Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


30/07/2010

Aquecimento Solapa Base Da Vida Marinha

Pesquisa detecta queda de 40% nos últimos 60 anos no fitoplâncton, que produz metade do oxigênio da Terra. Algas microscópicas provavelmente somem por causa de águas mais quentes, resultado das mudanças climáticas

Os oceanos estão menos "verdes" - e isso é uma péssima notícia. Faz um século que a quantidade de algas microscópicas, o chamado fitoplâncton, tem caído cerca de 1% ao ano.
A conclusão veio da análise de exatas 445.237 medições, feitas entre 1899 e 2008 em mares de todo o planeta. O que os cientistas mediram é a presença do pigmento clorofila, que dá cor verde às microalgas -ou às folhas das árvores em terra firme.
O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha, servindo de comida para animais microscópicos, o zooplâncton, por sua vez devorado por animais maiores.
Os microrganismos "vegetais" constituem perto de metade da matéria orgânica do planeta e produzem 50% do oxigênio da Terra.
A diminuição estaria ligada ao aquecimento do planeta e ao aumento da temperatura dos oceanos, dizem os autores do estudo, liderado por Daniel Boyce, da Universidade Dalhousie, em Halifax (Canadá), A pesquisa está na edição de hoje da revista científica "Nature".
Um dos mais simples e mais antigos instrumentos oceanográficos está na origem de boa parte das medições. Trata-se do disco de Secchi, usado para medir a transparência da água.
É um simples disco branco de 20 cm de diâmetro, afundado até que não esteja mais visível. A profundidade medida dá indicação da clareza da água e serve para avaliar a abundância do fitoplâncton.

CIÊNCIA VATICANA
"O disco de Secchi é um excelente instrumento. Sua calibração não mudou em cem anos. Seu nome vem do padre Pietro Secchi, consultor científico da Marinha papal que o criou em 1865", disse à Folha outro dos pesquisadores, Marlon Lewis, também de Dalhousie.
Segundo os autores, as observações com o disco são comparáveis às medições diretas da clorofila, e mesmo às imagens feitas por satélite.
O declínio das microalgas tem sido mais forte nas regiões mais quentes, próximas ao Equador, e tem se intensificado nos últimos anos. O declínio foi de 40% desde 1950. Apesar de cair 1% ao ano nos últimos cem anos, a quantidade total do plâncton está longe de chegar a zero porque o 1% é calculado em cima do que sobra todo ano -mais ou menos como os juros compostos no banco.
"Tudo isso vai ter efeitos negativos nos estoques de peixe e na pesca. Não está claro que efeito poderá ter nos níveis de oxigênio. Pode ser pequeno, ninguém sabe", diz David Siegel, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara. Ele é coautor de um comentário sobre a pesquisa publicado na mesma edição da "Nature".
Para Boris Worm, também da universidade canadense, "um oceano com menos fitoplâncton vai funcionar de maneira diferente". 
 

 


Fonte: FAEMG



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (1)


Newton Miyasaka disse:

18/12/2010 às 18:54

Boa tarde
estamos realizando criação de pirarucu em termos experimentais, produz se muito fitoplancton deixando a água extremamente verde, mandamos amostras a Unicamp para estudos de bioenergia apesar de não entender muito, pergunto, tem muita diferença do processo de algas marinhas em termo de captação de CO2 e teria muita ajuda para o m.ambiente caso tivesse produção em grande escala,é criado vários tanques e tais tanques não necessitam de oxigenio uma vez que o pirarucu respira aéreo também,então onde pensavamos que a agua estava suja demais era um excelente adubo, os proprietários do carrefour visitaram a nossa criação e já iniciaram a deles em larga escala, gostariamos de saber se fizemos bem com a informação a eles ou se pecamos como esta sendo cabras no nordeste,nelore em todo Brasil.
Abs newton

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para carvão?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


3384 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey