em Minas Gerais, de acordo com os dados preliminares do Censo Agropecuário 2017. Porém, o extensionista não se configura em um educador formal!
Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte – 21/03/2019.
 


Fonte: O autor



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