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03/05/2020

A DINÂMICA DA FRUTICULTURA MINEIRA

O Brasil é o 3º maior produtor de frutas do mundo, com 2,5 milhões de hectares cultivados, ofertando 43,8 milhões de toneladas de frutas em 2018 e gerando 6 milhões de empregos diretos nas regiões frutícolas.

A DINÂMICA DA FRUTICULTURA MINEIRA*
O Brasil é o 3º maior produtor de frutas do mundo, com 2,5 milhões de hectares cultivados, ofertando 43,8 milhões de toneladas de frutas em 2018 e gerando 6 milhões de empregos diretos nas regiões frutícolas. Também em 2018, a China (1º lugar) produziu 250 milhões de toneladas frutas, seguida da Índia (2º lugar), com 90 milhões de toneladas (Emater-MG).
Em 2019, as exportações brasileiras de frutas tiveram um crescimento de 16% em volume e de 8,5% no valor das exportações. Comparando-se 2018 com 2019, as vendas externas passaram de US$ 790 milhões para US$ 858 milhões, com os seguintes destaques; manga, mais 30%; melão, 27%; uva, 19%; e limão, 10%.
De janeiro a março de 2020, foram exportadas 229,1 mil toneladas no valor total de US$ 168,5 milhões, sobressaindo nessa ordem; melões, limões e limas, mangas, mamões (papaia), maçãs e bananas num total de US$ 125,6 milhões. Contudo, adicionando-se conservas e preparações de frutas (-suco) de US$ 15,4 milhões, esse valor acumulado atinge US$ 141 milhões ou 83,7% dos US$ 168,5 milhões no 1º trimestre de 2020 (Abrafrutas) ou R$ 753 milhões, com dólar comercial médio no trimestre de R$ 4,494.
E mais, em 2018 as Ceasas brasileiras, no que lhes cabem, venderam 5,76 milhões de toneladas de frutas e 5,59 milhões de toneladas de hortaliças (Horti & Fruit/2019), abastecendo as redes de supermercados, sacolões, restaurantes, lanchonetes, hotéis, comida a quilo, delivery, agroindústrias, segmentos conectados e essenciais à política de segurança alimentar, dentro e fora das crises, no atendimento aos brasileiros.
Numa perspectiva mais ampla, não há ainda como subestimar as múltiplas e complexas consequências socioeconômicas, que resultam dessa pandemia provocada pelo corona vírus, mesmo que  salvando-se milhões de vidas nesse planeta Terra e reunindo um esforço integrado internacional de cooperação humana, política, institucional, científica e tecnológica.
Assim posto e segundo o coordenador estadual de fruticultura Deny Sanábio, da Emater-MG; “a fruticultura mineira desenvolve um considerável esforço científico e tecnológico no conjunto dessas condicionantes estratégicas: políticas públicas, como o “Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura (MAPA), Certifica Minas Fruta (Seapa),” mercados interno e externo, pesquisa, adoção de inovações pelos fruticultores mineiros, e nos focos dos aumentos de produção, produtividade e qualidade, com lucratividade”
“E mais, certificados de origem, rastreabilidade, assistência técnica e extensão rural, sustentabilidade dos recursos naturais, integrações técnicas e institucionais – indispensáveis-  bem como qualificação da mão de obra demandada pela fruticultura mineira, inclusive para lidar com as inovações.
Contudo, é indispensável pactuar essas e outras mudanças com milhares de fruticultores e suas organizações, através das metodologias de comunicação disponíveis, até consagradas, e no esforço de conciliar os fundamentos técnicos com as boas práticas sustentáveis nas regiões produtoras.”
É saudável relembrar que as frutas são ricas em açúcares naturais, vitaminas, sais minerais e fibras, portanto, indispensáveis na alimentação humana balanceada, com outros nutrientes!   
