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06/06/2012

Izabella Teixeira diz que não teme repercussão contra o Código Florestal na Rio+20

"Acho que as pessoas deveriam se instruir e conhecer melhor o Brasil", justifica a ministra do Meio Ambiente, que afirma que a ciência é fundamental para evitar os "achismos" no caminho do desenvolvimento sustentável.

"Eu não temo isso e acho que as pessoas deveriam se instruir e conhecer melhor o Brasil". Essa foi a resposta da ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira a respeito de uma possível repercussão negativa a respeito do Código Florestal durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. "Não houve nenhuma redução de APP [área de preservação permanente], não houve redução de Reserva Legal. Me diga qual é o país no mundo que tem em propriedade privada APP e Reserva Legal de até 80%?", indagou.

 

A Medida Provisória 571/2012, enviada ao Congresso Nacional pela presidente Dilma Rousseff para resolver problemas deixados pelos vetos ao texto do novo Código Florestal, bateu recorde de recebimento de emendas. A Secretaria de Comissões Mistas do Senado registrou mais de 600 sugestões de mudanças no texto. A partir de agora, o relator do texto, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), terá que dizer em seu parecer quais delas irá incorporar ao texto e quais rejeitará. Os trabalhos da comissão mista que irá analisar a matéria começaram ontem (5), com uma reunião de instalação. A medida começa a trancar a pauta da Câmara dos Deputados no dia 28 deste mês.

 

Importância da Ciência - A ministra participou nesta segunda-feira (4) da inauguração do Instituto Global para Tecnologias Verdes e Emprego na da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), lançado com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

 

"Estamos na Coppe inaugurando um instituto em parceria com as Nações Unidas sobre economia verde, geração de empregos e desenvolvimento de tecnologia. A ciência é importante para que tenhamos decisões mais sólidas e robustas sobre o desenvolvimento. Para evitarmos 'achismos', temos que conhecer a natureza e a ciência é fundamental para isso e também para traduzir essa informação para o dia a dia do cidadão", argumenta.

 

Fortalecer o Pnuma - Voltando à Rio+20, Izabella ressalta que mesmo tratando de temas globais, a conferência pode influenciar cada indivíduo, que deve "fazer sua parte" em casa. "Vamos mostrar um caminho novo, as alternativas, as perspectivas e como os países poderão avançar nessa agenda. Daí a importância da Coppe da UFRJ ter uma estrutura como essa dialogando com os principais institutos de pesquisa do mundo sobre tecnologia, geração de emprego e economia verde", completa.

 

A geração de empregos voltados para energia renovável inclui trabalhos em novos modos de produção, voltados para o consumo e agricultura sustentáveis, conforme exemplifica a ministra. "É possível produzir mais sem desmatar, protegendo meio ambiente, usando novas tecnologias de plantio direto, por exemplo". Além disso, Izabella ressalta que a atual crise econômica é um momento propício para "mudar comportamentos". "Não é perpetuando modelos não sustentáveis que a gente vai conseguir resolver a médio prazo a situação de crise do planeta", destaca.

 

A respeito da polêmica em relação à transformação do Pnuma em uma agência (posição defendida por europeus e questionada pelo Brasil), Izabella afirma que o único consenso entre os países envolvidos é de que é preciso "fortalecer o programa". "Todos concordam que ele precisa ter membros de todos os países que não tem hoje e precisa ter contribuições compulsórias, pois menos de 20 países contribuem hoje. Também precisamos evoluir sobre qual é o melhor modelo para debater a questão ambiental nas Nações Unidas", enumera.

 

A ministra lembra que outros programas e agências da ONU como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Unesco e a FAO têm sua própria agenda ambiental e que "há várias ações dentro da ONU" para a questão da preservação do meio ambiente. "O processo não é tão simples e a proposta de uma agência não está sendo identificada como a única saída [para o Pnuma]", conclui.


Fonte: jornaldaciencia.org.br



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