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02/07/2011

Área no Amazonas é desmatada com técnica usada na Guerra do Vietnã

Na reunião do gabinete de crise contra o desmatamento, que ocorreu nesta quinta-feira (30) em Brasília, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que vai convocar um maior número de agentes do Ibama na fronteira entre os estados do Amazonas e de Rondônia.

Área da floresta amazônica atingida por reagentes químicos em Canutama (AM) (Foto: Divulgação/Ibama)
A decisão ocorre após a ministra tomar conhecimento pelo instituto da ocorrência de desmatamento químico por aeronaves pulverizadoras, técnica em que veneno é lançado do ar para matar árvores e que já foi empregada décadas atrás durante a Guerra do Vietnã.
 
Com medo da apreensão de motosserras, além do risco de prisão devido à fiscalização reforçada na região da Amazônia Legal desde que foi detectado avanço na derrubada da floresta, desmatadores passaram a investir na técnica aérea que ‘mata’ centenas de árvores para remoção e posterior utilização para agricultura.
 
Durante a Guerra do Vietnã, o lançamento de reagentes químicos (conhecidos como “napalm”) por aeronaves auxiliava os Estados Unidos na derrubada de florestas, no intuito de melhorar a visibilidade das tropas vietcongues.
 
Perda – De acordo com o Ibama, 1,7 km², uma área do tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo foi encontrada repleta de árvores secas, sem folhas, características de devastação por produtos químicos. O local pertence ao governo federal e está no município de Canutama (AM).
 
A suspeita da aplicação do agrotóxico por meio de aviões surgiu após apreensão de 4 toneladas de produtos químicos, classificados como herbicidas altamente tóxicos, em uma estrada de Novo Aripuanã (AM), que fica ao lado de Canutama. O polígono foi detectado pelo sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
 
“Contratamos nesta sexta-feira (1º) uma pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para realizar o laudo que vai definir o que causou a morte das árvores. Após a constatação é que vamos atrás do fazendeiro responsável pelo crime. Nós já sabemos quem é, mas ainda não vamos divulgar informações”, afirmou Jefferson Lobato, chefe de Fiscalização do Ibama no estado do Amazonas. Segundo Lobato, a quase meia tonelada de agrotóxicos tem valor estimado em R$ 500 mil.
 
Registro – Segundo Lobato, o lançamento de veneno em regiões de floresta já foi empregado no país há duas décadas. O último registro dessa prática registrado no Amazonas foi em 1999.
 
“É difícil acontecer porque é uma técnica muito cara. Acredito que isto não viverá uma ‘explosão’, mas para isso, as equipes serão reforçadas principalmente na região em que a Amazônia faz fronteira agrícola”, afirmou. Atualmente, 750 agentes trabalham no combate ao desmatamento em 18 frentes, distribuídas em seis estados, como Pará, Maranhão, Acre e Mato Grosso.
 

Desta vez, oito cidades do Amazonas vão passar por um “pente fino”, entre elas Canutama, Boca do Acre e Lábrea (as duas últimas integram a lista do Ministério do Meio Ambiente que compreende as 48 cidades que mais desmataram a floresta amazônica em 2010 e no primeiro semestre de 2011).


Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza



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Comentário(s) (3)


william verch disse:

06/07/2011 às 18:18

meu deus.........!! aondee vamos parar com tanta destruição, e mais lamentavel ainda é que nossos politicos corruptos ñ estão nem ai , sabem de todas essas barbaridades e ficam com os braços cruzados,....... bom ..estão ganhando com isso!!!!!! lógico

Christian Reichmann Sassi disse:

06/07/2011 às 08:24

Sou Engenheiro Agrônomo e trabalho com fiscalização na conservação do solo e água no PR. Isso é crime mesmo e só com legislação mais efetiva. Por que esperar um laudo? É visível o dano causado e se tem o registro da pulverização é o suficiente para não só prender o responsável como confiscar seus bens e propriedades dando -lhe prejuízo econômico. Os fiscais do Estado, sejam Estaduais ou Federais deveriam ser engajados no Exército, receber patente de oficial e e junto com o Exército fazer valer a legislação e a presença do estado nestas regiões.

jonas rodrigues motta disse:

05/07/2011 às 09:34

sou gestor ambiental só posso dizer o seguinte; isto é um crime. merecem cadeia.quem comete , coisas como estas que estamos lendo.

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