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21/09/2012

Assessor aponta oportunidade para silvicultura na mitigação de mudanças climáticas

Compromisso assumido na COP-15 pode ser oportunidade para setor florestal voltado à siderurgia, diz assessor do governo

Floresta plantada de Eucalipto no Espírito Santos. (André Koehne/Wikimedia Commons)

Uma oportunidade para a silvicultura pode estar presente num grande desafio para a siderurgia nacional.  Até 2020, o setor siderúrgico deverá reduzir emissões da ordem de 8 a 10 milhões de toneladas de gás carbônico Segundo o assessor técnico do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), João Pignataro Pereira, a floresta plantada será a forma mais viável e efetiva para reduzir emissões de CO2.

O compromisso de mitigação do gás causador de efeito estufa foi assumido pelo governo brasileiro na Conferência sobre Mudanças Climáticas, a COP-15, em Copenhague, Dinamarca, em 2009.

“O verdadeiro desafio do setor florestal brasileiro voltado para a siderurgia é produzir carvão vegetal com alto rendimento e florestas plantadas com eficiência”, disse Pereira no 4º Congresso Florestal Paranaense, na última quinta-feira.

A siderurgia a carvão vegetal é uma peculiaridade da indústria siderúrgica nacional. Os alto fornos a carvão vegetal representam apenas 1 % a produção mundial de ferro-gusa e 25 a 30 % da produção brasileira, segundo a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM).

O carvão vegetal é feito a partir da queima da madeira, ou pirólise, o que permite concentrar o elemento carbono por massa de carvão. A combinação entre minério de ferro e carvão, em processo de alta temperatura, gera o ferro-gusa. Este, por sua vez, é o principal componente do aço.

O assessor apontou a necessidade de melhorar a eficiência de produção de carvão. Há tecnologias avançadas no Brasil, mas ao mesmo tempo, tecnologia rudimentar para produção do carvão, tal como os chamados fornos ‘rabo-quente’.

Desmatamento ligado à produção de carvão

O Fórum da Siderurgia do MDIC aponta a necessidade de gradualmente substituir o carvão vegetal proveniente de florestas nativas pelo carvão de florestas plantadas, até 2020, exceto nas áreas em que a floresta nativa é suprimida legalmente para esse fim.

A floresta nativa sofre a pressão devido ao aumento da demanda de carvão vegetal para siderurgia. Este é um dos fatores causadores de desmatamento e consequente aumento das emissões de gases de efeito estufa.

Estima-se que no ano de 2005 foram desmatados ilegalmente, para produção de carvão para siderurgia, 245 mil hectares de floresta nativa e emitidas 72 milhões de toneladas de CO2 à atmosfera, segundoestudo científico  publicado na Revista Brasileira de Energia.


Fonte: epochtimes



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