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19/11/2008

Amazônia pode virar savana, alertam cientistas

A persistirem os níveis de desflorestamento e dependendo da magnitude do aquecimento global nos próximos anos, a savanização da Amazônia poderá se tornar um futuro possível para a região. Esse e outros cenários possíveis para a Amazônia são construídos a partir do uso de modelos computacionais.

Desflorestamento contribui decisivamente para a savanização da Amazônia

A persistirem os níveis de desflorestamento e dependendo da magnitude do aquecimento global nos próximos anos, a savanização da Amazônia poderá se tornar um futuro possível para  a região. Esse e outros cenários possíveis para a Amazônia são construídos a partir do uso de modelos computacionais que se utilizam das informações  geradas  pelo programa LBA.

 
O pesquisador Marcos Heil Costa da Universidade Federal de Viçosa (UFV) afirmou que  as projeções realizadas a partir dos modelos do LBA indicam que a probabilidade de savanização da Amazônia ao longo do século XXI têm entre 20 e 30% de chances de ocorrer, a persistirem os atuais níveis de desmatamento e de aquecimento global, durante a sessão “O projeto de inter-comparação dos modelos do programa LBA”, apresentada hoje, 18 de novembro, na Conferência Científica Internacional: Amazônia em Perspectiva - Ciência integrada para um futuro sustentável, realizada em Manaus.
Esses modelos computacionais têm por finalidade investigar as mudanças no clima e na vegetação Amazônica em função do desmatamento na Amazônia e das mudanças climáticas globais. A inter-comparação desses modelos pela qual se refinam as informações, para colocar em evidencia o atual estado da arte do processo de modelagem para construção de cenários para a Amazônia do século XXI, permite uma aproximação mais realística dentre os inúmeros cenários de savanização já construídos.
O pesquisador faz a ressalva de que boa parte das informações utilizadas pelos modelos para a construção dos cenários futuros, têm origem em trabalhos de campo realizados em algumas poucas áreas da Amazônia. Levando em consideração a grande heterogeneidade Amazônica, a falta de recursos e de profissionais estudando a floresta, torna-se um gargalo para as previsões do futuro da Amazônia.
 

Prevenção de doenças

  
Prever a ocorrência de doenças infecciosas na Amazônia só é possível com a integração de informações sobre demografia, clima e uso do solo. E para
muitas regiões dados são insuficientes ou não existem. Esta é uma das dificuldades enfrentadas por Ulisses Confalonieri, cientista da Fiocruz que participa da conferência em Manaus.
Na sessão sobre “Cobertura da terra e mudanças climáticas, população humana e infecções na Amazônia: conexões e riscos para o futuro”, foram apresentados estudos que cruzam dados de clima e de ocupação do solo para algumas regiões, dois fatores importantes. “E estamos iniciando um modelo que também leva em conta a demografia”, disse Ulisses.
 
No Brasil, em especial nas regiões norte e nordeste, os dados de demografia não são completos pela extensão e dificuldade de acesso. Também os atuais modelos regionais brasileiros fazem previsões climáticas para 2070, tempo muito longo para estudar o comportamento de doenças endêmicas. “Para saber se haverá alguma mudança no padrão de ocorrência da malária, por exemplo, precisamos ter previsões de clima de no máximo 10 anos”, diz Confalonieri, ao comentar os próximos desafios. “Em menos de 15 anos uma doença pode surgir e desaparecer”.
 
Desafios e soluções para o PPBio
 
Organizar e disponibilizar com eficiência os dados coletados em campo pelos pesquisadores na Amazônia. Um grande desafio que reúne biólogos e informatas. Marlúcia Martins, do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), e Laurindo Campos, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), coordenaram a sessão “Integração e disseminação de dados e metadados: desafios e soluções para o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio)”.
 
Os avanços das pesquisas na área de biodiversidade não são completos se os resultados não podem ser compartilhados pela comunidade científica. Durante a sessão, foram apresentadas algumas ferramentas desenvolvidas para reunir os dados e também os parâmetros para padronizar as informações.
 
 

 E as demandas por equipamentos para a coleta dos dados podem ser bem específicas por causa do ambiente hostil da floresta, que prejudica o armazenamento das informações. “A necessidade de manutenção constante de equipamentos, que têm seus cabos destruídos por animais em campo e pela umidade da floresta, encarece projetos e compromete o andamento das pesquisas. Nossa preocupação é desenvolver soluções em conjunto com os biólogos”.


Fonte: www.agenciaamazonia.com.br



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