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21/05/2012

Estado reativa Câmara Setorial para borracha

A Câmara Setorial da Borracha Natural do Estado de São Paulo vai ser reativada no dia 23 deste mês.

Percy Putz defende mudanças na formação dos preços no Brasil. (Sergio Menezes /Arquivo)
A informação é do secretário geral de Câmaras Setoriais da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Nelson Staudt, que também informou que o novo presidente será Percy Putz, presidente fundador da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor). O órgão terá integrantes da câmara setorial federal da borracha. 

Putz disse que uma das metas da Câmara será a implantação do Fundo de Desenvolvimento da Borracha (Fundebor), com proposta de que recursos provenientes da importação da matéria prima sejam utilizados em pesquisa. A Câmara Setorial da Borracha paulista existe desde 1997 e vai ser reativada com a primeira reunião marcada para às 9 horas do dia 23 no Instituto de Economia Agrícola (IEA). 

Putz afirmou que a Câmara vai contar com representantes de produtores de coágulo e produtores de látex, usineiros que processam GEB1, usineiros que processam látex, viveiristas, indústria consumidora de látex, indústria de artefatos e pneumáticas. 

O fórum de discussão deve tratar de problemas de seringais, logísticos, estimular e reivindicar pesquisa, remuneração e custos. “Na Índia, Filipinas e Camboja, só para citar três novos produtores de borracha, a mão de obra sai (e é por isso que estão se destacando) a US$ 60 por mês, o que não tem comparação com o nosso custo com mão de obra. Além disso, o preço da terra nesses países é muito inferior ao preço da terra aqui.” 

Por esses e outros motivos, o presidente a ser empossado disse acreditar que a remuneração da matéria-prima no Brasil não deve ser orientada pela Bolsa de Singapura - que dita o preço no mercado mundial - e sim pela realidade brasileira de forma a remunerar adequadamente a cadeia produtiva da borracha natural. “As pneumáticas pagam pelo preço da Bolsa de Singapura.” 

Ele afirmou que as pessoas devem saber que o custo de produção não se restringe ao da extração e destacou que o preço deve ser calculado incluindo custos de implantação e manutenção do seringal, gastos com coleta e custo oportunidade até que as seringueiras possam ser sangradas. “E o custo do dinheiro no Brasil, que é um verdadeiro absurdo.” 

Putz também destacou que apesar dos seringais entrarem em produção aos sete anos, somente ao dez anos de idade o volume produzido assegurara remuneração adequada. “No primeiro ano de sangria não paga a mão-de-obra. Somente a partir do terceiro ano atinge volume que permite os ganhos que estão sendo vistos”. 

Sobre a criação do Fundebor, Putz afirmou que o País importou o equivalente a R$ 1 bilhão em 2011 e que produtores e usinas não devem ser mais sobrecarregados ou pagar para ter a produção de matéria prima ampliada. Por último, Putz destacou que a nova diretoria da Apabor é caracterizada por uma maior participação de produtores rurais. “Deve ser uma associação de produtores e não de usineiros. Acho que estamos com uma representação bastante forte.” 

Cargo permaneceu vago desde agosto de 2011 

A Câmara Setorial de Borracha Natural permaneceu dois anos desativada. O presidente anterior da câmara foi o engenheiro agrônomo Jayme Vazquez Cortez, falecido dia 15 de agosto de 2011. O secretário geral da Câmaras Setoriais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Nelson Staudt, explicou que a inatividade é consequência do respeito que todo o setor tinha pelo engenheiro agrônomo Jayme Vazquez, mesmo no período em que já apresentava problemas de saúde, ninguém esteve dispostos a substituí-lo frente à Câmara. 

Staudt destacou a importância da reativação da Setorial de Borracha do Estado, lembrando que São Paulo é o maior produtor nacional e responde por 60% da produção nacional e a expectativa é que o setor volte a discutir medidas e políticas que beneficiem toda a cadeia produtiva. São Paulo conta atualmente com 29 câmaras setoriais ligadas ao setor agropecuário, sendo que 20 estão ativas. “Câmaras setoriais como a do trigo ou do arroz não têm nem como chamar reuniões”. 


Fonte: diarioweb.com.br



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Comentário(s) (1)


Pablo Eugenio Ance Pagés disse:

06/09/2012 às 12:29

Parabéns Sr. Percy Putz !

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