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24/10/2011

A nova face do agronegócio

Roberto Simões Presidente da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais)

Foto: Google

O agronegócio tem gerado bilhões de dólares para o Brasil, gerado milhares de empregos, provocado extraordinários avanços tecnológicos, impulsionado a indústria e o comércio e é hoje um dos setores de vanguarda da moderna economia brasileira. Esta imagem foi conquistada pelos produtores rurais com muito suor. Não é fácil produzir num país com tantas regulamentações, indefinições, exigências e nem tanto apoio. Mas os obstáculos foram vencidos. E o agronegócio tem ajudado a impulsionar o país.

A maioria dos municípios mineiros é mantida com a arrecadação da atividade agropecuária. O setor representa hoje 35% de toda a riqueza produzida no estado, o chamado PIB (Produto Interno Bruto). E isso não é pouco para uma população que decresce a cada ano. A população rural hoje no Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), perfaz 15,6% do total. Em Minas Gerais, esse percentual chega a 14,7%, que representa cerca de 2,88 milhões de pessoas.

Se há menos pessoas no campo alimentando uma população cada vez mais urbana, como equilibrar essa equação? O Brasil começou a resolver esse desafio na década de 70 – com a chamada revolução verde – e foi aprimorando até chegar hoje ao posto de segundo maior produtor de alimentos do mundo, usando pouco mais de um terço do seu território. A produtividade, que era de 783 quilos por hectare na década de 60, hoje alcança, em média, 3.173 quilos por hectare, incremento de 774% em 50 anos. E qual é a resposta para essa performance? Tecnologia, pesquisa, inovação, crédito, investimento em educação e capacitação. 

Em Minas Gerais, se destacam os trabalhos desenvolvidos pela FAEMG e pelo SENAR MINAS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) na capacitação da mão de obra rural. Sem investimento no ser humano, na capacitação continuada e na melhoria dos processos gerenciais, certamente os índices brasileiros, e mineiros, não teriam sido alcançados. Mesmo sendo criado quase 50 anos depois dos demais serviços de aprendizagem, como os da indústria e do comércio, o SENAR ocupa hoje posição de vanguarda na capacitação de produtores, trabalhadores rurais e familiares. 

Desde a sua criação, há 18 anos, o SENAR MINAS realizou cerca de 100 mil treinamentos, capacitando gratuitamente mais de 1,2 milhão de pessoas, atingindo quase a metade da população rural de Minas. Hoje o trabalho do SENAR é focado na capacitação dos agentes que atuam nas maiores cadeias produtivas de Minas: leite, café, silvicultura, grãos e cana. Além disso, desenvolve atividades na área de Promoção Social, voltadas para a saúde, alimentação e nutrição; artesanato, cultura, esporte e lazer. É mais qualidade de vida para o campo. 

A FAEMG também investe em programas que podem mudar o perfil produtivo de cafeicultores e pecuaristas de leite, como o Café Mais Forte, de orientação na gestão da propriedade cafeeira, e o Balde Cheio, que cuida da melhoria da técnica e também da gestão do negócio. Há ainda o trabalho das Comissões Técnicas – café, leite, suinocultura, pecuária de corte e cana de açúcar – que têm atuação fundamental na discussão das políticas públicas que afetam às atividades, valorizando a comercialização dos produtos, assegurando qualidade para o consumidor e lutando pela adequada remuneração para o produtor.  

Esse trabalho mudou e continua mudando o perfil produtivo do setor agropecuário mineiro. Ainda é preciso avançar em vários campos e um dos maiores desafios é responder a um mercado que exige profissionais com maior escolaridade e melhor capacitados. A FAEMG e o SENAR estão atentos a essas exigências e têm investido em novos programas de capacitação, principalmente àqueles voltados para a gestão do negócio rural. 

O setor vem se modernizando e amplia sua força econômica ano após ano. Em 2010, as exportações do agronegócio chegaram a US$ 76 bilhões, garantindo mais um superávit na balança comercial. E este é apenas um dos inúmeros índices que comprova a robustez da atividade. Essa é a nova face do setor: moderno, eficiente e gerador de riquezas. Os brasileiros, e os mineiros em particular, têm motivos de sobra para se orgulhar do agronegócio.


Fonte: FAEMG



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