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18/05/2012

O pum da atriz camila pitanga e o código florestal

O Pum e o código

Alexandre Garcia (Foto: Google)
A atriz Camila Pitanga, mestre-de-cerimônia no evento carioca que deu o título de doutor honoris causa a Lula, saiu do roteiro para pedir "Veta, Dilma", o Código Florestal. Não é fácil vetar. O resultado na Câmara dos representantes do povo foi acachapante: 274 votos a 184. Foi uma derrota do governo e, se vetar, o veto pode ser derrubado numa derrota ainda maior, porque vetar o que expressou tanto a vontade da maioria vai significar um desprezo aos representantes do povo. Além disso, não indo à origem de tudo, será vã a tentativa de proteger a natureza. E a origem é o crescimento da população.

Quando nasci, o Brasil tinha 42 milhões de habitantes e a Amazônia e os rios estavam intactos. Hoje, o que era um brasileiro, virou cinco. Nos quintuplicamos. Passamos a comer cinco vezes mais, a consumir cinco vezes mais. Tivemos que produzir alimentos para comer e para exportar, para pagar os importados que consumimos. Aí, não teve jeito:
plantar mais e criar mais animais. A Embrapa e empresas agrícolas de pesquisa fazem um trabalho de aumento da produtividade, tanto que a área plantada aumentou numa proporção menor que o aumento da produção, assim como aves, gado e peixes tiveram mais tonelagem em menos espaço. Mas é o crescimento da população que suja os rios, destrói encostas, entope as cidades. Não é o Código Florestal.

Estamos às vésperas da conferência Rio+20. Na medida em que os arautos da catástrofe, como o gorducho Al Gore, vão sendo desmascarados pela verdadeira ciência, para não dar vexame vão atenuando as profecias. Em 2008, a revista Science afirmou que o derretimento das geleiras da Groenlândia iria aumentar em 2 metros o nível dos oceanos. Agora dizem que pode ser 20 centímetros. E o guru do aquecimento global, o britânico James Lovelock, acaba de declarar que exagerou no catastrofismo. Ele disse que considera estranho que a temperatura da Terra não tenha aumentado como ele previa nos livros que viraram best-sellers. E agora, Quem vai compensar o pânico gerado em países-ilhas do Pacífico? Quem mais vai ter humildade para dizer que se enganou com o apocalipse do "aquecimento global"? E o noticiário que fala em aquecimento global como se fosse uma premissa real? Na verdade, o que rege o clima da Terra, em ciclos naturais, é a estrela do nosso sistema, que não é Camila Pitanga, mas o sol.

Depois do apocalipse do CFC fazendo buraco no ozônio, agora a causa do tal efeito estufa é o metano, composto por uma molécula de carbono e quatro de hidrogênio. Estão começando a desistir de nos assustar com o carbono, porque qualquer estudante de curso médio sabe que sem carbono não há vida. A química orgânica é baseada toda no carbono - portanto plantas e animais somos dependentes do carbono. Pois o metano vem do flato, isto é, o pum. Aí volto à tese do crescimento demográfico nocivo: quanto mais gente, mais pum. Quanto mais herbívoros para produzir carne para nos alimentarmos, mais pum. Até uma bela como Camila Pitanga faz pum. Quem sabe se a grande catástrofe que acabou com os dinossauros não foi causada por eles mesmos? Já imaginaram o tamanho do pum daquele gigante herbívoro?


Fonte: Por ALEXANDRE GARCIA



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Comentário(s) (13)


Italino Borssatto disse:

04/06/2012 às 00:06

A Pitanga mais conhecedora do Código Florestal.

Eng. Agr Floriano Isolan disse:

29/05/2012 às 16:38

Grande intelectual esse conterraneo Alexandre Garcia.
Soub e até usar uma metáfora de um inexistente pum da graciosa Camila Pitanga (de lá não sai pum e sim metano inebriante) para dizer algumas verdades necessárias. Na realidade, na guerra pelo espaço na mídia os Onguistas conseguiram convencer a maioria dos alienados brasileiros que quem trabalha e produz (leia-se agricultores) são vândalos. Êles, que consomem e não refletem de onde vem os produtos da terra ( alimentos, embalagens, livros, jornais, energia, madeira , móveis, fitoterápicos, etc) são cooPTados e fazem bobagens até piores que aquela do pum.... Enoja que os Onguistas, artistas e outros "istas" a maioria filhinho de papai e empregados do Governo não se manifestem para acelerar o julgamento do "Mensalão" e muito menos para indignar-se contra a maior corrupção da história republicada havida período do Governo Lula. A maior ofensa a um brasileiro, foi aquele ex-ministro da Justiça, com pasta LUIS VITTON orientando um cafajeste como desrespeitar o Senado. Pobre Brasil.

