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04/09/2012

Avaliação técnica, econômica e ambiental de Harvester.

Tese de Doutorado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV pela Engenheira Florestal Elizabeth, avaliou técnica, econômica e ambientalmente dois modelos de Harvester na colheita florestal.

Foto:John Deere Forestry Brasil
A crescente demanda mundial por madeira, juntamente com os aspectos edafoclimáticos favoráveis contribuem para que o Brasil tenha papel de destaque no cenário mundial, o que proporciona ao País poder de influência nas decisões relacionadas ao setor florestal.
              A colheita representa a operação final de um ciclo de produção florestal, na qual são obtidos os produtos de maior valor agregado, constituindo um dos fatores que determinam a rentabilidade florestal, sendo considerada uma atividade extremamente relevante. Além disso, trata-se de uma atividade altamente complexa, que é influenciada por diversos fatores que interferem diretamente na forma de execução das operações. Em função disso, o presente estudo teve o objetivo de realizar a avaliação de dois modelos de harvester, na colheita de madeira de eucalipto, no que se refere aos aspectos técnicos, de custos e ambientais.
              A pesquisa avaliou a operação do corte de floresta de eucalipto, compreendendo as atividades de derrubada e processamento da árvore, com idade de 6 anos, no sistema de toras curtas, com traçamento em toras de 6 m de comprimento, utilizando-se dois modelos de harvester, considerando-se as características relacionadas ao tipo da floresta; custos; eficiência; operacionalidade e aspectos ambientais, em áreas localizadas ao norte do Estado do Espírito Santo e ao sul da Bahia, especificamente, nos municípios de Conceição da Barra – ES e Caravelas – BA.
              Avaliou-se dois modelos de harvester, PC-228 SHO e PC-200 LC, da Komatsu, com configuração florestal, sobre esteiras, equipadas com motor Tier III. As informações referentes às características avaliadas do corte florestal mecanizado foram coletadas durante um período de 6 meses, que compreende os meses de março a agosto de 2010.
              Para a avaliação técnica e econômica, o método de amostragem utilizada foi o censo (amostragem 100%) para o período avaliado (março a agosto de 2010). Na avaliação técnica determinou-se: produtividade, disponibilidade mecânica, grau de utilização, eficiência operacional e realização do estudo de tempos e movimentos. Na avaliação de custos, calculou-se os custos operacionais dos dois modelos de harvester, pelo método contábil, o qual utiliza valores estimados em reais. Realizou-se ainda a análise de sensibilidade de custos para os elementos que mais contribuem com o custo final. Já a avaliação ambiental ocorreu de forma única para os dois modelos de harvesters com a utilização do método de matriz quali-quantitativa dos impactos ambientais. A avaliação dos impactos abrangeu os meios físico, biótico e antrópico, utilizando a descrição dos impactos ambientais importantes e considerando-se a legislação brasileira vigente. Durante a avaliação técnica observou-se que a produtividade média no período de estudo foi de 18,57 m³/hora para a PC 200, e para a PC 228 19,88 m³/hora. A maior disponibilidade mecânica foi observada na PC 200, com média de 91,09 %, enquanto a média da PC 228 observada foi de 80,47% e a eficiência operacional da PC 200 mostrou-se consideravelmente superior a PC 228. Durante o estudo de tempos e movimentos observou-se que o tempo médio para processamento foi de 10,41 segundos por árvore para a PC 200 e 14,90 segundos para a PC 228. Comparando-se os dois modelos observou-se que a PC 200 mostrou-se superior à PC 228 em todos os parâmetros, a exceção da produtividade (m³/hora). Na avaliação econômica obteve-se o custo operacional para os modelos PC 200 e PC 228 de R$ 156,95 e R$ 168,84 por hora efetiva, respectivamente. Em relação dos custos operacionais totais, os custos mais significativos foram: combustível, manutenção e reparos e depreciação, com 4,41 %, 22,39 % e 19,08 %, respectivamente. Na análise de sensibilidade, simulando uma situação em que a empresa consiga uma economia real de 10% em cada um desses itens, a mesma poderá obter uma redução no custo de produção em 7 %, para as duas máquinas avaliadas. Em relação aos impactos ambientais, identificaram-se 14 impactos ambientais, sendo observados um maior número de impactos negativos (11) ao ambiente do que positivos (3). Os três compartimentos ambientais apresentaram resultado semelhante para o número de impactos relacionados. Foram 5 no meio físico, 5 no meio biótico e 4 no meio antrópico.
              Técnico-economicamente conclui-se que a PC 200 possui vantagens significativas em relação à PC 228, para realização do trabalho florestal. Ambientalmente, conclui-se que o corte florestal com harvester é impactante para todos os meios considerados: físico, biótico e antrópico.
 
 
Orientação e Banca
Professor Orientador: Carlos Cardoso Machado
Professor Co-orientador: Elias Silva
Banca: Laércio Antônio Gonçalves Jacovine, Nilton César Fiedler, Haroldo Carlos Fernandes.
 
Para acesso à dissertação completa, acessar o link: http://alexandria.cpd.ufv.br:8000/teses/ciencia%20florestal/2011/238092f.pdf




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Comentário(s) (1)


luiz carlos pinheiro onçalves disse:

25/06/2014 às 09:30

bom dia gostaria de eceber exemplares das maquinas florestais.

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