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13/07/2011

Após alta, venda de móveis em queda livre

Segundo dados do Sindmov-MG, a queda das encomendas do varejo chega a 30% na comparação com o trimestre anterior.

Foto: Google

A atividade da indústria moveleira, que vinha apresentando crescimento “chinês” de dois dígitos ao ano, despencou no último trimestre (abril-junho). Segundo dados do Sindicato das Indústrias do Mobiliário e Artefatos de Madeira de Minas Gerais (Sindmov-MG), a queda das encomendas do varejo chega a 30% na comparação com o trimestre anterior.

Em Ubá, na região da Zona da Mata, onde se concentra o terceiro maior polo moveleiro do Brasil, algumas fábricas tiveram que reduzir a produção em até 50% devido à diminuição da demanda.

Antes disso, as empresas do setor vinham embaladas pelo boom da construção civil. Em 2010, as vendas cresceram 10% em relação ao ano anterior, alcançando um faturamento de R$ 6 bilhões. A expectativa inicial dos empresários do setor era de que 2011 repetiria esse bom desempenho.

O vice-presidente do Sindmov-MG, Dale Fialho, avalia que a inversão de tendência é resultado da elevação dos juros, das medidas de restrição ao crédito adotadas pelo governo e do aumento do endividamento dos consumidores.

Na Mademar, fabricante de camas de sucupira do polo de Ubá, as vendas recuaram fortemente no trimestre passado, encerrando um período de euforia. Em 2010, as vendas haviam crescido 10% na comparação com 2009, alcançando uma receita R$ 600 mil.
O proprietário da empresa, Marcos Antônio Ferrato, diz que foi obrigado a reduzir a produção em 50% em junho em razão da queda das encomendas. Ele não acredita em recuperação até o final do ano. “Vamos ter prejuízo”, admite.

De acordo com o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias Moveleiras de Ubá (Intersind), Michel Henrique Pires, as empresas que fabricam móveis para grandes magazines são as que mais sofrem. “A demanda continua alta, mas a margem de lucro está muito reduzida”, diz Fialho.

Nas indústrias que produzem móveis com maior valor agregado a situação é diferente. É o caso da Apolo Móveis, cuja fábrica também fica em Ubá, e não perdeu vendas no último trimestre. Para atender à demanda, a fábrica ampliou a área produtiva e vai inaugurar um novo centro de distribuição, com 10 mil metros quadrados, segundo o gerente de marketing da empresa, Rafael Martinez.

O vice-presidente executivo da Associação dos Lojistas e Representantes de Móveis de Minas Gerais (Alormov), José Oscar Silva Pinto, acredita que o quadro de esvaziamento pode ser revertido antes do fim do ano. Outubro, novembro e dezembro são considerados os “meses de ouro” da cadeia produtiva de móveis.

“As encomendas para o final do ano começaram a ser feitas agora e devem aumentar gradativamente nos próximos meses”, diz Pinto.


Produção está aquém da demanda

Apesar da produção significativa, Minas Gerais ainda precisa importar móveis de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo para atender à demanda interna. Existem hoje 800 indústrias de móveis instaladas no Estado, sendo que 350 estão em Ubá. Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e Carmo do Cajuru, no Centro Oeste, concentram a maior parte das demais fábricas mineiras.

Quinto maior fabricante do país, o Estado tem buscado ampliar o volume de exportações de móveis que, em 2010, representaram 7% da produção. O volume tem crescido gradativamente nos últimos anos. África, Arábia Saudita e Estados Unidos são os principais mercados compradores, segundo a Associação dos Lojistas e Representantes de Móveis de Minas Gerais (Alormov).

Segundo o vice-presidente executivo da Alormov, José Oscar Silva Pinto, entre os principais gargalos do setor estão a elevada carga tributária e a falta de incentivos governamentais para a aquisição de maquinário.

A falta de matéria-prima, que até pouco tempo ameaçava a indústria moveleira no Estado, começou a ser solucionada recentemente com o desenvolvimento de 216 novos tipos de eucalipto, adaptados ao setor, pela Universidade de Viçosa.

Os espécimes foram obtido a partir do enxerto do DNA de madeiras nobres na composição genética do eucalipto.

“O eucalipto é leve e, por isso, é difícil obter um móvel de qualidade a partir dele. Com essas modificações, temos conseguido uma madeira semelhante a espécies nobres, mas cujo uso é ecologicamente correto”, explica o representante da Alormov.

De acordo com Pinto, a falta de mão de obra qualificada também é um dos graves problemas enfrentados pelo setor. Há pouco tempo, foi criada uma fábrica-escola para a produção de móveis em Contagem. A fabricação, porém, ainda é incipiente.


Financiamento caro desacelera os negócios no varejo

As vendas de móveis dependem, basicamente, do crédito direto ao consumidor. Por isso, as vendas desaceleraram sobretudo nas lojas especializados em produtos populares, onde os financiamentos perfazem quase que a totalidade das vendas.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte existem 1.500 lojas de móveis – 50% do total do Estado. Em 2010, os estabelecimentos localizados na Grande BH movimentaram cerca de R$ 2,5 bilhões.

A Arte BH Móveis, localizada no bairro Floresta, na região Leste da capital, voltada para a classe média, está experimentando essa desaceleração. Segundo o gerente da loja, Guilherme Sales, no ano passado o faturamento aumentou 20% frente a 2009. A trajetória ascendente, porém, começou a mudar desde o início do ano.

De acordo com Sales, a empresa fabrica de 30% a 40% dos móveis planejados que comercializa. Com o crédito mais caro, o estabelecimento teve de rever para baixo a meta de crescimento prevista para este ano, que passou de 15% para 10%. “Se não tivéssemos fabricação própria, esse resultado poderia ser ainda pior”, diz.

Na Líder Interiores, que possui 22 lojas no país – nove na Grande BH – as vendas tiveram um incremento de 23% entre janeiro e março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

A expectativa era de que o comércio permanecesse aquecido no trimestre seguinte, mas não foi o que aconteceu. “Com a retração registrada a partir de abril, fechamos o primeiro semestre com um aumento de apenas 7% em relação aos seis primeiros meses de 2010”, informa o gerente de Marketing da empresa, Tiago Nogueira Fonseca.

O resultado representa metade do crescimento alcançado pela Líder em 2010, quando o faturamento foi da ordem de R$ 105 milhões, o que significa um acréscimo de 14% na comparação com o ano imediatamente anterior.

Apesar da retração nas vendas no terceiro trimestre, a expectativa da rede é de que haja uma recuperação até dezembro. “Nosso objetivo é fechar o ano com uma receita de R$ 123 milhões, montante 15% maior do que o de 2010”, afirma Fonseca.

Na contramão das demais concorrentes, a Mobiliadora Universal encerrou o primeiro semestre de 2011 com um resultado 11% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2010. Os produtos revendidos pela empresa são direcionados às classes B e C.

O gerente comercial da empresa, Alessandro Teixeira Soares, ressalta que o resultado positivo é reflexo de dois fatores. O primeiro é o tipo de móvel comercializado pela loja, feito a partir de madeira, diferente da maioria dos produtos ofertados no mercado atualmente, que utilizam aglomerado. O segundo é o investimento em serviços de montagem e entrega. “Esse é um diferencial importante para quem compra um móvel”, frisa Soares.
 


Fonte: hojeemdia citado por Total Móveis



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