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14/08/2011

Volume de sacolas usadas pelo comércio caiu para 3%

Lei provocou a redução do lixo e o aumento da preservação do meio ambiente

Sacolas reutilizáveis oferecidas por estabelecimentos comerciais de BH

 Reduzir, reutilizar, reciclar. A lógica dos três “Rs”, criada nos anos 1990 para conscientizar alunos de cidades ao redor do globo sobre a necessidade de reduzir o lixo produzido, ganhou um aliado precioso em Belo Horizonte. Com a lei que proibiu as sacolas plásticas, o número de sacolas usadas diariamente caiu de 450 mil unidades para 13.500, ou seja, 3% do que era antes.


O resultado foi tão positivo que outras cidades resolveram seguir o modelo. No mês passado, a capital paulista aprovou a lei e as sacolas plásticas serão proibidas a partir de 1º de janeiro de 2012. A multa para quem descumprir pode chegar a R$ 50 milhões.
A produção do lixo é um dos três eixos temáticos que serão discutidos na 9ª edição do Seminário Meio Ambiente e Cidadania, promovido pelo Hoje em Dia, que acontece nos dias 25 e 26 de agosto no Mercury Hotel, em Belo Horizonte. As inscrições são gratuitas, e já podem ser feitas neste endereço.


A proibição das sacolas, a princípio de pouco impacto na vida do cidadão, começa a ser proposta por outros países. Em maio deste ano a comissão de Meio Ambiente da União Europeia lançou uma consulta pública para decidir o melhor caminho para reduzir o uso de sacolas plásticas. O resultado sai no final deste mês, mas há indícios que o parecer será favorável à proibição.


A conta é assustadora. A Europa produziu 3,4 milhões de toneladas de sacolas plásticas em 2008, o equivalente ao peso de dois milhões de carros, segundo o braço executivo da União Europeia (UE). As sacolas geralmente acabam no mar e demoram centenas de anos para se decompor. Cerca de 250 bilhões de pedaços de plástico, com peso total de 500 toneladas, sujam o Mediterrâneo, ameaçando a vida marinha, já que os animais podem sufocar ao comer o plástico, confundido com comida.


O mesmo acontece nos Estados Unidos e no Japão. O resultado é que, no fim de 2009 cientistas dos dois países encontraram ao norte do Oceano Pacífico, em uma confluência de correntes marítimas, uma “ilha” de plástico flutuante de dimensões assustadoras. O volume não foi definido, mas é possível ver a mancha cinzenta via satélite. Os pedaços do material matam a fauna local sufocada.


Em Belo Horizonte, estimativas da Associação Mineira de Supermercados (Amis) apontam que os consumidores aderiram às sacolas retornáveis. Em quatro meses foram vendidas em Belo Horizonte 2 milhões de sacolas retornáveis, e as poucas que são oferecidas por padarias, mercearias e supermercados são feitas de material que se desintegra no aterro sanitário da cidade em menos de três anos.


O próximo desafio da cidade é aumentar a coleta seletiva. Para o vereador Arnaldo Godoy (PT), autor da lei que proibiu as sacolas, a cidade abraçou a iniciativa. “O uso das sacolas retornáveis traz à tona toda uma discussão sobre a cidade que o belo-horizontino quer. Acredito que em pouco tempo vamos ter uma pressão popular para que a coleta seletiva seja ampliada”, afirmou.


Dados da SLU apontam que para ampliar a reciclagem na cidade é preciso atrair mais empresas especializadas para a cidade, já que os galpões das associações já trabalham no limite de sua capacidade. Para os catadores, o ideal é investir nas associações e ampliar a oferta de crédito, para que as próprias associações se profissionalizem, comprando equipamento e melhorando a eficiência de seus galpões.


Sacola de algodão é a mais ecológica


Uma pesquisa divulgada na semana passada em São Paulo, analisando as várias possibilidades de embalagens para compras, apontou o papel como opção mais poluente em curto prazo e as retornáveis feitas com algodão as mais ecologicamente corretas. O período analisado pelo impacto é de um ano.


Segundo a pesquisa, realizada pela Fundação Espaço Eco com apoio do Instituto Akatu de Consumo Consciente, embalagens plásticas feitas de polietileno, as oxidegradáveis – que se transformam em uma espécie de areia em um período de três anos – e as feitas a partir de polímeros do milho causam impactos semelhantes, se analisado o período de 365 dias.


