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14/06/2020

AGROPECUÁRIA BRASILEIRA EM NÚMEROS

O agronegócio tem sido uma verdadeira ?âncora verde? da economia brasileira. Ganhou mais força e sinergia depois da metade da década de 1970 abastecendo o mercado interno, demandando e adotando inovações tecnológicas geradas pela pesquisa agropecuária, e exportando para mais de 180 países, que são exigentes quanto à qualidade dos alimentos, agora mais atentos à sustentabilidade dos recursos naturais.

AGROPECUÁRIA BRASILEIRA EM NÚMEROS*
O agronegócio tem sido uma verdadeira “âncora verde” da economia brasileira. Ganhou mais força e sinergia depois da metade da década de 1970 abastecendo o mercado interno, demandando e adotando inovações tecnológicas geradas pela pesquisa agropecuária, e exportando para mais de 180 países, que são exigentes quanto à qualidade dos alimentos, agora mais atentos à sustentabilidade dos recursos naturais.
Em 2019, o superávit nas exportações do agronegócio foi de US$ 83,02 bilhões; o PIB do agro nacional somou R$ 1,553 trilhão; 21,4 % do PIB brasileiro, que foi de R$7,256 trilhões. Contudo, entre 1997 e 2019 o superávit nas exportações do agronegócio brasileiro alcançou a substantiva cifra de US$ 1,195 trilhão. Visão de cenários, sistemas e sinergias, e não apenas de produtos agropecuários, em si mesmos!
Esse desempenho histórico auspicioso, segundo Eliseu Alves, pesquisador e ex-presidente da Embrapa; “se deve à lógica dos estímulos de mercados e adoção de tecnologias nas culturas e criações pelos produtores rurais brasileiros e, vaticinando ele, que o futuro da pesquisa agropecuária seria tracionado pelo futuro presumível do agronegócio num mundo globalizante!
Pesquisa desenvolvida por Alves, Souza e Marra, todos da Embrapa, revelou que na safra de grãos, cereais e oleaginosas de 1995/1996 a tecnologia respondeu por 50,6% dos ganhos de produção e produtividade; na safra 2006 atingiu 68,1%; e estima-se que seja da ordem de 70% em 2019/2020. Contudo, há também duas premissas básicas e convergentes nos ganhos de produção e produtividade nas atividades da agropecuária; a inovação somente prevalecerá se for adotada e houver lucratividade, caso contrário, poderá ser descartada numa perspectiva de tempo.”
Podem-se acrescentar ainda que a gestão prática da inovação, avaliando-a em níveis de estabelecimentos agropecuários, que somam 607.488 e ocupando 37,9 milhões de hectares em Minas Gerais (IBGE/2017), é uma das tarefas indissociáveis da assistência técnica e extensão rural pública, no que lhe compete, assim como outras formas de assistência privada aos produtores rurais nos processos de compartilhamento acerca dos novos conhecimentos e boas práticas adotadas nas culturas, criações, agroflorestas, e no uso correto dos recursos naturais; mas inovar custa dinheiro!
Analistas e economistas também alertam sobre as presumíveis formas inovadoras de vendas, abastecimento e consumo nos circuitos dos sistemas agroalimentares, desde os cenários rurais à mesa dos consumidores numa população urbanizada em 85%, como no caso do Brasil. A conferir, pois, previsão é previsão num mundo onde os sistemas econômicos estão sendo colocados à prova por consequência dessa pandemia!
“Segundos dados e análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA/SPA), Março de 2020, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, dentro das propriedades e sem agregar valores adicionais, tiveram esses cenários; safra 2018; R$ 625,75 bilhões; 2019, R$ 641,35 bilhões; e 2020 (estimativa), R$ 689,97 bilhões.
Desdobrando-os, contribuições da agricultura (VBP); safra 2018; R$ 429,50 bilhões; safra 2019, R$ 418,49 bilhões; safra 2020, R$ 453,36 bilhões (estimativa). Pecuária; 2018, R$ 205,24 bilhões; 2019, R$ 222,87 bilhões; e 2020, R$ 236,61 bilhões (estimativa). O VPB da agropecuária, com base nos dados de março de 2020, é 7,6% maior do que o VBP de 2019, de R$ 641,35 bilhões.
As exportações totais do Brasil no mês de abril de 2020 somaram US$ 18,3 bilhões, sendo US$ 10,2 bilhões devidos às exportações do agronegócio ou 55,8%. Contudo, considerando o período entre janeiro a abril de 2020, no conjunto total das exportações brasileiras, o agro respondeu respectivamente por 39,8% em janeiro; 40,1% em fevereiro; 48,4% em março; e por 55,8% em abril. Repita-se; uma galinha dos ovos de ouro da economia nacional!
E mais, os cinco maiores VBPs da agricultura (mês de março de 2020), a preços correntes, foram Mato Grosso; com R$ 118,06 bilhões; Paraná, R$ 88,02 bilhões; São Paulo, R$ 86,57 bilhões; Minas Gerais, R$ 72,34 bilhões; e Goiás, com R$ 57,50 bilhões. Com relação aos VBPs da pecuária, os cinco maiores estão assim configurados; bovinos, com R$ 100,52 bilhões; frango, R$ 65,99 bilhões; leite, R$ 33,01 bilhões; suínos, R$ 19,81 bilhões; e ovos, com R$ 14,45 bilhões.
Finalmente, nessa breve panorâmica, os seis estados maiores produtores de grãos safra 2019/2020 (março de 2020): Mato Grosso, com 73,4 milhões de toneladas; Paraná, 40,51 milhões; Rio Grande do Sul, 27,8 milhões; Goiás, 27,4 milhões, Mato Grosso do Sul, 19,3 milhões; e Minas Gerais, com 15,3 milhões de toneladas, cultivando apenas 6,1% do território mineiro. Comparando-se a safra brasileira de grãos de 2005 com a de 2020 (Cobal/ 9º Levantamento) a produção cresceu 122,3%; a produtividade, 61,4%; e a área cultivada, 37,8%.
Depreende-se, contudo e sem muito esforço dedutivo, os papéis indispensáveis do agronegócio brasileiro, no que lhe compete, demandando inovações, exigindo qualificação da mão de obra, mais insumos modernos, ofertando energia renovável, produtos da economia florestal; gerando ainda 15,037 milhões de empregos diretos no campo ou seis vezes mais que a população total de Belo Horizonte, que é de 2,5 milhões de habitantes!
Ajustando-se também às exigências ambientais, tracionando e modernizando as indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas, mobilizando transportes graneleiros terrestres e marítimos, preservando e conservando os recursos naturais, e contribuindo para obtenção de consideráveis divisas externas.
Acrescentem-se ainda promovendo a segurança alimentar como política de governo, reduzindo o preço da cesta básica, suprindo as agroindústrias de produtos agropecuários, bem como a extensa rede brasileira de supermercados, mercearias, sacolões, comida a quilo, feiras-livres, padarias, e presente nos ganhos de bem-estar social, enquanto qualidade de vida. Tarefa hercúlea para quem planta e cria nesse país continental, apesar da marcha orquestrada contra o desempenho exitoso do agronegócio brasileiro.
*Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte /junho de 2020.
 


Fonte: O Autor



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07/07/2020 às 02:52

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