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15/08/2011

Comitê lança manifesto em defesa das florestas e contra alterações no Código Florestal

De acordo com o grupo, o meio ambiente brasileiro enfrenta grave ameaça com o projeto de lei complementar 30/2011, que altera o Código Florestal.

 Com a intenção de mobilizar a sociedade contra as mudanças, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, formado por cerca de 100 organizações, lançou o Manifesto em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e abaixo-assinado online contra o PLC 30/2011 e a favor de um "bom Código Florestal".

 "A Constituição Brasileira afirma com enorme clareza esses ideais, no seu artigo 225, quando estabelece que o meio ambiente saudável e equilibrado é um direito da coletividade e todos", argumenta, ressaltando que, com as mudanças propostas pelo governo para o Código, esse direito não será garantido.
 
Dentre os motivos para preservar as florestas, o documento explica que água, solo e equilíbrio climático dependem da conservação dos ecossistemas. "Elas são parte dos sonhos de um País com mais saúde, menos injustiça, no qual a qualidade de vida de todos seja um critério levado em conta. Um Brasil no qual os mais pobres não sejam relegados a lugares destruídos, perigosos e insalubres. No qual a natureza seja respeitada para que continue sendo a nossa principal fonte de vida e não a mensageira de nossas doenças e de catástrofes", enfatiza.
 
Nesse sentido, o Comitê reconhece a importância da utilização social das florestas, contudo, cobra responsabilidade nesse uso, que deve ser sustentável. "(...) vamos usar, sim, nossos recursos naturais, mas de maneira sustentável. Ou seja, com o conhecimento, os cuidados e as técnicas que evitam sua destruição pura e simples", adverte.
 
Ressalta ainda que o Brasil pode sim ser uma potência mundial, principalmente se souber aproveitar, de maneira ambientalmente responsável, sua "condição ambiental diferenciada", com água em abundância, por exemplo.
 
Para que o desenvolvimento econômico esteja aliado à preservação ambiental, o manifesto propõe aprovação de uma lei que garanta efetivamente a conservação e uso sustentável das florestas em todos os biomas brasileiros; trate de forma digna e diferenciada agricultores familiares e populações tradicionais; acabe de vez com o desmatamento ilegal e garanta recuperação das áreas desmatadas ilegalmente, além de reconhecer e valorizar quem promova o uso sustentável.
 
Na contramão dessas demandas, a proposta que tramita no Senado concederá ampla anistia a ocupações ilegais, inclusive em áreas de risco; determinará o fim de qualquer tipo de proteção a encostas e topos de morro; possibilitará que estados diminuam (jamais aumentem) a proteção às matas ciliares, bem como liberará o aumento do desmatamento permitido na Amazônia.
 
Quase 100 organizações e movimentos assinam o manifesto, como Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Greenpeace Brasil e Via Campesina.
 
O manifesto, na íntegra, está disponível em
http://www.florestafazadiferenca.org.br/manifesto/. Instituições que desejem aderir ao documento devem entrar em contato pelo e-mail comiteflorestas@gmail.com.
(Correio do Brasil) Com a intenção de mobilizar a sociedade contra as mudanças, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, formado por cerca de 100 organizações, lançou o Manifesto em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e abaixo-assinado online contra o PLC 30/2011 e a favor de um "bom Código Florestal".
 
"A Constituição Brasileira afirma com enorme clareza esses ideais, no seu artigo 225, quando estabelece que o meio ambiente saudável e equilibrado é um direito da coletividade e todos", argumenta, ressaltando que, com as mudanças propostas pelo governo para o Código, esse direito não será garantido.
 
Dentre os motivos para preservar as florestas, o documento explica que água, solo e equilíbrio climático dependem da conservação dos ecossistemas. "Elas são parte dos sonhos de um País com mais saúde, menos injustiça, no qual a qualidade de vida de todos seja um critério levado em conta. Um Brasil no qual os mais pobres não sejam relegados a lugares destruídos, perigosos e insalubres. No qual a natureza seja respeitada para que continue sendo a nossa principal fonte de vida e não a mensageira de nossas doenças e de catástrofes", enfatiza.
 
Nesse sentido, o Comitê reconhece a importância da utilização social das florestas, contudo, cobra responsabilidade nesse uso, que deve ser sustentável. "(...) vamos usar, sim, nossos recursos naturais, mas de maneira sustentável. Ou seja, com o conhecimento, os cuidados e as técnicas que evitam sua destruição pura e simples", adverte.
 
Ressalta ainda que o Brasil pode sim ser uma potência mundial, principalmente se souber aproveitar, de maneira ambientalmente responsável, sua "condição ambiental diferenciada", com água em abundância, por exemplo.
 
Para que o desenvolvimento econômico esteja aliado à preservação ambiental, o manifesto propõe aprovação de uma lei que garanta efetivamente a conservação e uso sustentável das florestas em todos os biomas brasileiros; trate de forma digna e diferenciada agricultores familiares e populações tradicionais; acabe de vez com o desmatamento ilegal e garanta recuperação das áreas desmatadas ilegalmente, além de reconhecer e valorizar quem promova o uso sustentável.
 
Na contramão dessas demandas, a proposta que tramita no Senado concederá ampla anistia a ocupações ilegais, inclusive em áreas de risco; determinará o fim de qualquer tipo de proteção a encostas e topos de morro; possibilitará que estados diminuam (jamais aumentem) a proteção às matas ciliares, bem como liberará o aumento do desmatamento permitido na Amazônia.
 
Quase 100 organizações e movimentos assinam o manifesto, como Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA), Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Greenpeace Brasil e Via Campesina.
 
O manifesto, na íntegra, está disponível em
Instituições que desejem aderir ao documento devem entrar em contato pelo e-mail comiteflorestas@gmail.com.
 


Fonte: Jornal da Ciência



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Comentário(s) (2)


mauricio artuso disse:

18/08/2011 às 16:44

Esta sendo uma vergonha o que querem aprovar para o nosso código florestal.Se estivéssemos em um país serio e que o povo participasse ou tivesse interesse político muita coisa seria diferente, mas como não é o que vier é lucro para os corruptos e os eleitores e quem paga o pato. Como pode querer diminuir as áreas das matas ciliares pois já não resta quase nada em muitas regiões, as margens do rio doce por exemplo na minha região que é o vale do aço e rio doce já não existe mais. Onde vai o dinheiro pago ao IBAMA e demais órgão florestal que deveriam fiscalizar e punir os culpados,infelizmente alguns trabalhão serio mas quando chega na hora de cobrar as multas a justiça é lenta e acaba caducando e que se f.... a natureza. Infelizmente muitos pensâo como o Rogério só porque a matéria já foi apresentada e votada esta certo ,errado pois se isto acontece não quer dizer que a decisão política é correta pois há muitos interesse por traz. Não quero ser sem educação com o Rogério mas será que é sabe que os políticos querem perdoar todas as multas de crimes ambiental ate o ano de 2008.


ROGERIO DOS SANTOS GALHARDO disse:

15/08/2011 às 17:39

esta manifestação mostra uma total desconsideração ao parlamento brasileiro, ou seja a matéria que já foi apreciada, votada e aprovada com uma maioria expressiva na câmara dos deputados, parece não ter valor legal nem conteúdo jurídico, este ato só trará mais insegurança à população brasileira.

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