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14/05/2013

Custos altos e preços baixos diminuem competitividade

O presidente da Poyry Silviconsult, Jefferson Mendes, acredita que o setor florestal vive um momento desfavorável, mas a tendência é de sair do sufoco

efferson Mendes, presidente da Pöyry Silviconsult

Os custos no setor florestal cresceram a uma média de 9,8% ao ano em uma década, enquanto a inflação atingiu o teto máximo de 6,6% na mesma base de comparação. Para o presidente da Pöyry Silviconsult, Jefferson Mendes, que participará nesta quinta-feira, 16, do 1º Encontro Painel Florestal de Executivos, no Hotel Transamérica, em São Paulo, esta sequência de números ruins retirou parte da competitividade brasileira no setor florestal, notadamente no segmento madeireiro. Ele diz que o setor vive momento desfavorável, mas afirma que o pior já passou e a tendência é de dias melhores.

Na avaliação de Mendes, os custos no setor florestal foram 45% maiores quando comparados a outros segmentos da economia. Entretanto, o problema maior é que do outro lado do negócio os preços ficaram comprimidos por quatro anos. “Hoje, por exemplo, o pinus no Brasil está mais caro que nos Estados Unidos”, informou Mendes. Para ele, este imbróglio no setor madeireiro não é tão simples, porque dentro do Brasil há diversas realidades em mercados regionais diferenciados, como o fornecimento de madeira para celulose, carvão, energia, além dos grupos de serrados e laminados. Mendes acredita que o pior momento foi superado e mostra-se favorável a uma diversificação no plantio de madeiras, porém, com informações capazes de manter o produtor seguro, na certeza de que terá preço e mercado no futuro, por se tratar de produtos que vão levar 20 anos para maturar, em média.

O lado bom – para Jefferson Mendes – ainda não se traduz em cifras porque não vem do mercado, e sim de legislação. O novo Código Florestal trouxe avanços com regras claras, permitindo um manejo mais tranquilo, juntamente com questões como o controle de reserva legal e de áreas de preservação permanente – APPs. Segundo Mendes, o setor florestal - com ênfase madeireira - amadureceu e está forte para enfrentar as realidades de ofertas e demandas reprimidas. No entanto, também no âmbito jurídico, o parecer da Advocacia Geral da União (AGU) atrapalhou o setor. De acordo com Mendes, a restrição da compra de terras por estrangeiros causou um impacto negativo na silvicultura e na indústria. A questão é que na indústria, o problema durou meses, mas na silvicultura ainda vai durar anos.

O raciocínio de Jefferson Mendes aponta para o caminho em que o Brasil deve aproveitar a disponibilidade de terras para investir em florestas. “É preciso esclarecer que os investimentos no setor são produtivos e de longo prazo. Portanto, não há nada de especulativo”, avalia Mendes, que aponta 2013 como o ano da celulose por inúmeros fatores, com destaque para a duplicação da Eldorado Brasil no Mato Grosso do Sul, do início da produção da Suzano no Maranhão e do aumento da capacidade instalada da Klabin, no Paraná, e da CMPC, no Rio Grande do Sul. “O setor florestal ainda carece de políticas estratégicas de longo prazo. Temos problemas de infraestrutura e logística. Além disso, o País precisa de mecanismos creditícios e tributários mais adequados”, observa Mendes.

Na qualidade de presidente de uma empresa que está presente em todo o mundo florestal, Jefferson Mendes diz que o Brasil é visto no setor como um caso de excelência, afirmando “que todos os países querem saber e aprender conosco no plantio e na indústria”, e que a perda de competitividade para Ásia se dá pelo aumento de custos – um problema que não é irreversível. Mendes diz, ainda, que a competição vai crescer e novas tecnologias industriais estão surgindo na Europa e Estados Unidos, sobretudo na área de bioenergia. “Por isso, o 1º Encontro Painel Florestal de Executivos não será apenas um fórum de discussões, mas uma oportunidade de desenhar uma estratégia de ação em longo prazo. Depois, poderemos levar uma pauta de reivindicações contundentes ao governo federal, mostrando a importância do setor sem pedir incentivos fiscais. Em 2012, o setor florestal foi responsável por 28,4% do saldo da balança comercial do País, com US$ 5,52 bilhões e ocupando menos de 1% do território nacional com florestas plantadas”, lembrou Mendes.

 


Fonte: Painel Florestal



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