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27/06/2012

Cenibra prevê crescimento de até 15%

Expectativa se deve à valorização do dólar ante o real e o aumento do preço da commodity

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A valorização do dólar frente ao real, aliada ao incremento dos preços da celulose no mercado internacional, deverá provocar um crescimento entre 10% e 15% na receita (em reais) da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) em 2012, na comparação com o ano passado, conforme o presidente da empresa, Paulo Eduardo Rocha Brant. Em 2011, a companhia, com planta em Belo Oriente (Vale do Rio Doce), registrou retração de 13,4% no resultado em relação ao exercício anterior.

"Cerca de 95% da receita da Cenibra é em dólar e os nossos custos em reais. Por isso, os efeitos da variação cambial são positivos", diz. A moeda norte-americana, que até o início deste ano estava cotada em aproximadamente R$ 1,80, ultrapassou a barreira dos R$ 2,00, beneficiando as empresas exportadoras.

Na opinião de Brant, se for levada em consideração a variação da inflação nos últimos anos, o patamar ideal seria entre R$ 2,30 e R$ 2,40. "Mas acima dos R$ 2,00 já é um bom nível", afirma.

Além disso, a indústria registrou melhora nos preços da celulose no mercado internacional. Na Europa, por exemplo, a tonelada da commodity é negociada por aproximadamente US$ 760. No final do ano passado, a mesma quantidade era comercializada por US$ 700.

Apesar das perspectivas positivas, Brant lembra que os resultados dependerão do desempenho da variação cambial e dos preços internacionais da celulose. "Se este patamar for mantido, deveremos registrar crescimento entre 10% e 15% na receita", diz.

Em volume produzido, segundo ele, os resultados deverão ficar próximos aos verificados no ano passado. "A companhia está operando perto da capacidade instalada", afirma o executivo. Dessa forma, o crescimento na produção deverá ser em índices poucos significativos.



Exportações - A Cenibra é a 9ª maior exportadora de Minas Gerais, respondendo por 1,8% das vendas externas. Entre janeiro e maio, os embarques da companhia movimentaram US$ 243,047 milhões, contra R$ 296,607 milhões nos cinco primeiros meses de 2011, queda de 18,06%, conforme informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Brant explica que essa redução foi causada por um atraso no embarque de uma venda realizada pela companhia. 

Segundo ele, os impactos positivos com a alta do dólar já são sentidos pela produtora de celulose.O principal mercado da empresa é a Europa, que responde por cerca de 40% das exportações, seguida por Japão e China, ambos com 20%, e Estados Unidos e Canadá, com 10%. As vendas internas da Cenibra consomem aproximadamente 10% da produção.

Em 2012, os investimentos deverão ficar nos mesmos patamares verificados nos últimos anos, aproximadamente US$ 100 milhões. As inversões serão feitas basicamente para a modernização das operações, uma vez que a ampliação da produção não está nos planos da indústria para o atual exercício.

Além disso, conforme já informado, a companhia estuda mudar o seu sistema logístico de transporte de madeira em suas operações na região do Vale do Rio Doce. A ideia é usar "cavacodutos" para transportar o insumo já fragmentado das áreas de plantio, colheita e corte até as linhas de produção. O projeto é inédito no Brasil e demandaria grandes investimentos.


Fonte: Diário do Comércio



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