Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


08/08/2011

Gestão como diferencial competitivo: oportunidades e desafios

A gestão eficaz das operações silviculturais permite o alcance da produtividade esperada (atingível), item essencial para o empreendimento florestal, e a certeza de que os recursos de produção estão otimizados, evitando desperdício de insumos, pessoas e equipamentos.

José Marcio Cossi Bizon - Coordenador Distrito Florestal da Fibria

Historicamente, as vantagens competitivas brasileiras em florestas plantadas, oriundas de fatores como as condições edafoclimáticas essencialmente favoráveis, o domínio da aplicação das técnicas silviculturais e o baixo custo da terra e da mão de obra eficaz permitiram que a evolução do gerenciamento das operações ficasse em segundo plano. 

 
Esses atrativos garantiram, por muitos anos, uma insuperável vantagem competitiva no mercado internacional. Com o aprimoramento de técnicas de produção de outros países, da forte especulação imobiliária, da crescente demanda interna por mão de obra e do surgimento de novos players, a vantagem brasileira reduziu consideravelmente. 
 
Os custos de formação de florestas no Brasil aumentaram significativamente nos últimos anos, em decorrência, principalmente, do investimento inicial na terra e dos custos de produção de maneira geral, incluindo serviços e insumos. A certificação florestal, focada no bom manejo das florestas plantadas e naturais, ajudou a melhorar o cenário florestal do ponto de vista técnico, ambiental, social e econômico. 
 
Com o advento da certificação florestal, problemas enfrentados no passado não mais puderam ser toleráveis, forçando, assim, as empresas do setor a buscarem uma gestão eficaz das operações, alicerçada na melhoria contínua dos processos. A produtividade florestal, explorando o viés genético (principalmente com clones), aumentou muito nas três últimas décadas, vivendo, agora, um cenário de maior interesse em aspectos relativos a rendimentos industriais. 
 
Visando reduzir custos e manter as altas produtividades florestais já conquistadas, a alternativa mais acessível passou a ser o manejo florestal, com ênfase na gestão das operações, que nos faz seguir um novo caminho para superar as adversidades impostas pelo momento político-social e econômico. 
 
É preciso que passemos a encarar o chão da floresta da mesma forma que o chão das indústrias, ou seja, como um ambiente mais integrado e organizado, parte fundamental da cadeia produtiva florestal, independentemente do segmento. Ganhos mais significativos têm ocorrido quanto ao padrão de implantação e layout dos plantios, proporcionando menor variação dentro do talhão e ciclo de colheita com idades menores.
 
A existência do controle eficaz da qualidade das operações florestais pode ser a base estruturada de um trabalho que pode gerar mais lucro, reduzir impactos ambientais e otimizar profissionais e equipamentos. A experiência da Fibria tem mostrado que a implantação de um sistema eficaz de monitoramento e controle de qualidade de operações silviculturais pode refletir em ganhos financeiros entre 10-20%. 
 
É fundamental estruturar uma gestão diferenciada e indutora de transformação efetiva rumo à melhoria contínua dos processos e não somente investir em equipamentos de alta performance e controle. 
 
Muita atenção deve ser dada a esse sistema de gestão robusta, focada no dia a dia, pois “pular etapas sem fazer a lição de casa” será um caminho para o fracasso ou para a manutenção de rumos ultrapassados, trilhados até o momento que antecedeu a crise recente, a qual foi enfrentada heroicamente pelo setor florestal. 
 
Florestas plantadas de alta produtividade não toleram atrasos e falhas de recomendação técnica. Todo o trabalho florestal, desde a produção das mudas, implantação e manejo da floresta, necessita de mão de obra especializada. Grandes resultados financeiros somente serão alcançados com pessoas devidamente treinadas, recompensadas e valorizadas. 
 
Como enfrentaremos a escassez de mão de obra, que será crescente nos próximos anos? Esse talvez seja o principal desafio a ser vencido em um futuro que já começou.


Fonte: revistaopinioes.com.br



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

22/02/2019 às 06:10

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas

COLHEITA DE CHUVAS NO CAMPO


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para carvão?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


1878 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE   |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey