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15/05/2017

Agronegócio Mineiro: Superavitário e promissor


No primeiro quadrimestre de 2017, o agronegócio mineiro exportou US$ 2,47 bilhões, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Os destaques foram o café, a soja, as carnes e, num cenário mais amplo, esse segmento agro econômico respondeu por 28,7% das exportações totais do Estado e gerou um superávit acumulado de US$ 2,30 bilhões ou R$ 7,22 bilhões ao tomar o preço médio do dólar comercial de janeiro a abril de 2017, que foi de R$ 3,1427, segundo dados da Secretaria da Agricultura do Estado.
O perfil dessas exportações, que também aqueceram as economias regionais, foi liderado pelo café com US$ 1,19 bilhão (48,3% do agronegócio mineiro); complexo soja, US$ 416,3 milhões (16,8%); carnes, US$ 306,1 milhões (12,3%); complexo sucroalcooleiro, US$ 227,5 milhões (9,2%); e produtos florestais, US$ 191,9 milhões (7,7%), sendo a China, os EUA, a Alemanha, Itália e o Japão os maiores importadores. Em 2017, o PIB do agronegócio mineiro está estimado em R$ 210,1 bilhões e deverá ser corrigido até o final de dezembro em função do desempenho nos mercados interno e externo (Seapa).
Além disso, pesquisa da Focus do Banco Central, divulgada em 11.05.17, estima que nas exportações do agronegócio brasileiro, em 2017, devem ser destaques; complexo soja (grãos, óleo e farelo); carnes (bovinas, aves e suína); complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol); e produtos florestais (principalmente papel e celulose); e café.                    
O que é importante assinalar é que essas exportações indispensáveis à economia mineira e nacional estão alinhadas com o abastecimento interno de grãos, cereais, oleaginosas, proteínas nobres (leite, carnes e ovos), e também com a oferta regular de energia limpa renovável, açúcar e produtos dos sistemas florestais num elenco de outras ofertas do agronegócio mineiro.
 Essa sintonia, que vem do campo, tem sido estratégica para que o País supere seus desafios e desencontros e caminhe para gerar empregos, renda e bem-estar social para seus atuais 207,4 milhões de brasileiros, dos quais 21,1 milhões vivem nas Minas Gerais (abril/2017/IBGE). Os analistas também sabem que não há milagre na economia e muito menos nas artes de plantar, criar, vender, comprar, conservar os recursos naturais e decifrar os enigmas de mercados.
O agronegócio abriga muitos focos nos sistemas agroalimentares e uma pergunta também pode ser muito esclarecedora sobre o universo rural; o quanto custa produzir, embora sejam muitas as condicionantes que devem convergir à tomada de decisão dos produtores nos 551.617 estabelecimentos rurais contidos no território mineiro?
Apenas para exemplificar, pode-se tomar dois produtos emblemáticos para Minas Gerais; o café e o milho, sem falar na soja e no leite. Se em 2017 houver uma colheita de café na faixa de 26 milhões de sacas beneficiadas, com um custo médio operacional de R$ 350,00 a saca, milhares de cafeicultores mineiros gastaram em nível de propriedade um montante de R$ 9,1 bilhões ou US$ 2,88 bilhões, a preços correntes, nos municípios onde se praticam essa cultura, o que coloca Minas na liderança nacional do café e nas exportações dessa bebida estimulante e   histórica, pois chegou ao Brasil em 1727.
No caso do milho, nas condições mineiras atuais e sem muitos detalhamentos, o plantio de 1 milhão de hectares exigiria um investimento da ordem de R$ 3 bilhões ou US$ 951,84 milhões. O agronegócio por seus sistemas agroalimentares e florestais, sequentes em função das lógicas de mercados, contribui também substantivamente gerar empregos e estimular a distribuição da renda per capita no campo e nas cidades.
Somente Minas Gerais, segundo a pesquisa da Seapa/Esalq/Cepea, assegurou 2,5 milhões de empregos diretos em 2015. Não se analisam lucros e perdas a exigir abordagens mais apuradas e que fogem do objetivo desse artigo limitado.
Nos mercados externos se ampliam as oportunidades para o agronegócio mineiro, desde que haja a adoção de inovações, gestão para resultados, volumes regulares de ofertas, produtividade, qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade, e poder de competir numa economia aparentemente sem fronteiras para tecnologias, produtos e serviços.
A vocação histórica brasileira para o agronegócio, por múltiplos fatores que se associam, não elimina a necessidade de que outros setores da economia se alinhem ao futuro, que começou ontem, pois o tempo é o “Senhor da História”. 


Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo



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22/09/2017 às 06:47

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