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30/07/2014

A silvicultura da água e da energia

A situação é crítica por inúmeros fatores, que vão do abuso e degradação dos recursos naturais, desrespeito às legislações, desperdícios escandalosos, falta de gestão, e por aí vai

Nelson Barboza Leite

Há duas grandes preocupações que mexem com a vida de qualquer brasileiro: água e energia! E a silvicultura pode contribuir de forma significativa na reconstrução de um quadro mais satisfatório para os dois assuntos.

A situação é crítica por inúmeros fatores, que vão do abuso e degradação dos recursos naturais, desrespeito às legislações, desperdícios escandalosos, falta de gestão, e por aí vai... Na verdade, apontar erros e responsáveis não é um exercício tão complicado. Mas o que se fazer para que lá na frente - 20,30 anos – não estejamos numa situação ainda pior? E como seria esse pior? O importante e oportuno é que se encontrem caminhos corretivos com ciência e tecnologia.

E o momento é propício, pois a conscientização está tocada pela extrema necessidade. Plantar árvores em locais determinados para proteção de nossas nascentes e mananciais e produção de biomassa para geração de energia são temas ricamente estudados, abordados e discutidos pela silvicultura brasileira. E ainda podemos contar com lições do passado para nos orientar.

Com o Código Florestal de 65, veio um importante alerta para evitar desmatamentos - criar estímulos e incentivos para reflorestar e produzir madeira para segmentos industriais importantes para o desenvolvimento do país. E nessa linha foi criada a Lei 5.106 para incentivar o reflorestamento, permitindo a redução de parte das despesas com o plantio de árvores do imposto de renda. E com isso foi dada a alavancagem para o crescimento do setor.

Essa política de incentivos existiu por vários anos, sofreu inúmeras modificações, até se desgastar completamente e ser extinta. Os incentivos para o reflorestamento, assim como para outros setores criaram enormes problemas, que se discutem até aos dias atuais. Tudo por conta de erros técnicos, falta de fiscalizações e consequentes abusos.

Erros e abusos de todas as partes - de empresas, governos, corruptos, corrupção, etc. Há muita polêmica em torno de toda a política de incentivos fiscais e há quem sinalize o reflorestamento como um dos setores que deixou contribuições concretas para a sociedade.

Inegavelmente, os incentivos para o reflorestamento promoveram o crescimento e desenvolvimento de inúmeros setores industriais que já devolveram, através de impostos recolhidos e outras contribuições, muitas vezes o que o Governo Federal dispendeu em incentivos para o setor. Além de tudo, promoveu o desenvolvimento tecnológico da silvicultura brasileira: campeã em produtividade e extremamente zelosa nos aspectos sociais e ambientais.

E é dessa silvicultura que precisamos tirar a receita para se plantar árvores para proteger nossas bacias hidrográficas e nascentes e para produzir biomassa para geração de energia para os dias atuais. Será que com a redução de parcela de determinados impostos não se poderia incentivar esses plantios de árvores para proteção dos mananciais hidrográficos e produção de biomassa?

Atualmente, se dispõe de meios mais eficazes para se fiscalizar e evitar abusos e temos tecnologia silvicultural para se assegurar o sucesso dos plantios florestais, que precisam ser plantados no lugar certo e com objetivos bem definidos. Há inúmeros exemplos de flagrantes necessidades que poderiam fazer parte de programas dessa natureza. No caso da água é só observar a falta de cobertura vegetal que prevalece na maioria das bacias que abastecem os grandes centros.

E para energia temos exemplos muito simples: mudanças em caldeiras industriais que possibilitem o uso de biomassa para geração de energia e vapor são exemplos corriqueiros, que poderiam trazer resultados imediatos, além de promover mais empregos na área rural. Mas esses assuntos, para se viabilizarem, necessitam de alguns esforços: o alerta dos interessados e a aceitação do Governo Federal.

Aceitar e elaborar políticas públicas para que as coisas aconteçam. Há gente competente para modelar todo o sistema, há competência técnica para mostrar o que e como fazer e há flagrante necessidade reclamada por toda sociedade. Parece que o ambiente é bastante favorável. Há de se acender os ânimos dos envolvidos e de se contar com a disposição e vontade política dos governantes.

E nada tão importante e oportuno quanto o momento político que estamos vivendo! A silvicultura brasileira não pode deixar de fazer essa lição de casa e apresentar aos presidenciáveis essa enorme oportunidade que dispõem para colaborar efetivamente na solução de dois grandes problemas nacionais.


Fonte: Painel Florestal



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