Laércio disse:

28/05/2012 às 09:18

Vulgaridade (flatos) à parte, o tema é importantíssimo. O equilíbrio é sempre a melhor saída para qualquer problema social, pois as visões extremadas refletem sempre interesses tendenciosos. Assim como não é possível voltar ao tempo em que o Brasil era coberto por florestas e tentar ignorar a demanda por alimentos e produtos básicos para a população, também não se pode justificar o desaparecimento de nascentes, a derrubada de florestas naturais e o uso indevido das matas ciliares, em nome do crescimento populacional e da produção agrícola. Ruralistas e ambientalistas precisam buscar o entendimento e encontrar a melhor solução para o país e não para os seus interesses ou eleitores. Um parlamentar não pode ser o porta voz de grupos políticos, pois seu papel é de ajudar a promover o desenvolvimento sustentável. Se o veto for em nome do equilíbrio, que seja, assim talvez a matéria seja aperfeiçoada. Nesse meio de tempo, que as ONGs sejam mais fiscalizadas e que os produtores rurais possam ceder um pouco, em favor do meio ambiente.

Lucio De araujo Dias disse:

28/05/2012 às 08:17

Alexandre,
Finalmente um texto sensato sobre o assunto. as discussões miopes e apaixonadas pelo Código vão levá-lo ao descréto com mais uma lei que não vai pegar. A abrangência do assunto transformando realidades desiguais em regras matemáticas irá inviabilizar a aplicação do que for decidido. Quando surgiu o assuntos dos puns dos bois pensei o mesmo sobre os dinossauros, parabens!

antônio disse:

26/05/2012 às 17:08

Sei não está mais parecendo discurso de ruralista de fato ou mesmo simpatizante. O carbono é sim
um elemento extremamente importante para a vida no planeta, porém a questão é o seu aumento exagerado na atmosfera. Tudo em excesso faz mal. A água também é essencial para a vida no planeta, mas o seu excesso também pode ser catastrófico. Não é mesmo seu Alexandre Garcia?
O efeito estufa mantém a vida no planeta, porém o que se discute é o agravamento exagerado desse fenômeno. Então?

Antonio C. M. B. Azevedo disse:

25/05/2012 às 14:13

Ma Alexandre, que mau gosto se referir a "pum da Camila para gerar leitores (tsk tsk). O q v. diz é fato e, fora o pum, inteligente. O carbono é útil e o metano pode ser tbm., ciência já explica como. As florestas NOVAS são sorvedouros na turais de carbono e são fundamentais na reversão do excesso de emissão de carbono. A população planetária (não só do Brasil) nestes teus anos aumentou + do q 5 X. A única ação eficaz para satisfazer as necessidades humanas planetárias é replantarmos e plantarmos florestas, reflorestarmos e florestarmos (v. sabe qual a diferença entre as duas?). Entre as novas florestas podemos produzir alimentos, fitoterápicos. Se os pecuaristas tirarem apenas um dos seus boizinhos de cada hectare, plantaremos 2.000.000 de hectares de florestas com fitoterápicos e alimentos agregados. Só de carbono vamos neutralizar/compensar 200.000.000 de toneladas de carbono e formar uma carteira de crédito de carbono em euros, suficientes para pagar a conta do desenvolvimento

GUTEMBERG PEREIRA SOUZA disse:

25/05/2012 às 11:13

O grande problema do Brasil ? a falta de investimento em educa??o de qualidade ? dar ao jovem uma vis?o de luz no fim do t?nel esperan?a para continuar.

A falta de educa??o aos eleitores(ao povo) faz nascer e crescer os Lulas e Cachoeiras da nossa politica.

Precisamos mais de Administradores dentro da politica e menos pol?ticos dentro da Administra??o.

Simone disse:

24/05/2012 às 17:14

Considero este site s?rio. Mas, este artigo escrito por Alexandre Garcia, com excassez de ?tica e de conhecimento sobre os assuntos abordados, demonstrou falta de crit?rio ao ser publicado. Portanto sugiro que haja uma sele??o mais rigorosa na publica??o de seus artigos.

Paulo Henrique Leme disse:

24/05/2012 às 14:30

Caros leitores, se alguém quiser ponderar, fiquem à vontade. É o debate que constrói o conhecimento e a verdade.

email: lemeph@gmail.com

Paulo Henrique Leme disse:

24/05/2012 às 14:28

Caro Alexandre Garcia, perfeito. Nada como um bom jornalista para investigar e expor os fatos. Sua menção da explosão populacional é o cerne da questão, ainda não vi nenhuma ONG Européia propor o controle populacional... Por que será?

Já que nos posts o importante é ter graduação e não informação, sou Agrônomo, Administrador, Mestre em Administração de Empresas e Doutorando em Administração de Empresas pela UFLA.

