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24/04/2013

Madeira de eucalipto se transforma em barris de envelhecimento de cachaça

Especialistas acreditam que estudo pode sugerir novo mercado para produtores de eucaliptos, porém Brasil ainda sofre para atender à demanda

Foto: Google

Estudo feito por alunos da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, aponta que eucaliptos e madeiras nativas podem ser utilizados para o envelhecimento da cachaça -  bebida tipicamente brasileira com mais de 500 anos de história e nos dias atuais é comparada aos melhores destilados do mundo. O trabalho “Utilização de eucaliptos e de madeiras nativas no armazenamento da aguardente de cana-de-açúcar” foi desenvolvido pelos pesquisadores Fábio Mori, Lourival Mendes, Paulo Trugilho e Maria Cardoso. Há especialistas  que acreditam que o estudo pode sugerir um novo mercado para os produtores de eucaliptos e melhorar ainda mais o cenário de florestas plantadas. Mas há quem pense diferente.

Os pesquisadores avaliaram as propriedades químicas, anatômicas e físicas de madeiras de diferentes espécies de eucaliptos. Apesar de ter provocado o descarte de grande parte do produto em algumas espécies, os resultados apresentaram padrão normal, segundo a lei vigente, indicando que podem ser comercializadas. O trabalho concluiu que pode ser viável a utilização de madeiras de eucaliptos para o envelhecimento de aguardente de cana-de-açúcar, porém mais estudos com relação ao armazenamento em barris de maior tamanho e também envolvendo testes sensoriais devem, ainda, ser realizados. Das 25 espécies analisadas, 12 foram descartadas porque os barris racharam. Porém, outras 13 deram certo.

No entanto, o resultado já está na prática: a Cachaça Paraíso, por exemplo, foi envelhecida na madeira de eucalipto e já é comercializada dentro das normas do Ministério da Agricultura. Para o empresário Eduardo Verardo, ex-economista que trabalha há mais de uma década com a venda da  bebida, afirma que o eucalipto usado neste processo chama-se eucalipto lima, uma espécie brasileira rara. “É diferente dos eucaliptos que estamos acostumados a ver”, afirma. Ele ainda diz que o produto final é muito parecido com o que é envelhecido no carvalho, porém de cor neutra. A bebida também foi aprovada por alguns degustadores. “O grande diferencial é a sustentabilidade, com eucaliptos a produção de aguardente ganha uma forma ecologicamente correta”, afirma Verardo.

O eucalipto é a espécie florestal mais plantada no Brasil - e que também está sendo objeto do estudo no que se diz respeito à otimização da produtividade, com o melhoramento genético. Outro ponto importante, segundo a pesquisa, é que o cultivo da árvore inspira a conservação ambiental, com baixo revolvimento do solo, alto aproveitamento de adubação e grande volume de carbono sequestrado. No cerrado, por exemplo, a cada 100 hectares de floresta plantada pelas grandes empresas há, em média, 37 de vegetação nativa - número acima dos 20 exigidos pela legislação federal. “Nos próximos anos seremos brindados com eucaliptos transgênicos, o que poderá significar uma revolução nas florestas plantadas”, afirma o biólogo, mestre em biologia vegetal, doutorando em produção vegetal e pesquisador da Fundação MS, Alex Melotto. 

Se por um lado os resultados foram satisfatórios e novas pesquisas serão feitas, por outro, as coisas não são tão fáceis assim, é o que explica o pesquisador Alex Melotto. “A demanda por madeira é crescente tanto por parte das indústrias de papel e celulose quanto para os demais usos básicos. O Brasil é carente de alguns aspectos básicos para que o país atinja seu máximo produtivo”, lamenta.

Segundo ele, o aumento do custo de produção, tributação complexa e excessiva (totalizando 88 impostos para grandes empresas) e financiamentos caros (com taxa de 19% ao ano) são os principais fatores que fazem com o Brasil tenha problemas para atender à demanda de madeira. Fora isso, outros itens como insegurança jurídica na compra de terras, processos ambientais e infraestrutura precária também influenciam todo o processo. “Tecnicamente falando, o setor florestal carece principalmente de mecanização, diferente da produção de alimentos. Há poucas fábricas e, consequentemente, poucos equipamentos específicos para o setor de florestas. Ele não conta com mais de 35% dos equipamentos adaptados” mostra Melotto.

Para ver a pesquisa completa, clique aqui.


Fonte: Celulose Online



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Comentário(s) (1)


6NfQ6iguQ disse:

28/09/2013 às 19:29

IT Forestal, ya puestos... maitre una cosa que se llama " falacia ad verecundiam" o "argumento de autoridad" que te explica muy bien que seas Perita Forestal o Papa de Roma, no te da mas criterio ni mas verdad al opinar, ased que no te las des de eminencia. Sere1s lo que quieras, pero de monte tienes andao lo que mi gfcela con la cadera rota... No ye lo mismo te pongas como te pongas un fayeo en Caso donde aquello ye el camarote de los hermanos marx versif3n flora y fauna, que cualquier monte costero de Cudillero plantao de Eucalipto donde pasa de largo hasta la raposa, jame1s vi en un bosque de estos nada que no fuera alguna rata. El hecho de haber estudiado asignaturas de explotacif3n forestal, no quiere decir que sean " textos bedblicos", por me1s perita forestal que seas, te lo dice un perito electrf3nico que jamas opinareda a tu manera de "las microondas" por poner un ejemplo chorras. Ahh y ecologista sed, pero de los que por suerte se crif3 en el monte con su abuelo y no yendo de listillos falaces.

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