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30/05/2014

Análise comparativa dos fragmentos e reflorestamentos no entorno do reservatório, visando à readequação de projetos de restauração na Eletrobrás Furnas

Imagem ilustrativa - Google
A restauração eficiente e ecologicamente sustentável de ecossistemas florestais é central quando se considera a Mata Atlântica e os empreendimentos desenvolvidos dentro de sua área de ocupação. Apenas cerca de 7% da cobertura florestal desta área é ainda
presente e normalmente tal cobertura se restringe a locais de difícil acesso ou unidades de conservação. Enormes áreas carecem de cobertura vegetal adequada e as conseqüências disto vem sendo sentido em termos de processos erosivos, deslizamentos, perda de recursos hídricos e perdas na diversidade biológica.

Neste contexto, o vale do Rio Paraíba do Sul apresenta-se em situação crítica. Por um lado, este vale encontra-se entre dois maciços montanhosos onde grandes extensões de floresta ainda persistem, sendo elas a Serra da Mantiqueira, em particular o Parque Nacional do Itaitaia, e a Serra do Mar, onde encontra-se entre outros o Parque Nacional da Serra da Bocaina. Por outro lado, o vale em si encontra-se extremamente degradado em relação às suas condições ambientais originais. Por este vale passam importantes rodovias, como é o caso da Presidente Dutra, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo. Ao longo desta rodovia vem ocorrendo uma crescente industrialização e expansão urbana.

Além destas pressões atuais, o vale foi o caminho natural da expansão européia do litoral do país em direção ao interior paulista. Neste processo, passou-se por vários ciclos econômicos, sendo os principais a expansão da cana-de-açúcar no Brasil colonial, seguido pela expansão cafeira e, finalmente, após os solos exauridos, pela ocupação extensiva por pastagens.

Como resultado destes sucessivos ciclos econômicos, pouco resta da Mata Atlântica original no vale do Rio Paraíba do Sul. Os fragmentos ainda existentes são normalmente pequenos, desconectados entre si e com histórico de sucessivos incêndios. O reservatório do Funil, com início de operação em 1969, foi construído por Furnas S.A. no Rio Paraíba do Sul objetivando a produção elétrica. Entre as condicionantes ambientais da obra consta a necessidade de revegetação de todo o entorno em uma cota de 2m acima do nível máximo do reservatório. Furnas tem executado tal condicionantes utilizando-se de técnicas importadas de outros empreendimentos.

O presente projeto é uma parceria entre a Universidade Federal de Lavras – UFLA, Fundação de Densenvolvimento cientifico e cultural – FUNDECC e Furnas S.A., e pretende analisar o processo de sucessão ecológica natural ocorrente na região (como as florestas naturalmente se estabelecem e se desenvolvem após serem removidas ou impactadas) de forma a subsidiar estratégias para restauração ecológica e revegetação do entorno do reservatório. O projeto é composto de três vertentes:
1. Estudo da sucessão na região: nesta vertente, áreas em estágios iniciais, intermediários e avançados de sucessão estão sendo avaliadas de forma a entender como as florestas mudam com o tempo.
2. Avaliação dos plantios de reflorestamento de Furnas: áreas reflorestadas em épocas e com técnicas diferentes estão sendo avaliadas em relação ao sucesso do estabelecimento das florestas e sua autossustentabilidade a longo prazo.
3. Avaliação da paisagem no entorno do reservatório quanto a fragmentação e isolamento das manchas de floresta visando estabelecer estratégias para maximizar futuros reflorestamentos e estabelecer a necessidade de diferentes graus de intervenção para estabelecimento de florestas marginais ao reservatório.
 
Os resultados do projeto permitirão uma indicação mais precisa e eficiente de espécies e técnicas a serem adotadas por Furnas em seus planos de recuperação de matas ciliares. Tal indicação será baseada, não só na seqüência de espécies observadas nos fragmentos estudadas, mas também nos resultados evidenciados nos plantios já existentes. Além disto, a avaliação espacial do contexto do reservatório, através do estudo da paisagem, permitirá um planejamento mais econômico e, ao mesmo tempo, mais ecologicamente eficiente no processo de restauração das matas ciliares.
 
Financiador: Furnas/ANEEL
Instituições: UFLA, FUNDECC, FURNAS
Coordenação técnica da equipe: Prof. Eduardo van den Berg (evandenb@ufla.br)
Coordenação por parte de Furnas: Tânia Vieira Pereira e Pedro Moura de Macêdo Júnior


Fonte: Adriele de Lima Felix - Bolsista do Polo de Excelência em florestas/ SECTES/FAPEMIG



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