Tudo isso não vale nada, pois tenho bom senso de ler sobre o assunto e ponderar. Quando o Al Gore e a turma do IPCC criaram esse monstro, chamado "Aquecimento Global" e sua forma mais moderna "Mudanças climáticas", fiquei alarmado e comecei a procurar as ponderações sobre o tema. Tinha muito cientista questionando e tendo sua liberdade de expressão cerceada pela turma do IPCC. Por fim, a metira veio à tona, e as máscaras caíram, basta ler o que o próprio babaca e inconsequente do James Lovelock falou. Quem vai pagar a conta, inglesinho de araque?

Agora vem os artistas da Globo e a bancada das ONGs internacionais, cujos países como Holanda e Inglaterra "possuem" amplas Apps e Reservas legais. Francamente.

Ouvir que o "parlamento não representa o povo" dói, dói bastante, pois é o mesmo tipo de discurso que serve de respaldo para os fascistas e ditadores.

Tem muita gente que vai ganhar dinheiro com um código florestal mais rigoroso, tá cheio de consultor e de ONG com os dentes afiados para fazer projetos de recomposição de Apps e Reservas legais, que obviamente, a sociedade, a mesma que incentivou a abertura de novas terras, NÃO vai pagar. Quem vai pagar são os produtores rurais.

A vingança vem à galope. Quando esses caras quebrarem, e a agricultura não der conta de segurar os filhos dos produtores na terra, vão chamar os produtores de incompetentes, pois além de destruir as florestas, não fazem seu trabalho direito.

Vamos plantar capim em árvores, alfaces surgirão do cimento, frangos cairão do seu, e o leite de caixinha brotará do nada...

Tomara que o brasil vire um grande e bonita floresta....

Gustavo Fernandes disse:

24/05/2012 às 10:52

Sou Engenheiro Florestal graduado e pós-graduado em Brasília, cidade onde cresci, estudei e trabalhei - inclusive na pequena área florestal do planalto central, comparada à imensidão da Amazônia. Trabalho na Amazônia há 10 anos e conheço bem a realidade do setor florestal da região. Conheço a realidade do pequeno produtor, dos grandes fazendeiros, das indústrias de madeira nativa. Nunca, em toda minha vida profissional, li um texto com tanta falta de conhecimento sobre a realidade floretal do Brasil. Relacionar o código florestal somente às mudanças climáticas beira à ignorância sobre a abrangência do tema. Qualquer trabalhador rural, pequeno produtor, muitas vezes analfabeto, teria argumentos bem mais coerentes acerca do assunto.

O código florestal de 1965 foi baseado em estudos científicos, como a preservação dos topos de morro (local de recarga dos aquíferos), beiras de rios (baseadas na equação universal de perda de solo), percentual de área florestal para cada propriedade rural (para o próprio usufruto do proprietário e manutenção de biodiverdidade local). Contudo, o código deve sim ser revisto, mas com parametros técnicos e científicos. Os ganhos de um código técnicamente coerente não visa às aspirações internacionais do Brasil frente ao mundo, e sim em qualidade de vida para o próprio povo brasileiro. Há milhares de áreas degradadas sem uso no país que pode servir para agricultura. E a Embrapa possui estudos técnicos para isso (mas custa mais caro por produtor recuperar essas áreas que utilizar de novos desmates - que fornecem fertilidade enquanto durar os estoques de materia orgânica restante das florestas desmatadas, a um custo zero, enquanto essa área também não se degradar.

O parlamento não representa o povo, que hoje vota em qualquer um, pois um país sem educação não tem capacidade de eleger representantes (o povo está mais preoculpado em vender o almoço pra comprar a janta). Os parlamentares não estão preoculpados em melhorar as condições do país, somente interesses próprios (se elegem para ter acesso a corrupção e enriquecer às custas de quem deveria estar representando).

Acredito que um jornalista renomado como o autor deve se informar mellhor antes de dar uma opinião tão séria quanto a que põe o futuro dos nossos descendentes em jogo, eles irão pagar o preço da irresponsabilidade que está sendo feita nesse país.

Luciana disse:

23/05/2012 às 22:15

Parabéns pelo texto excelente e realista

MARCELO PEREIRA MANARA disse:

23/05/2012 às 21:04

Incrivel a insuficiente e parcial visão do jornalista Alexandre Garcia, ora, a critica ao texto não esta simplesmente assentada em expectativas de catastrofes, mas, em muito, carregada de ciência que o jornalista negligencia em seu monofocal artigo, todavia fartamente registrada nos varios documentos apresentados à sociedade brasileira e assinados pelos expoentes de nossa heróica ciência. Ao contrário do que tenta argumentar, os criticos ao retrógrado texto aprovado não baseiam seus argumentos em Al Gore ou Lovelock, mas na SBPC e naqueles renomados cientistas brasileiros que reiteradamente apresentaram-se insatisfeitos e preocupados com a forma irresponsavel com que os deputados, mais uma vez, fazendo-se de surdos, lançaram seus estudos e apelos nos mesmos ralos por onde rotineiramente lançam a ética e o decoro parlamentares.

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