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23/09/2012

Brasil pode estar a um passo do etanol celulósico

Equilíbrio nos custos de produção é o último entrave para que o produto entre definitivamente no mercado nacional

O etanol celulósico - ou etanol de segunda geração - pode, em menos de duas safras, chegar ao mercado nacional com força (e efeito). A afirmação é do diretor do Centro de Tecnologia Canavieira, Luiz Antonio Dias Paes. Segundo Paes, o Brasil já tem tecnologia de ponta para gerar o produto e, com a inserção do etanol celulósico no mercado, a oferta de etanol dobraria. Ele afirma, porém, que o setor ainda precisa encontrar um meio de baratear o custo de produção do produto para viabilizá-lo.

"Há tecnologia no país, estamos prontos para iniciar a produção, o que falta é reduzir o custo", diz ele, citando que hoje, o custo de produção do etanol celulósico ainda é 50% mais caro que o custo de produção do etanol de primeira geração. "Quando encontrarmos esta saída, a produção nacional de etanol dará um salto muito significante", diz.

O CTC tem uma estação experimental de produção de etanol de segunda geração, e tem parcerias com empresas como a Novozymes, por exemplo, empresa dinamarquesa que cria enzimas responsáveis por transformar a palha e obagaço em álcool. "O processo de produção do etanol celulósico é o mesmo. A única diferença é que, no processo de hidrólise as enzimas quebram a lignina, a celulose, e permitem que haja a fermentação, transformando o produto em etanol.” 

Avançado

O mercado aguardava notícias do etanol celulósico só a partir da safra 2015/2016, mas o avanço das pesquisas acerca do produto anteciparam a sua chegada. "É possível que em duas safras já tenhamos o produto em escala comercial, pequena, mas real", explica Paes.

Pedro Luiz Fernandes, presidente da Novozymes para a América Latina, afirma que hoje já é possível fabricar o produto ao custo de R$ 1,25 por litro. O executivo explica que a crise do etanol, registrada nas últimas duas safras, foi um fator determinante para que a indústria química acelerasse suas pesquisas sobre enzimas para este fim. As da Novozymes, estão na terceira geração.

“A produção de etanol avançado aconteceria de qualquer forma, só não imaginávamos que fosse tão rápido. Não há como a indústria brasileira sucroenergética não seguir esta tendência”, diz ele. Fernandes diz que a empresa já tem, em laboratório, a quarta geração da família destas enzimas, o que indica que logo elas também sejam inseridas no mercado brasileiro com menor custo de produção para o etanol. “Nosso objetivo é equiparar todos os custos”, diz ele. Fabricar um litro de etanol de cana de primeira geração custa em média US$ 0,57 e de milho, US$ 0,50, algo em torno de R$ 1, 10 e R$ 1, respectivamente. 

Interesse estatal

De acordo com o gerente de gestão tecnológica da Petrobras Biocombustível, João Norberto Noschang Neto, a estatal também está interessada no segmento, que poderia aumentar a oferta de etanol em 40%. “Sem plantar um pé de cana a mais”, lembra. Segundo o executivo, a estatal planeja investir US$ 300 milhões em novas tecnologias para etanol até 2015. “É uma investida sem volta, uma forma sustentável de produzir biocombustível a partir daquilo que já foi produzido uma vez”. A Petrobras Biocombustível também tem uma usina experimental.


Fonte: revista globo rural



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Comentário(s) (5)


BCRtgvxR disse:

30/11/2012 às 08:51

Eu creio que devemos ter um espedrito credtico a riepesto da propalada feiura da Marina Silva. Qualquer pessoa, por menos atrativos este9ticos que possua se torna bonita se transmitir algo que nos inspire. E o que acontece com a Marina, e9 que ela e9 feia por que e9 feia por dentro. Caso contre1rio nf3s veredamos uma pessoa sofrida e encarquilhada pelas condie7f5es adversas do meio em que foi criada, mas com a serenidasde de quem enfrenta as dificuldades da vida com galhardia, e bondade. Para pegar um sf3 exemplo, vejamos a saudosa Madre Teresa de Calcute1. Alguem ao ver sua expresse3o e saber de sua obra, a trataria como feia? Ne3o gostaredamos de em algum momento de nossas vidas ter por perto tal pessoa para somente com sua luz nos oferecer uma esperane7a quanto e0 pessoa humana e o futuro? Ela era a imagem daquelas tias, avf3s e pessoas queridas que sempre surgem em nossa memf3ria acompanhadas de sorrisos e saudades. Je1 a Marina e9 feia por que e9 feia por dentro. Ne3o cabe nenhum preconceito, nenhum julgamento este9tico, sf3 a constatae7e3o de sua fealdade interior e a cabal manifestae7e3o desta fealdade com sua expresse3o, sua atitude arrogante e seu discurso entreguista enviezado e enganador. Fico com pena dos que votaram nela (Marina Silva), e ao mesmo tempo me regozijo quando alguem vem a pfablico lamentar por esta escolha no passado. Errar e9 humano, e sempre podemos mudar para melhor. Quanto e0 Senadora Katia Abreu, Junto com Jose9 Serra ainda se3o as melhores escolhas para depositarmos nossos votos. Para qualquer cargo, de Presidente do brasil ate9 Sedndico do edifedcio.

José Geraldo Rvelli disse:

26/09/2012 às 00:27

Prezados Senhores
A Notícia é muito boa e mostra como o Brasil tem avançado.
Desejo saber, a exemplo de outros, a quantas anda as pesquisas para a produção de etanol celulósico de madeira?
Houve no passado uma frustada tentativa com tecnologia russa, conforme disse o carlos Lima.

Fernando Resende disse:

25/09/2012 às 09:32

Alguem tem informações sobre a produção do alcool celulosico a partir do eucalipto? Agradeço a prestimosa atenção.

CARLOS Roberto de LIMA disse:

24/09/2012 às 12:33

VIVAS AO PLANEJAMENTO ENERGÉTICO BRASILEIRO!!! Que nos fins da Década de 70 e início de 80 investiu milhões de dollares na "COALBRA", para em seguida, em função de "baixas" nos preços do petróleo no mercado internacional, simplesmente a "fecharem"!!! Mais um dos nossos "Clássicos ERROS" no que diz respeito ao Planejamento Energético, simplesmente PERDEMOS 30 ANOS de desenvolvimento nesta temática: "Produção de Alcool de Madeira"!!!

Como diria o BORIS CASOY: "ISTO É UMA VERGONHA"!!!

Joao disse:

23/09/2012 às 19:29

Interessante, mas afinal qual e a materia prima utilizada e cana tambem ou e eucalipto, acacia ou alguma outra arvore?

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