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04/02/2015

Agricultores e UFMG fazem convênio para projeto que vai economizar 20% de água

Produtores do Norte de Minas querem diminuir uso de água na irrigação

Uso otimizado. Novo sistema de irrigação pode fazer um produtor de 50 hectares economizar um carro popular zero km por ano

Preocupados com a estiagem em Minas Gerais, produtores da região Norte do Estado fizeram um convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para implantar um projeto de economia de água para a irrigação da agricultura. A expectativa é reduzir em até 20% o consumo, através de monitoramento e otimização do sistema atual. A proposta piloto terá início na próxima semana em dez lotes de Jaíba e Gorotuba (perímetros irrigados na região). Com os resultados em mãos, a iniciativa deve ser ampliada e servirá de modelo para todo o país, numa tentativa de minimizar a grave crise que ainda esta por vir no meio do ano – período em que realmente não tem chuvas.


“Começamos a ter informações da crise em março do ano passado. Agora estamos assustados. É muito mais grave do que todos imaginavam e a água pode mesmo acabar. Antes não se tinha essa preocupação porque o recurso era abundante e barato, com rios cheios. Não é mais assim, sem água não se produz frutas, sementes e hortaliças”, destacou o diretor do Distrito de Irrigação da Etapa II do Projeto Jaíba, Eduardo Rebelo.

O projeto piloto de redução de água na irrigação é a primeira medida mitigadora da crise. Pesquisadores da UFMG, em Montes Claros, vão monitorar os sistemas de irrigação e conscientizar os produtores sobre o manejo correto. “Hoje, sabemos que 70% da água doce é utilizada para a agricultura, mas grande parte é mal conduzida, aplica-se muita água desnecessariamente, em função de sistemas desajustados e falta de conhecimento de solo, planta e clima”, explicou o coordenador do projeto, Flávio Pimenta de Figueiredo.

Os equipamentos de irrigação serão vistoriados para acabar com vazamentos e os pesquisadores vão mostrar qual a quantidade de água e o momento certo de irrigação. “Tem época do ano que a planta precisa receber 50 mm de água e está recebendo 80 mm. Ao longo desses anos, constatamos que a maioria das produções são molhadas, só jogam água e perdem de 5% a 20%. Na irrigação, você tem que usar a água de forma racional”, completou o professor.

O objetivo do projeto é também economizar 20% de energia (no bombeamento da água). Figueiredo disse que um produtor de 50 hectares pode comprar um carro popular zero km por ano com o dinheiro que economizaria pagando menos por água e energia com o manejo de irrigação. Durante os próximos três meses de trabalho nas áreas pilotos, será possível obter dados suficientes para que o projeto de redução de água se consolide.

Reunião
No último dia 26, representares de entidades ligadas ao agronegócio do Norte mineiro e entidades de ensino e pesquisa se reuniram na sede da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), em Janaúba. Além do projeto piloto, outra medida será revitalizar a bacia hidrográfica que abastece a região – rios São Francisco e Gorotuba. Em setembro passado, O TEMPO publicou uma série de reportagens sobre a situação da seca na região.


Fonte: O Tempo, por Joana Suarez



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