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07/11/2012

Plantadora florestal - O desenvolvimento de uma plantadora florestal

Atualmente, a grande maioria das empresas florestais nacionais adota sistemas mecanizados de preparo de solo, de colheita e baldeio e, para tanto, utilizam-se de equipamentos de última geração, visando à redução dos custos de produção e ao aumento da produtividade, com um lucro final maior.

Saulo Philipe Guerra e Kléber Lanças - Professores de Máquinas e Mecanização Agrícola da FCA/UNESP

Por outro lado, essas mesmas empresas não utilizam sistemas mecanizados de plantio, quando muito, vêm experimentando sistemas semimecanizados, ou seja, um trator tracionando uma plantadora, com dois operadores, um no trator e outro no equipamento. Mesmo assim, esses sistemas carecem de aperfeiçoamentos e melhorias, tanto construtivas como operacionais, e de treinamento da mão de obra envolvida. 

Dessa forma, os custos da operação de plantio não estão sendo reduzidos, pois, além de não ser eficiente, depende muito de pessoas, o que, nos dias de hoje, é um empecilho para que empresas e investidores vejam essa atividade com bons olhos. Diversas outras atividades agrícolas apresentam uma dependência pequena de mão de obra e são totalmente mecanizadas, tais como as culturas da cana-de-açúcar, soja, milho e outros.

O plantio manual apresenta, além do alto custo por hectare plantado e a dependência de pessoal, qualidade muito baixa, pela falta de homogeneidade e padrão das plantas, o que aumenta os inconvenientes da falta de mecanização dessa operação. 

Nos países escandinavos, o plantio mecanizado teve início na década de 1960, com o desenvolvimento de inúmeros protótipos e, posteriormente, máquinas robustas e sofisticadas que podem ser de arrasto, instaladas em forwarders, harwarders, e, mais recentemente, surgiram os cabeçotes plantadores adaptados em máquinas bases de escavadoras. 

Acompanhando essa tendência mundial, um grupo de empresas florestais buscou a Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, e, juntos, consolidaram uma parceria inédita com um fabricante de equipamentos florestais, um fabricante de escavadoras e empresas de suporte, com sistemas de georreferenciamento, para projetarem uma plantadora de eucalipto e pinus no Brasil. 

Esse projeto envolve o desenvolvimento e a adaptação de um cabeçote para o plantio de mudas de espécies florestais em uma máquina base. O cabeçote foi adquirido junto ao grupo Bracke Forest, empresa sueca especializada na fabricação de equipamentos e acessórios para preparo de solo, plantio e colheita florestal. 

A John Deere forneceu a máquina base, ou seja, uma escavadora, a equipe de engenharia para projetar as modificações e as adaptações no novo conjunto de plantio e o suporte e o treinamento ao longo dos ensaios do novo equipamento. 

A Arvus se encarregou de realizar, durante a execução das atividades, o monitoramento da operação de plantio e o georreferenciamento de algumas feições de interesse, como fluxos e vazões de fertilizantes, água de irrigação e gel.

O equipamento idealizado poderá realizar o preparo de solo através da mobilização da área antes do plantio, independente do tipo de solo, da presença de pedras ou de resíduos agrícolas e florestais. Pode também, de forma oposta, não realizar a mobilização do solo, mantendo os sistemas antigos de preparos, adubação e irrigação existentes nas empresas para o plantio manual, tais como a subsolagem na linha de plantio.

Independentemente da opção ou do sistema adotado por qualquer empresa parceira no projeto, o equipamento está sendo projetado e construído para realizar o plantio de mudas de eucalipto, pinus e espécies nativas e, ao mesmo tempo, executar a irrigação com água ou água e gel e, ainda, a adubação em coveta lateral de cada muda plantada.

Mesmo após muitos anos de pesquisa e desenvolvimento de equipamentos para plantios mecanizados ou semimecanizados ao redor do mundo, observa-se que as questões de logística envolvidas numa operação de plantio, ou seja, a movimentação de mudas, sistemas de abastecimento/reabastecimento de fertilizantes e a irrigação, ainda não estão bem definidas. 

Os modelos adotados nos plantios manuais nem sempre são os mais racionais e, provavelmente, não poderão ser convertidos, nem mesmo parcialmente, durante a migração para sistemas mecanizados. Os cabeçotes de plantio e os equipamentos de suprimento da plantadora necessitam de adaptações para as condições nacionais de topografia, tipo de solo e espécie florestal a ser plantada. 

Espera-se que, ao término desse projeto, o produto final tenha a habilidade de realizar múltiplas operações em um único equipamento, com custos compatíveis com a introdução de um novo conceito nessa operação florestal. Além disso, essa redução de custo vem ao encontro do aumento do interesse de adoção dos Sistemas Florestais de Curta Rotação (SFCR) para fins energéticos, ou seja, a biomassa.


Fonte: http://www.revistaopinioes.com.br/cp/materia.php?id=863



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