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07/01/2013

Cenibra reestrutura a área de florestas

Empresa vai incorporar 3 mil trabalhadores terceirizados e substituir outros 2 mil por maquinário para a colheita.

Fonte: Google

Atrás de ganhos de produtividade e de redução de custos operacionais, a Cenibra, exportadora mineira de celulose branqueada de eucalipto, iniciou um programa de reestruturação na área florestal que levará à contratação para o quadro próprio da companhia de cerca de 3 mil trabalhadores hoje vinculados à prestadoras de serviços de colheita, plantio e cultivo de eucalipto. Outras 2 mil pessoas serão dispensadas com a troca do serviço terceirizado da colheita manual que usa a motoserra por maquinário. Os equipamentos, adaptados ao corte nas áreas com declive, começaram a chegar à fábrica de Belo Oriente, no Vale do Rio Doce.

O presidente da Cenibra, Paulo Eduardo Rocha Brant, afirmou ontem que a empresa está conduzindo um programa adicional de qualificação profissional dos trabalhadores dispensados e negocia parcerias para que eles sejam aproveitados em outras atividades econômicas em 54 municípios da região. Para alimentar a planta industrial, são colhidas e plantados todo dia 50 mil pés de eucalipto. A reestruturação é questionada pelo Sindicato dos Trabalhadores na indústria da Extração Vegetal, Carvoejamento, Reflorestamento e Similares de Minas Gerais e a federação da categoria (Ftiemg), que pedem a incorporação de todos os trabalhadores terceirizados pela Cenibra.

Tema de discussão antiga no Ministério Público do Trabalho e no próprio Tribunal Superior do Trabalho (TST), a terceirização de atividade-fim já teve condenação em pareceres da Justiça. Como outras empresas, a Cenibra contesta ação civil pública com esse teor. O presidente da federação e sindicato dos trabalhadores (Ftiemg e Sindex), José Maria Soares, pediu audiência no Ministério do Trabalho e Emprego para discutir as demissões previstas pela Cenibra e recorreu ao Ministério Público do Trabalho. “A terceirização foi considerada ilegal e não temos garantias das contratações dos trabalhadores”, disse o sindicalista.

Segundo Paulo Brant, a reestruturação na área florestal envolvendo a mecanização da colheita e a chamada primarização (a desterceirização) de parte da mão de obra mais qualificada é vital para que a Cenibra melhore os indicadores de produtividade e eficiência de gestão de custos. “A meta é que a Cenibra seja a empresa com menor custo de produção no país, garantindo boa posição no ranking mundial. Há ganhos ambientais e sociais da reestruturação, que, se tiver sucesso, torna viável o projeto de uma nova fábrica (a companhia anunciou há cerca de um ano ter retomado estudos para a duplicação da fábrica)”, afirma.

A procuradora do Trabalho em Minas Adriana Augusta de Moura Souza fez uma proposta de conciliação, em audiência realizada em outubro do ano passado, para que a multa já imposta em primeira instância à Cenibra, por dano moral coletivo, seja revertida para minimizar o impacto das dispensas. De acordo com o presidente da companhia, os contratos com os prestadores de serviços serão rescindidos paulatinamente e de forma negociada. Nas atividades de silvicultura, são em torno de 2,5 mil terceirizados que passarão ao quadro de pessoal da Cenibra. A mudança na colheita deve se estender até o meio do ano, quando será a vez da incorporação dos trabalhadores da silvicultura. Nas estimativas da Cenibra, o custo com a madeira, que representa dois terços da produção da celulose, cairá de 8% a 10%.



Fonte: EM



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