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27/10/2011

Fibria tem prejuízo de R$ 1,1 bilhão no 3º trimestre

A companhia avaliou que a valorização de 19% do dolar em relação ao real no período impactou o resultado financeiro negativo

26/10/2011 – A equipe diretiva da Fibria anunciou na manhã desta quarta-feira (26) o balanço financeiro do seu terceiro trimestre. A companhia registrou um resultado negativo de R$ 1,1 bilhão, ante lucro de R$ 303 milhões no ano anterior. Entre os indicativos que a empresa aponta para este recuo do lucro trimestral está principalmente o resultado financeiro negativo provocado pela valorização de 19% do dólar em relação ao real no período e pelos reflexos do cenário global do setor. A situação gerou impactos contábeis, sem efeito caixa, informou a companhia.

Com relação ao Ebitda no período o valor contabilizado foi de R$ 476 milhões, com uma margem de 33%. Já a receita operacional líquida somou R$ 1,45 bilhão, montante estável em relação ao segundo trimestre deste ano. A  dívida líquida totalizou R$ 9,542 bilhões – uma queda de 6% na relação ano contra ano. A companhia mantém a maior parte da sua dívida em moeda estrangeira e alega que esta é uma diretriz para proteger  naturalmente o seu negócio.

No que se refere à produção de celulose, o presidente da empresa, Marcelo Castelli, disse que houve um aumento de 2% no período, alcançando a margem de 1,3 milhão de toneladas, o que significou um crescimento de 7%, na comparação com 2011. “Tivemos este resultado mesmo com o cenário externo desafiador e a apreciação do dólar”, explica. Por sua natureza exportadora a empresa destinou mais de 90% das vendas de celulose ao mercado externo.

Castelli avaliou que o terceiro trimestre de 2011 marcou a conclusão do reposicionamento estratégico da Fibria de concentrar esforços em seu core business celulose e a base florestal.  Na opinião dele, a estabilidade na produção e nas vendas de celulose da empresa nesse período  reforça a decisão da companhia.

O executivo explicou que a alienação da unidade Piracicaba, seu último ativo de papel, para a OJI Paper contribuiu para o caixa da empresa e a manutenção da liquidez. Castelli também informou que a empresa estuda propostas de negociação para vendas de ativos florestais Losango. São cerca de 110 mil hectares de terras que ficam no Rio Grande do Sul, mas a companhia não fará esta negociação imediatamente. O objetivo é vender esta área quando o preço estiver adequado. “Estas florestas podem ter diversos usos e players diferentes. Por isso não seria prudente a Fibria ter pressa em vendê-las”, comenta. De acordo com ele, um período apropriado para esta negociação é a partir de 2012.
 
Diante dos números e do cenário global que se configura, o presidente da empresa disse que o foco será mantido no Projeto Competitividade por meio de iniciativas como a otimização da estrutura, revisão e simplificação de processos, além de redução de despesas. A companhia anunciou também que foi aprovada a redução de R$ 201 milhões de investimento de capital (Capex) de 2011, que ficou em R$ 1,44 bilhão. 

Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria possui capacidade fábricas localizadas em Três Lagoas (MS), Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Veracel, em Eunápolis (BA), joint venture com a Stora Enso. Atualmente emprega 15 mil funcionários e tem capacidade de produção anual de 5,25 milhões de toneladas de celulose e cerca de 179 mil toneladas de papel.

Mercado chinês

Apesar das oscilações do mercado asiático e principalmente o chinês, com relação à demanda de celulose, a expectativa da Fibria é que este mercado volte a ser um comprador em potencial. A empresa analisou que já houve movimentação por conta da China, principalmente estimuladas pelas recentes ações estratégicas do governo chinês. “A China se manifesta em curto tempo, a demanda está voltando, diria até que já voltou”, destaca Castelli. 


Fonte: CeluloseOnline



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