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01/11/2012

Crise do excesso de créditos no mercado de carbono europeu persiste

Ministros do Meio Ambiente da União Europeia não conseguiram chegar a um acordo para lidar com a oferta crescente de créditos no EU ETS, o que pode afetar inclusive as negociações na próxima conferência do clima das Nações Unidas

 

Na última semana, a reunião do Conselho de Ministros do Meio Ambiente da União Europeia mais uma vez terminou com pouco progresso em relação às decisões sobre o que fazer para reduzir o excesso de oferta dos créditos de carbono no mercado europeu.

O Conselho do Meio Ambiente se reuniu para tentar tomar uma posição comum sobre as unidades de carbono comercializáveis do Protocolo de Quioto (AAUs), conhecidas depreciativamente como créditos de ‘ar quente’, antes da conferência do clima da ONU em Doha, no Catar, no final de novembro.

Mas os países membros não conseguiram chegar a um acordo quanto ao que fazer com tais créditos. Nações como Alemanha, Dinamarca, França e Reino Unido argumentam que o excesso de permissões deve ser eliminado não apenas para garantir a integridade da UE e uma ambição climática, mas para criar uma base de ação para todos os países, incluindo os em desenvolvimento.

Já outras nações, lideradas pela Polônia, se opõem à retirada do excesso de créditos, alegando que isso prejudicará seu lugar no mercado e que pode ter consequências negativas também em suas economias.

E desta vez o impasse não terminou diferentemente. A Polônia mais uma vez liderou a oposição a tentativas mais ambiciosas de diminuir a poluição atmosférica, e embora a discussão tenha se mantido em um âmbito essencialmente técnico, teve implicações nos esforços para mitigar as mudanças climáticas.

“Não ter limite é aceitável, se é para o uso ou venda de AAUs. A presidência sabe muito bem o que é aceitável para os estados membros: outra fórmula é necessária”, afirmou Marcin Korolec, ministro polonês.

Por causa da oposição da Polônia e de outros sete países do leste europeu (Bulgária, Eslováquia, Hungria, Letônia, Lituânia, República Tcheca e Romênia), os ministros do meio ambiente tiveram que abandonar provisoriamente os planos para limitar o excesso de permissões.

Segundo especialistas do mercado, a falta de um acordo na UE diminui as possibilidades de um pacto em Doha para o segundo período de compromisso de Quioto, o que pode acarretar em um grande prejuízo para as metas climáticas internacionais. “Não mudamos nada. A falta de acordo pode ameaçar um segundo período de compromisso”, comentou um membro da EU em condição de anonimato. 

“O fato de que não houve um acordo dentro do bloco da UE só torna as expectativas para a conferência de Doha sobre a transição de AAUs muito baixa. A UE terá mais dificuldade em fazer com que outros países apoiem sua posição em Doha, então a probabilidade de um resultado para esse item da agenda seria menor”, acrescentou Jeff Swartz, diretor de políticas da Associação de Comércio Internacional de Emissões.

“Não estamos mais longe do que há um ano e o tempo está acabando. O primeiro período de compromisso de Quioto expira em 62 dias e a necessidade de novos compromissos com real integridade ambiental é agora absolutamente vital. O conselho de ministros deve considerar usar as regras do tratado [de Quioto] para assegurar o resultado certo”, completou Mark Johnston, assessor de políticas do WWF.

Mas a Polônia defende que ainda é possível chegar a um acordo satisfatório em Doha e que os países do leste europeu defendem um caminho em direção a uma política climática racional e rentável.

“Conseguimos atingir dois objetivos. Adotamos um mandato aberto para negociações em Doha, que leva em conta a posição polonesa e nosso direito de preservar e dispor das emissões sob o Protocolo de Quioto”, observou Korolec.

O Chipre, que agora detém a presidência rotativa da UE, declarou que o debate sobre as AAUs ainda continuará. “Tentaremos obter um acordo em Doha. Esse é a ordem que o conselho [de ministros do meio ambiente] deu tanto à presidência quanto à UE”, concluiu Sofoclis Aletraris, ministro da agricultura, recursos naturais e meio ambiente do Chipre.


Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias/noticia=732263



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