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25/07/2011

Florestas plantadas são eficientes contra o apagão florestal

O Paraná garante a sustentabilidade de suas indústrias

 As florestas plantadas vem sendo apontadas como alternativas eficientes para o desmatamento e contra o perigo do “apagão florestal”. Segundo levantamento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), as florestas plantadas vêm apresentando resultados positivos nos aspectos econômicos, ambientais e sociais. E o Paraná está entre os principais estados no uso desse tipo, que garante, inclusive, a sustentabilidade das indústrias de madeira e papel da região.

No Brasil, os plantios de florestas começaram há mais de um século. Em 1903, o pioneiro Navarro de Andrade trouxe mudas de Eucalipto (Eucalyptus spp.) para plantios que produziriam madeira para dormentes das estradas de ferro. Em 1947 foi a vez do Pinus (Pinus spp.). Essas espécies – o Eucalipto nos cerrados paulistas e o Pinus no sul do Brasil – se desenvolveram bem nas regiões onde foram introduzidas. Como os recursos naturais da Mata Atlântica há muito vinham sendo dilapidados, o plantio dessas espécies tornou-se alternativa viável para suprir a demanda de madeira.

A década de 70 foi marcada pela política de incentivos fiscais para o reflorestamento, que começaram ainda na década de 60. Com esses incentivos foi possível ampliar consideravelmente o estoque de madeira nesses plantios (Bracelpa, 2009).

Desde então se investiu em pesquisa sobre a silvicultura dessas espécies, consolidando seu uso em plantios comerciais. O Brasil detém hoje as melhores tecnologias na silvicultura do eucalipto, atingindo cerca de 60m³/ha de produtividade, em rotações de sete anos. Existem plantios comerciais de outras espécies, como Acácia (Acacia mearnsii), Seringueira (Hevea spp.), Teca (Tectona grandis), Paricá (Schizolobium parahyba), Araucária (Araucaria angustifólia) e Álamo (Populus sp.).

Paraná

O Estado do Paraná tem a terceira maior área de florestas plantadas do Brasil, sendo predominantemente constituída de pinus e eucaliptos. São 638 mil hectares e correspondem a mais de 15% de todas as florestas plantadas do país. Considerando-se apenas o Pinus, o Estado tem a maior plantação do Brasil: mais de 36% do total.

Os Pinus são predominantemente de espécies originárias do sul dos Estados Unidos da América, principalmente o Pinus elliotti e o Pinus taeda. Já os Eucaliptos são de espécies provenientes da Austrália, cuja maior expressão se constitui de Eucaliptus saligna e o Eucaliptus grandis. São espécies de boa adaptabilidade ao clima e ao solo paranaense, boa qualidade de madeira e rápido crescimento. Em 2005 o Estado do Paraná exportou US$ 1,1 bilhão, o que representa 21,8% das exportações brasileiras de base florestal.

Os plantios florestais apresentam-se em sua maior parte em sistema de monocultura. As pesquisas têm avançado na área de sistemas agroflorestais e silvipastoris que têm demonstrado resultados positivos nos aspectos econômicos, ambientais e sociais.

Vantagens

Algumas importantes funções das florestas plantadas são:

- Diminuição da pressão sobre florestas nativas;
- Reaproveitamento de terras degradas pela agricultura;
- Sequestro de carbono;
- Proteção do solo e da água;
- Ciclos de rotação mais curtos em relação aos países com clima temperado;
- Maior homogeneidade dos produtos, facilitando a adequação de máquinas na indústria.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 6,7 milhões de hectares de florestas plantadas, principalmente com espécies dos gêneros Eucalyptus e Pinus, que representam cerca de 0,8% do território nacional. As florestas plantadas são responsáveis por abastecer quase a metade do mercado brasileiro de madeira.
No setor de papel e celulose, a madeira utilizada como matéria-prima tem origem exclusivamente de florestas plantadas (ABRAF, 2010).

A demanda de madeira vem aumentando nos últimos anos e tende a continuar crescendo. Devido à falta de incentivos financeiras nos últimos anos, atualmente fala-se do apagão florestal, que seria a falta de madeira em quantidade suficiente para atender a demanda do mercado em determinado período de tempo. Uma alternativa que vem sendo adotada por empresas florestais é o Fomento Florestal, no qual as florestas são formadas em terras de terceiros, que são responsáveis por cuidar do povoamento e colher a madeira. Desta forma, reduz-se a necessidade de aquisição de terras por parte da empresa. Além do fomento privado, existem também fomento público e os programas de financiamento como PROPFLORA, PRONAF Florestal e outros.


Fonte: Painel Florestal



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