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04/02/2013

Cultura de seringueiras para extração de borracha conquista produtores

Minas Gerais é um dos maiores produtores de borracha do país, com extração de 4,5 mil toneladas anuais em 3 mil hectares plantados

A cultura de seringueiras para extração de borracha está em expansão no país, impulsionada pela alta da demanda da indústria de pneumáticos – nos últimos anos, a indústria automobilística cresceu cerca de 30% -, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Atualmente, o Brasil consome 320 mil toneladas de borracha por ano, mas produz 130 mil toneladas e o restante precisa ser importado. A estimativa do Mapa é de que, em 2030, a demanda nacional pelo produto alcance 1 milhão de toneladas.

Minas Gerais é um dos maiores produtores de borracha do país, com extração de 4,5 mil toneladas anuais em 3 mil hectares plantados. A região do Triângulo Mineiro se destaca com a maior produção do Estado, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, com 77% do volume de borracha de Minas Gerais, o que representa 3,4 mil toneladas por ano.

A Fazenda União, no município de Indianópolis, distante 65 km de Uberlândia, possui uma área de 50 hectares de seringueiras plantadas há 28 anos e há 21 anos em produção de borracha. São cerca de 250 toneladas do produto extraídas por ano das 20 mil árvores da propriedade em produção. Em 2012, a venda da colheita da fazenda para uma usina de borracha em Colina (SP), onde o produto é processado, rendeu R$ 750 mil. “O seringal é um bom negócio. Todo ano plantamos mais algumas mudas para aumentarmos a produção”, disse o gerente da fazenda, Idevan Vaz Resende. Ele ainda afirmou que 35% do ganho são divididos entre os dez seringueiros da fazenda, 15% são para cobrir os custos de manejo da plantação e os outros 50% são lucro dos proprietários. Produtor recebe incentivo do filho

A rentabilidade da produção de borracha atrai novos investidores na região. É o caso do produtor Roberto de Mello Pinto, que tem uma área de 70 hectares com 38 mil seringueiras plantadas há quatro anos no município de Indianópolis. Ele foi incentivado a entrar no negócio pelo filho, que trabalha no setor de pneumáticos. A plantação de Roberto deve começar a produzir borracha em 2015 e, de acordo com a estimativa do produtor, em três anos de produção será possível cobrir os gastos dos seis primeiros anos em que não houve sangria das árvores. “O problema da seringueira é o tempo de espera de seis anos para começar a produzir, mas quando entrar em produção vai ser uma poupança muito interessante, principalmente, para deixar para a esposa, os filhos e os netos”, afirmou Pinto. Cultura é mais rentável que as de milho e soja

Cultivar seringueiras para a extração da borracha é um negócio altamente rentável. Apesar de começar a produzir após seis ou sete anos de plantada a seringueira, o custo-benefício da cultura é melhor do que de o outros plantios, como milho, soja, café e cana-de-açúcar.

O gasto somado dos seis primeiros anos de vida da seringueira é de R$ 14 mil por hectare, valor que pode ser recuperado durante os três primeiros anos de produção. Além disso, a extração da borracha é feita quase que o ano todo. Apenas no período de julho a setembro, a retirada do produto é interrompida para o repouso da planta durante a queda de folhas. A árvore suporta sangria por 50 a 60 anos e depois de terminada a vida útil da planta, a madeira ainda pode ser vendida para o setor moveleiro. Borracha rende 114% de lucro mais que o café

Se comparada ao café, por exemplo, a cultura de seringueiras é 114% mais rentável. Enquanto o lucro do café é de cerca de R$ 3,5 mil por hectare a cada ano, a borracha alcança R$ 7,5 mil por hectare de lucro anual.Isso acontece porque das cerca de 40 sacas de café colhidas por hectare no ano, 30 são para cobrir os custos da produção e colheita, restando dez sacas de lucro a um valor médio de R$ 350 por saca, que resulta em R$ 3,5 mil de lucro para o produtor.

Na produção da borracha, de cerca de cinco toneladas por hectare a cada ano por um valor médio de R$ 3 o quilo são abatidos 35% pertencentes aos seringueiros e 15% do custo de produção. O resultado é um lucro de cerca de R$ 7,5 mil para o proprietário.


Fonte: portaldoagronegocio.com.br



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