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27/03/2013

Indústrias de Três Lagoas-MS investem mais que orçamento inicial da Copa

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marco Garcia, entre 2000 e 2010 as indústrias investiram R$ 12 bilhões

Maiores investimentos em Três Lagoas são feitos pelas fábricas de celulose

No período de 14 anos, entre 2000 e 2014, os investimentos da indústria em Três Lagoas devem chegar a R$ 24 bilhões, conforme projeção da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Somente os investimentos das fábricas de celulose e papel (Fibria, International Paper e Eldorado Brasil) somam R$ 17 bilhões. Os investimentos foram projetados pelo Credit Suisse e informados aos acionistas da Eldorado Brasil, junto com o estudo de viabilidade econômica da fábrica de celulose de Três Lagoas.

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marco Garcia, entre 2000 e 2010 as indústrias investiram R$ 12 bilhões. De 2010 a 2014, a previsão é de mais R$ 12 bilhões, perfazendo R$ 24 bilhões no período de 14 anos.

“Esse valor corresponde ao orçamento inicial da Copa”, compara Garcia. O custo das obras da Copa de 2014 foi projetado em R$ 23,83 bilhões, mas o orçamento já subiu para R$ 30,66 bilhões (alta de 28,3%) segundo relatório divulgado pela Câmara Federal.

A projeção de investimentos, no entanto, pode aumentar, considerando os projetos de expansão da Fibria, que estão suspensos mas não foram descartados, e a duplicação da International Paper, anunciada em fevereiro pelo novo gerente da fábrica de Três Lagoas. O volume de R$ 24 bilhões não inclui projetos industriais que estão se consolidando a partir do início deste ano.

De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), a inauguração da Siderúrgica de Três Lagoas (Sitrel) neste ano e a ativação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN) da Petrobras, em 2014, vão desencadear processo de instalação de médias e pequenas indústrias, no setor metalúrgico, e na área de insumos para fabricação de adubos.

O principal gargalo enfrentado pelo setor industrial era a falta de mão de obra qualificada, mas as parcerias estabelecidas com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) permitiram que o conglomerado de celulose e papel, por exemplo, projetassem a expansão. Nas três indústrias – Fibria, Eldorado Brasil e Internacional Paper, grande parte do pessoal qualificado fez cursos no Senai. O maior projeto da IP fora do Brasil, em Três Lagoas, teve suporte do Senai para qualificar 150 funcionários em suas linhas de produção.

PIB Por conta da expansão industrial, Três Lagoas detém hoje o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Com base em dados do IBGE, a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) divulgou que o PIB teve aumento de 274,11% no período de 2002 a 2010, saltando de R$ 2,2 bilhões para R$ 8,3 bilhões, o que representa uma taxa média de crescimento nominal de 15,8% ao ano, à frente de outros setores produtivos do Estado e até mesmo do índice de expansão da economia chinesa - de 9,5% ao ano.

Como grande parte da produção industrial de Três Lagoas destina-se ao mercado interno e o setor importa insumos, como tecidos, cobre e equipamentos industriais, a balança comercial é desfavorável, mas mesmo assim Três Lagoas é a primeira no ranking de exportações.

Do município, saem produtos para mais de 30 países, incluindo China, Europa, Vietnam, Coreia e Índia. China e Índia, além de Chile e países europeus também são fornecedores de matérias-primas à indústria local. Três Lagoas exporta celulose, papel, óleo e farelo de soja, cabos e filamentos.

ALCANCE SOCIAL

O processo de expansão industrial em Três Lagoas tem refletido em maior oferta de trabalho e, fundamentalmente, em maior poder de compra dos salários. Com 93 indústrias de grande porte, das quais 56 no setor da transformação, os postos de trabalho aumentaram não apenas nas fábricas, mas também no comércio, que hoje emprega 5.098 pessoas em Três Lagoas. O salário médio nas indústrias, no entanto, é maior – R$ 1.692,13, contra R$ 1.044 do comércio. Ao lado do emprego, desencadeiam-se programas socioambientais e ampliação das redes de ensino e saúde pública.


Fonte: Painel Florestal - Jornal do Povo



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