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18/04/2012

Ciclo de palestras sobre fruticultura dá enfoque no cultivo de abacate

A cadeia produtiva do abacate tem significativa importância econômica para pequenos e médios produtores da região de Limeira no estado de São Paulo.

Demonstrar as potencialidades dessa cultura como opção de renda, tecnologias adequadas e as políticas públicas disponíveis foram os objetivos do I Ciclo de Palestras sobre Fruticultura, que aconteceu no dia 4 de abril de 2012, no município de Araras.

Dentro do panorama mundial o México é o principal produtor, consumidor e exportador da fruta, com 121,5 mil hectares plantados e 1,2 milhões de toneladas produzidas. Depois vem Chile, Estados Unidos, Indonésia, República Dominicana, Colômbia e Peru. 

O Brasil ocupa a oitava posição, com pouco mais de oito mil hectares e uma produção anual de 140 mil toneladas, das quais 1.800 são exportadas. Enquanto o México tem um consumo de quinze quilos por pessoa por ano, os brasileiros consomem meio quilo.

Simone Rodrigues da Silva, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) de Piracicaba (SP), explica que no país o abacate é consumido como doce. "Diferente de outros países que ingerem a fruta também como salada, guacamole, entre outras maneiras como acompanhamento salgado nas refeições. Além do óleo, muito utilizado na indústria de cosméticos". 

A pesquisadora destaca que apesar das limitações na produção, como baixa produtividade, falta de assistência técnica e pesquisa direcionada ao setor, o país tem algumas vantagens para o cultivo de pomares da fruta como o clima subtropical, que torna desnecessária a irrigação, solos bem drenados, proximidade de centros consumidores e grande capacidade na industrialização.

Já Tatiana Cantuárias Avilés, pesquisadora e consultora chilena, que desenvolve suas atividades também na Esalq, acredita que a produção do abacate é uma alternativa interessante para diversificação de culturas, desde que manejada adequadamente, sendo necessária a utilização de práticas de controle de nutrição, controle de irrigação, de pragas e doenças, podas e outras tecnologias. "Até recentemente não havia um modelo de técnicas adequadas para condução dos pomares, estudos recentes foram feitos por pesquisadores e alunos da Esalq de Piracicaba e fizeram um modelo para os abacateiros Margarida e Hass", finaliza.

No território brasileiro, São Paulo é o maior estado produtor com 3.200 hectares plantados e uma produção anual de 74 mil toneladas. Mogi Mirim está em primeiro lugar com 495 hectares, seguido de Jardinópolis com 455, Bauru com 237 e Araras e Tupã com 220 hectares cada.

Segundo Carlos TessariHabermann, diretor da CATI Regional de Limeira, todos os quatorze municípios que integram a região tem uma pequena área com abacate, mas dois fazem da cultura uma alternativa rentável. Em Araras são 220 hectares e em Cordeirópolis 117.

"Dada a importância econômica dessa cultura para essas cidades, a ideia é apoiar os pequenos e médios produtores rurais, através do Projeto Microbacias II, que tem por meta aumentar a competitividade desses agricultores junto ao mercado consumidor, além de fortalecer sua posição dentro das cadeias produtivas, através das organizações rurais, sejam associações ou cooperativas", destaca Habermann.

Na oportunidade foram abordadas também as políticas públicas disponíveis para o setor. A linha FEAP Fruticultura, segundo WaldineiPastre, da CATI - Limeira, pode ser utilizada para implantação da cultura, formação e manutenção. Outra linha é o Pró-Trator, já bastante divulgada pela Secretaria de Agricultura, para execução dos tratos culturais. 

"Na parte de comercialização pelo Governo Federal temos os Programas de Aquisição de Alimentos e o Nacional de Alimentação Escolar e pelo Governo Estadual o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social, para aquisição de produtos da agricultura familiar", destaca Waldinei.

Pelo FEAP podem ser financiados até 100 mil por produtor com juros de 3% ao ano. Mas existem também as linhas do governo federal direcionadas aos agricultores familiares: Pronaf Custeio, Pronaf Investimento e Pronaf Mais Alimentos onde podem ser financiados até 130 mil por produtor. Além das linhas para médios e grandes produtores: Pronamp investimento, Linha ABC de baixo carbono para integração lavoura-pecuária e agricultura orgânica, onde o teto é de um milhão de reais com juros de 5,5%.

As variedades mais utilizadas no Brasil são geada, quintal, fortuna, margarida e breda. A CATI, visando oferecer mudas de qualidade aos produtores de abacate, desenvolve um trabalho de enxertia e disponibilização dessas mudas, através dos núcleos de produção de Pederneiras e São Bento do Sapucaí.

Segundo Wilson Marques Salles e Amélio José Berti, dos núcleos de produção de mudas da CATI, esses núcleos produzem as variedades geada, fortuna, quintal, margarida, ouro verde, breda, simmonds, pollock, hass, fuerte e imperador. "Essa coleção de variedades de abacate tem duas finalidades: formar material genético para produção de mudas e observação e visitação em relação ao aspecto da planta, tipos de frutos e produtividade", finalizam os agrônomos.

As mudas são fornecidas somente sob encomenda. Só esse ano o núcleo de Pederneiras irá disponibilizar 16 mil mudas, cuja entrega deverá acontecer de novembro a janeiro. Já o núcleo de São Bento do Sapucaí começa a entregar no início do segundo semestre as 15 mil mudas produzidas.

O Ciclo de Palestras sobre fruticultura foi uma promoção da CATI Regional de Limeira e contou com a participação de 160 pessoas entre produtores de abacate, organizações rurais e profissionais do setor.

Para saber mais - Informações sobre a cultura podem ser solicitadas na CATI Regional Limeira pelo telefone (19) 3441-8026 ou pelo e-mail edr.limeira@cati.sp.gov.br ou ainda na Esalq, (19) 3429-4190, srsilva@esalq.usp.br. 



Fonte: Coordenadoria de Assistência Técnica Integral-CATI/ Agrosoft Brasil



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