O mesmo ocorre quando se relaciona as sacolas retornáveis feitas com plástico, ráfia – trama usada em fardos de arroz, por exemplo – e algodão, com leve vantagem para a última opção, por se tratar de um produto renovável. A pesquisa levou em conta a água empregada na produção da matéria-prima, volume de carbono e gases de efeito estufa emitidos em cada um dos processos, quantidade de vezes que o material pode ser reaproveitado e volume na hora do descarte. O tempo de decomposição, no entanto, não entrou no cálculo.


Autor do projeto de lei que proibiu as sacolas plásticas em Belo Horizonte, o vereador Arnaldo Godoy (PT) avalia que a pesquisa sobre o impacto ambiental das sacolas plásticas é questionável, principalmente por ter sido elaborado a pedido de uma instituição ligada ao setor produtivo das sacolinhas.


O vereador ressalta que, além do tempo de decomposição do plástico ser muito superior ao do papel – cerca de três anos contra pelo menos um século, no caso das sacolas tradicionais – o volume de sacolinhas que circulavam pelas ruas e entupiam os bueiros ainda é muito grande. “Esperamos que em Belo Horizonte tenhamos menos problemas de enchentes já neste ano, graças a esta lei”, afirmou Godoy.

 


Fonte: hojeemdia.com.bR



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Comentário(s) (3)


Amanda Beatriz Fernandes disse:

19/08/2011 às 08:04

Bom dia
Adorei a reportagem e me inscrevi no Seminário, porem gostaria de saber qual o horário deste?
Obrigada

Leidiane Silva Pinheiro disse:

17/08/2011 às 17:36

EU PARTICULARMENTE ACHEI A IDÉA PERFEITA E ECOLOGICAMENTE CORRETA!
QUE VENHAM AS BOLSA ECOLOGICAS... QUE VOLTEM O USO DAS CAIXAS DE PAPELÃO!
O MEIO AMBIENTE AGRADECE!

AMARILDO PORTO ARAUJO disse:

15/08/2011 às 11:30

quando criança ia a mercearia, padaria, farmacia, a feira - livre, pois supermercado nao existia por lá, a pedido de minha adoravel mae fazer compras ou acompanha-la p/ trazer ás mesmas. e me lembro que ela reutilizava os sacos de quatro latas ou seja de 60 kilos que vinhan com açucar e como boa costureira ele transformava estes sacos em sacolas p/ uso domestico, HOGE JA ACIMA DOS QUARENTA, E MORANDO UN POUCO LONGE DE MINHA ADORAVEL MAE, RETIRO TRÉS VEZES AO DIA LIXO DA MINHA PORTA E DA PORTA DO MEU VIZINHO E PASMEN BOA PARTE DESSE LIXO QUE VEM COM O VENTO E CHUVA P/A MINHA PORTA ER SACOLAS PLASTICAS, NA [SEMAN, SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DO MUNICIPIO DE MACAPÁ/AP E O COMDEMA, CONSELHO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DO MUNICIPIO DE MACAPÁ/AP, ] discuçao p/ adotar o mesmo mecanismo que [ BELO-HORIZONTE, S, PAULO E DEMAIS CAPITAIS ] ADOTARAN EM RELAÇAO ÁS SACOLAS PLASTICAS E EM BRAVE TEREMOS LEGISLAÇAOA ESTE RESPEITO.. e coloco aqui como sugestao do amapá p/ o GOVERNO FEDERAL QUE DOE P/ FAMILIAS DE ATÉ O5 SALARIOS MINIMOS, TRÉS SACOLAS RETORNAVEIS, UMA COM CAPACIDADE P/ 50 KILOS, OUTRA DE 30, KILOS E A ULTIMA COM CAPACIDADE DE ATÉ 20, KILOS COM VERBA DO MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE PROVINIENTE DAS COMPENSAÇOES DE EMPREEDIMENTOS INSTALADOS DENTRO DO TERRITORIO BRASILEIRO E DOS PAISES QUE QUEIRAN AJUDAR A PRESERVAR ÁS AGUAS DO TERRITORIO BRASILEIRO.

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