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19/09/2014

Análise econômica da produção da amêndoa de cumaru e caracterização do seu mercado.

Dissertação de mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV analisou a viabilidade econômica da produção da amêndoa de cumaru (Dipteryx spp) em sistemas agroflorestais (SAFs) e o seu mercado no município de Alenquer e Santarém no estado do Pará.

Foto da pesquisa

O extrativismo e a comercialização dos produtos florestais não madeireiros, como da amêndoa de cumaru, contribuem como fonte de renda para muitas famílias da região norte do Brasil, especialmente no estado do Pará. Este estado é o maior produtor de amêndoa de cumaru, onde o maior volume encontra-se no município de Alenquer. Muitos produtores deste município estão introduzindo no cultivo da mandioca esta espécie.

É necessário comprovar se o mercado é favorável para que se possa investir nesse produto e se é viável economicamente colher esta matéria-prima em algum tipo de sistema de produção.

Através das informações obtidas pelos agentes mercantis (feirantes, varejistas, atacadistas) e consumidores. Identificou-se que a comercialização da amêndoa de cumaru é exercida há muitos anos nessa região, praticada na maioria por homens, predominando a idade média superior a trinta e cinco anos, escolaridade de baixa à alta e foi capaz de empregar até 10 funcionários por estabelecimento. A amêndoa é vendida frequentemente aos consumidores, porém os comerciantes têm dificuldades em comprar amêndoa de boa qualidade. As amêndoas são destinadas para Santarém, Belém, São Paulo, Japão, EUA e países da Europa.

Os consumidores na maior parte do gênero feminino, com baixa renda e residentes na área urbana, optaram pela amêndoa in natura principalmente para curar enfermidades e estão dispostos a pagar mais por ela, caso seja colhida de forma sustentável.

Os dois SAFs do cumaru em consórcio com a mandioca, com espaçamentos diferentes (SAF A com 6m x 6m e SAF B 10m x10m), são economicamente viáveis e remuneraram o valor da mão de obra familiar. O custo com as atividades de beneficiar mostrou-se o mais elevado. A receita obtida da mandioca, amortizou os custos de implantação do sistema. Após a saída da mandioca, a colheita do cumaru proporcionou grandes retornos econômicos. O SAF A com menor espaçamento mostrou-se mais atrativo com benefício periódico equivalente de R$ 4.557,91.ha-1 no decorrer de 20 anos. Variações do preço da farinha de mandioca e da amêndoa sensibilizaram mais o Valor Presente Líquido.

A comercialização da amêndoa de cumaru acrescenta à renda dos comerciantes e seu uso tem a preferência dos consumidores. Assim, os SAFs são uma forma de produção rentável ao produtor no estado do Pará. E o incentivo à produção da amêndoa de cumaru em SAFs, pode alavancar o comércio e o cultivo sustentável desse produto e, consequentemente, desenvolvimento da economia da região. Uma vez que, o retorno financeiro diferente de outros projetos florestais pode ser à curto ou médio prazo, pois o cumaru frutifica precocemente aos 3 ou 4 anos de idade.
 

A autora Lyvia Julienne é Engenheira Florestal pela Universidade Federal Rural da Amazônia e mestre em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). A dissertação foi defendida mediante orientação do professor Doutor Márcio Lopes da Silva.

Mais informações: lyviajulienne@hotmail.com


Fonte: Polo de Excelência em Florestas



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