“Ainda, segundo Sanábio, a fruticultura mineira abriga 120,5 mil hectares em produção e 18,1 mil hectares em formação (0,42% do Estado), com estimativas de 277.352 empregos diretos e 554.704 indiretos. Resumindo: adota inovações, demanda insumos, produz, abastece, exporta, gera milhares de empregos e renda, tendo ofertado 3,5 milhões de toneladas de frutas em 2019.
Os principais estados produtores de frutas; São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Ceará.”
Nesse caminhar, somam-se os cenários da produção de frutas em Minas Gerais em 2017; 50,8 mil toneladas de abacate, com 73,3% no Alto Paranaíba e Sul de Minas; 224,4 milhões de frutos de abacaxi, 94,6% no Triângulo Mineiro; 766,3 mil toneladas de banana, 70,3% no Norte de Minas e Sul de Minas; 15,4 mil toneladas de caqui, 83,1% no Sul de Minas; e 1,6 mil toneladas de figo, com 99,1% no Sul de Minas (Seapa).
E mais, 14,1 mil toneladas de goiaba; 77,7% na Zona da Mata, Norte de Minas e Central; 951,2 mil toneladas de laranja, 78% no Triângulo Mineiro; 48,1 mil toneladas de limão, 83,1% no Norte de Minas e no Triângulo Mineiro; 43,6 mil toneladas de mamão, 83,6% no Norte de Minas e Noroeste.
Além disso, 68,8 mil toneladas de manga, 77,6% no Norte de Minas, Zona da Mata e Triângulo Mineiro; 116,8 mil toneladas de morango (2018), 99,5% no Sul de Minas; e 8,9 mil toneladas de pêssego, 98,5% no Sul de Minas e Central; 149,5 mil toneladas de tangerina, 76% no Sul de Minas e Central; 19,1 mil toneladas de maracujá, com 75,6% distribuídas nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Central, Norte de Minas e Noroeste; e 13,7 mil toneladas de uvas, com 69,3% no Norte (Seapa). Pratica-se a fruticultura em quase todas as regiões na diversidade das vocações regionais.
Segundo a Emater-MG, em 2018 a diversificada fruticultura mineira ocupava os seguintes lugares em relação ao Brasil; 1º lugar na produção de morango; 2ºs lugares, abacate, tangerina abacaxi; 3ºs lugares, banana e limão. Dados contidos no “Perfil da Fruticultura 2017/2018/Seapa/MG” revelaram que em 2018 foram exportados US$ 7,9 milhões de frutas e derivados nessa sequência; EUA, com 38,2%; Holanda, 14,5%; Espanha, 12,5%; Portugal, 5,8%; Reino Unido, com 5,3%; e demais países (32), com 23,7%.
Embora seja um cenário da dimensão do planeta Terra, complexo e instigante e base também das pesquisas sobre a origem das frutas, é interessante ressaltar algumas informações gerais. As chamadas “frutas exóticas” são originarias da Europa, Ásia, EUA, América Central, África, Oriente Médio, e cultivadas no Brasil são: abacate, banana, caqui, coco, figo, laranja, limão, manga, marmelo, maçã, melão, pêssego, tangerina; e as brasileiras: abacaxi, goiaba, caju, acerola, cajá, jenipapo, e centenas de outras ainda não exploradas em escala comercial (Google).
Complementarmente vale registrar os primeiros lugares na produção de frutas em Minas Gerais; abacate (Rio Paranaíba); abacaxi (Frutal); banana (Jaíba); caqui (Turvelândia); Figo (Virgínia); Goiaba (Capitão Enéias); laranja (Comendador Gomes); limão (Matias Cardoso); mamão (Matias Cardoso); manga (Janaúba); maracujá (Araguari); morango (Bom Repouso); pêssego (Barbacena); e tangerina (Campanha). Na Zona da Mata mineira, segundo o Perfil da Fruticultura/Seapa/MG, Visconde do Rio Branco e Piraúba são os maiores produtores de goiaba; e Tocantins de morango.
*Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte – abril/ 2020.
 




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