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08/11/2012

Ministra cobra de países recurso por combate ao desmatamento

Expectativa é inserir a pauta na 18ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP18)que será realizado no fim deste mês no Catar

Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, diz que países não estão compensando as ações brasileiras de redução do desmatamento e de diminuição nas emissões de gases estufa. "O Brasil está fazendo muito sem ter o retorno que poderia ter. O Fundo da Amazônia só tem doação, até hoje, da Noruega, da Alemanha e da Petrobras, uma empresa brasileira que aloca recursos na Amazônia. Cadê os outros doadores?"

A expectativa é a de que a destinação de recursos a iniciativas contra desmatamento e de redução de emissões volte a ser discutida na 18ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP18). O evento, que será realizado no fim deste mês no Catar, vai decidir sobre uma segunda etapa para o Protocolo de Quioto.

"O Brasil trabalha enquanto os ricos países desenvolvidos emitem? Isso vai aparecer no debate sobre a segunda rodada de compromissos do Protocolo de Quioto, mas vai ser definido de 2013 a 2015", explica, referindo-se ao período que vai anteceder o novo Acordo sobre Mudanças do Clima.

"O Brasil trabalha enquanto os ricos países desenvolvidos emitem?"
Izabella Teixeira, cobrando da comunidade internacional atenção ao cumprimento das políticas de Redd+

Para Izabella, o Fundo da Amazônia é o único mecanismo de Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação (Redd) em prática que o governo reconhece. O fundo foi criado em 2008 para captar doações para investimentos em prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e para a conservação e o uso sustentável de florestas.

"O que adianta eu implantar mecanismos que, muitas vezes, depois, não são reconhecidos internacionalmente. Lembro que a conta tem de ser paga pelos países desenvolvidos que não estão reduzindo suas emissões na magnitude que deveriam", afirma, destacando poucas ações positivas como metas definidas por países da União Europeia e de alguns Estados norte-americanos.

Para o governo, ainda que o Brasil defina compromissos internamente, muitos precisam ter regulamentação internacional como no caso do Redd. O mecanismo, que tem sido o centro das polêmicas nas discussões sobre clima, funcionaria como uma compensação financeira para os países em desenvolvimento ou para comunidades desses países, pela preservação de suas florestas.*



Fonte: Painel Florestal



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Comentário(s) (4)


EBECkadFLAua disse:

30/11/2012 às 15:33

Just do me a favor and keep writnig such trenchant analyses, OK?

julio bh disse:

14/11/2012 às 10:18

Sr Charles, a discussão na COP18 deveria ser o porque os países as potências mundiais não adotam um código florestal. Porque lá não existe APP e Reserva Legal, enquanto aqui temos.
No novo código não foi eliminada APP, acho que o Sr não leu o código.
Outra questão é o tamanho de APP que não deve ter o mesmo tamanho em todo País pois deve considerar aspectos fisiográficos e de bioma.
Preservar é importante mas temos que ter equilíbrio. As gerações futuras tem direito mas a atual também tem direito de utilizar os recursos naturais, sempre com equilíbrio.

julio bh disse:

14/11/2012 às 10:07

SÓ AGORA ELA ESTÁ PERCEBENDO QUE FOI ENGANADA??? AS ONGS FAZEM BARULHO E ENGANAM A POPULAÇÃO DESAVISADA. A DONA MARINA ECOCHIITA SILVA TAMBÉM TEM CULPA. ENQUANTO ISTO VAMOS PERDENDO ESPAÇO PARA PRODUTOS ESTRANGEIROS. GOVERNO INCOMPETENTE.

Charles disse:

12/11/2012 às 16:46

A Ministra está criando uma cortina de fumaça para tentar ocultar o enorme impacto que o novo código florestal terá na aceleração e na ampliação do desmatamento em todo o Brasil. Este sim será o debate central da COP18 e a Ministra terá muito que explicar...

A eliminação das APPs ao longo dos divisores d'água simplesmente suprimiu mais de 50% do total das áreas de preservação permanente do Brasil. Esta perda é muito maior que aquelas resultantes da redução da largura das faixas de proteção ciliar. Estas últimas foram, nada mais nada menos, que boi de piranha. Como sempre no nosso Brasil, seguraram o rato e deixaram o elefante passar.

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